AGRONEGÓCIO
Colheita avança no Sul enquanto safrinha entra em fase crítica
AGRONEGÓCIO
A safra brasileira de milho avança em ritmos diferentes conforme a região do país. Enquanto produtores do Sul e parte do Sudeste praticamente encerram a colheita do milho verão, o milho segunda safra — conhecido como safrinha e responsável pela maior parte da produção nacional — atravessa fases decisivas de desenvolvimento no Centro-Oeste e no Paraná, com o clima no centro das atenções do mercado.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da primeira safra está praticamente concluída no Paraná e se aproxima do fim em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, os trabalhos também avançam rapidamente, enquanto Minas Gerais segue acelerando a retirada do cereal das lavouras. A boa produtividade registrada em parte das áreas do Sul ajuda a reforçar a oferta no mercado interno neste início de segundo semestre.
Ao mesmo tempo, o milho safrinha segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, grande parte das lavouras já está em enchimento de grãos, reflexo do plantio antecipado após a colheita da soja. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, as áreas apresentam desenvolvimento variado conforme a época de plantio e o comportamento das chuvas nos últimos meses.
No Paraná, segundo maior produtor de milho segunda safra do Brasil, muitas lavouras ainda estão em floração e espigamento, fase considerada uma das mais sensíveis para definição do potencial produtivo.
Técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) e da Conab acompanham com atenção as condições climáticas, especialmente diante da redução das chuvas em algumas regiões e da chegada das primeiras massas de ar frio mais intensas do ano.
A preocupação do setor é que períodos prolongados de estiagem ou ocorrência de geadas fora do padrão possam afetar parte das lavouras justamente durante o desenvolvimento reprodutivo. Por outro lado, áreas plantadas dentro da janela ideal ainda apresentam bom potencial produtivo, principalmente em Mato Grosso.
A Conab projeta uma produção robusta para o milho brasileiro na safra 2025/26, sustentada principalmente pela segunda safra, que responde por cerca de 75% da produção nacional. O desempenho da safrinha será decisivo para o abastecimento interno, formação dos estoques e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.
No mercado, cooperativas, tradings e indústrias de ração acompanham de perto a evolução climática nas próximas semanas. O comportamento das lavouras no Centro-Oeste e no Paraná deve influenciar diretamente os preços do cereal, os custos da cadeia de proteína animal e o volume disponível para exportação ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Ministro André de Paula se reúne com câmaras temáticas do Mapa para alinhamento de demandas do setor
Nesta terça-feira (12), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu representantes das Câmaras Temáticas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de Agricultura Orgânica, Agrocarbono Sustentável, Infraestrutura e Logística do Agronegócio, Insumos Agropecuários, Modernização do Crédito e Gestão de Risco e Mulheres Rurais. O objetivo foi conhecer os trabalhos de cada grupo e ouvir as principais demandas e perspectivas dos setores.
Na ocasião, o ministro destacou que a reunião integra um ciclo de três encontros estruturados para ampliar o diálogo com os diferentes segmentos do agro. “A divisão em blocos é uma estratégia para qualificar o diálogo com os segmentos do Mapa. Tenho recebido uma agenda extensa de reuniões com setores estratégicos, que têm apresentado suas visões, prioridades e contribuições, o que favorece uma compreensão mais ampla do cenário. Ao mesmo tempo, reafirma o compromisso de manter um ministério acessível e aberto ao diálogo”, afirmou.
Presente na reunião, o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, destacou o papel das câmaras temáticas como instâncias de diálogo entre o governo e a iniciativa privada. “A Câmara Temática tem como principal função ser a porta de entrada das demandas dos diversos setores do agronegócio dentro do Ministério. As entidades que compõem cada câmara discutem internamente suas pautas e apresentam ao Ministério demandas consensuadas de forma mais organizada”, ressaltou.
Principais demandas apresentadas:
Agrocarbono Sustentável
O presidente da Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável, Eduardo Bastos, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento da agenda de sustentabilidade e ao posicionamento competitivo do Brasil no mercado internacional. Entre os destaques, citou a Aliança do Carbono, parceria técnico-científica lançada em 2024 entre o Mapa, a Embrapa, o Centro de Carbono da USP e a FGV Agro, que visa desenvolver metodologias para mensuração de emissões e sequestro de carbono na agricultura tropical.
Agricultura Orgânica
Instalada em 2004, a Câmara Temática de Agricultura Orgânica reúne representantes do governo, produtores, associações, certificadoras, pesquisadores e consumidores. Seu presidente, Joe Valle, destacou temas relacionados ao aperfeiçoamento regulatório, à atualização de procedimentos e à modernização das listas positivas de ingredientes permitidos.
Entre as prioridades apresentadas estão a simplificação das normas, maior agilidade e padronização das interpretações em todo o território nacional, além do avanço em acordos de reciprocidade internacional para o reconhecimento mútuo de certificações orgânicas, contribuindo para a redução de custos e ampliação do acesso a mercados premium.
Insumos Agropecuários
O presidente da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, Roberto Levrero, ressaltou a evolução do Brasil na regulamentação do setor, beneficiando tanto a agricultura orgânica quanto a convencional, do pequeno ao grande produtor.
Entre as pautas prioritárias, foram citados o avanço da regulamentação dos bioinsumos e a continuidade da regulamentação da Lei do Autocontrole, com foco em promover maior segurança jurídica e uniformidade nos processos de fiscalização.
Infraestrutura e Logística
A Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio do Mapa atua no planejamento, proposição e acompanhamento de ações voltadas ao aprimoramento do escoamento da safra, da armazenagem e do transporte de produtos agropecuários.
O presidente da câmara, Mário Borba, destacou temas relacionados ao escoamento da produção, à capacidade de armazenagem e aos custos logísticos. Entre os pontos apresentados, foram mencionados os efeitos da Tabela do Piso Mínimo de Frete, os custos operacionais do transporte, a necessidade de ampliação da infraestrutura logística e o fortalecimento da capacidade de armazenagem. O setor também ressaltou que o crescimento contínuo do agronegócio demanda investimentos permanentes para ampliar a eficiência logística e o escoamento da produção.
Modernização do Crédito e Gestão de Risco
A Câmara Temática de Modernização do Crédito e Gestão de Risco do Agronegócio do Mapa tem como principal função promover discussões voltadas à inovação dos mecanismos de financiamento privado à produção rural, bem como estimular a competitividade e a redução de custos para o produtor.
O presidente da Câmara, Guilherme Rios, afirmou que o principal objetivo do grupo é consolidar propostas voltadas à modernização do crédito rural. A Câmara elaborou uma proposta de “Lei do Agro 3”, organizada em três eixos: ampliação das fontes de crédito, fortalecimento da segurança jurídica e melhoria do ambiente de negócios. Também foi destacada a evolução dos instrumentos financeiros, como a Cédula de Produto Rural (CPR), cujo estoque apresentou crescimento significativo nos últimos anos.
Mulheres Rurais
Instituída em 2026, a Câmara Temática de Mulheres Rurais tem como missão subsidiar o Mapa com estudos e diagnósticos voltados à formulação de políticas públicas. Sua presidente, Ângela Peres, destacou que o principal trabalho deste ano será a construção de um Painel de Diagnóstico Nacional das Mulheres Rurais, que servirá de base para futuras ações do setor.
Entre as prioridades estratégicas apresentadas estão a ampliação do acesso das mulheres ao crédito, o fortalecimento da liderança feminina, a valorização da atuação das mulheres rurais e o acompanhamento de políticas públicas voltadas para esse público.
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