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Execução Penal: equilíbrio entre punir e preservar humanidade é apontado como desafio

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Mulher de terno azul-claro fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ao fundo, um grande telão exibe a silhueta de um homem caminhando em direção a uma luz forte.“Com diálogos bem estruturados, todos são chamados à responsabilização. Sem responsabilidade e sem consciência, não há caminho de transformação. O ser humano fica à deriva por muito mais tempo”. Foi com essa constatação que a desembargadora Clarice Claudino da Silva abriu o Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, nesta quinta-feira (28), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.

Ela representou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, e ainda ressaltou o papel do encontro na promoção da integração institucional e no fortalecimento de ações voltadas à dignidade das pessoas privadas de liberdade. Ela também chamou atenção para os desafios estruturais do sistema e a necessidade de ampliar o diálogo e a construção de soluções conjuntas. Ao abordar caminhos para o aprimoramento da execução penal, enfatizou a relevância das práticas restaurativas, ao destacar o potencial dessa abordagem para promover mudanças efetivas.

Homem branco, de barba e cabelos grisalhos curtos, fala ao microfone em um púlpito de madeira clara. Ele veste paletó escuro, camisa branca e gravata pontilhada. O fundo é neutro e desfocado.

Já o supervisor do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), no ato também representando a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Wesley Sanchez Lacerda, reforçou a necessidade de tratar a execução penal com racionalidade e estratégia, e alertou para o fortalecimento das organizações criminosas no ambiente prisional. Ele também defendeu a importância da atuação conjunta para garantir resultados mais eficazes na ressocialização.

“O sistema penal não pode existir apenas para punir, mas precisa oferecer caminhos reais para que a pessoa privada de liberdade possa reconstruir sua vida e retornar à sociedade de forma digna e produtiva. A ressocialização não beneficia apenas quem cumpre pena, ela beneficia toda a sociedade. Quando o Estado investe em educação, trabalho e apoio dentro do sistema prisional, reduz a reincidência e amplia as chances de um futuro mais seguro. Precisamos ter a coragem de construir um sistema que não apenas puna, mas que transforme, porque a verdadeira justiça não termina com a sentença, ela começa ali”, destacou.

Mulher branca de cabelos castanhos claros concede entrevista, gesticulando com a mão. À sua frente, um microfone com a marca

Ainda na abertura, durante a fala, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente questionou: “Que tipo de sociedade nós estamos ajudando a construir quando falamos sobre execução penal?”. Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, ela finalizou o pensamento: “Porque nenhuma instituição é medida apenas pela sua capacidade de punir. Ela também é medida pela sua capacidade de preservar humanidade mesmo diante dos ambientes mais difíceis”.

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Para a procuradora de Justiça, o sistema prisional coloca diariamente seus operadores diante de situações extremas, com o risco de reduzir as pessoas privadas de liberdade apenas aos seus erros, números ou processos. “Quando isso acontece, todos nós perdemos um pouco. Perdemos como instituições, perdemos como sociedade e perdemos principalmente a capacidade de acreditar em transformação. Talvez o maior desafio da execução penal contemporânea seja exatamente este: encontrar equilíbrio entre firmeza e humanidade, entre segurança e dignidade, entre controle e reconstrução”, afirmou.

Retrato aproximado de um homem pardo, de cabelos pretos curtos, olhando para o lado com expressão séria. Ele veste paletó cinza, camisa branca e gravata xadrez. O fundo está desfocado.

Nesse contexto, o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou a relevância do encontro como espaço de integração institucional e de construção coletiva de soluções. “Nós temos uma obrigação com a sociedade: entregar justiça e garantir que o cidadão experimente verdadeiramente a sensação de segurança. Isso passa, necessariamente, pelo sistema prisional. Mas não tem como nós pensarmos em justiça sem dignidade, sem humanidade, sem respeito à pessoa humana. Tenho certeza de que sairemos daqui melhores do que chegamos, em um momento de sinergia para buscar soluções e aprimorar nossa atuação”, defendeu.

Mulher branca de óculos e blazer preto fala ao microfone em um púlpito com brasão do Mato Grosso. Ao fundo, há um telão com texto desfocado e uma pessoa sentada à direita.

Representando o procurador-geral de Justiça, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou o caráter coletivo e integrador do evento. Segundo ela, o principal propósito do encontro é fortalecer a atuação conjunta entre as instituições, baseada na cooperação e no compartilhamento de experiências, especialmente diante de desafios estruturais que não podem ser enfrentados de forma isolada.

De acordo com a subprocuradora, o tema exige a superação de modelos tradicionais e uma atuação mais qualificada e inovadora. “É onde cruza de forma bastante intensa e evidente tanto a segurança pública, a justiça, a dignidade humana e o desafio permanente da ressocialização. E é justamente nesse ponto que eu convido a todos nós a uma reflexão. Não há política de segurança pública verdadeiramente eficaz sem uma execução penal que funcione. E também não há uma execução penal que funcione sem oportunidade de ressocialização”, considerou.

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Homem branco de cabelos escuros fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ele veste paletó cinza quadriculado, camisa branca e gravata vermelha. Ao fundo, um telão exibe uma imagem alaranjada.

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, enfatizou a relevância da participação interinstitucional no debate. “Este evento já demonstra sua importância e indispensabilidade para todos nós, comprometidos com essa missão constitucional e com esse chamado humanitário de tratar o cumprimento de pena, buscando formas de alcançar os melhores resultados possíveis na reinserção social”, afirmou.


Aprimoramento técnico

Durante dois dias, o encontro promove reflexões sobre a gestão do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, com foco no uso da inteligência institucional e no aprimoramento técnico. A programação também destaca a dimensão transformadora da pena, com ênfase em políticas de ressocialização. O público reúne membros do Ministério Público, magistrados, profissionais das forças de segurança e especialistas do Sistema de Justiça.

Também compuseram o dispositivo de honra a promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, representando o corregedor-geral do MPMT, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto.

O encontro é realizado pelo MPMT, por meio do CAO da Execução Penal, do CSI e do Ceaf, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, via Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).


Com informações de Ana Luíza Anache/MPMT

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Josi Dias

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa MT Criativo vai oferecer atividades formativas sobre turismo cultural durante a FIT Pantanal

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) integra a programação da FIT Pantanal, com atividades formativas que exploram a conexão entre a economia criativa e o turismo, oferecidas pelo Programa MT Criativo nos dias 5 e 6 de junho. As inscrições são gratuitas e já estão abertas neste link.

Durante a maior feira de turismo do Centro-Oeste, que ocorre de 3 a 7 de junho, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, a formação propõe estratégias para desenvolver o turismo cultural de experiência em Mato Grosso.

O objetivo das atividades formativas é capacitar profissionais, estudantes e empreendedores do setor turístico e cultural na estruturação e comercialização de práticas inovadoras, utilizando a economia criativa como base para o desenvolvimento regional sustentável.

Entre os destaques da formação estão conteúdos que destacam a importância da identidade cultural, os saberes tradicionais e a sustentabilidade, transformando o potencial local em vivências autênticas para os visitantes.

Para a superintendente de Desenvolvimento de Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, ter a cultura e a economia criativa como pautas na FIT Pantanal demonstra o reconhecimento da potencialidade dessa parceria para o trade turístico de Mato Grosso.

“Essa parceria busca o fortalecimento do turismo cultural, criativo, de vivência e de experiência, trazendo oportunidades de desenvolvimento econômico e de impulsionamento desses setores de forma conjunta. A partir disso, propomos uma atividade que traz essa perspectiva, principalmente a partir de quem já atua, trazendo projetos e experiências reais e que demonstram na pratica todo esse potencial”, explica Keiko.

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Programação MT Criativo na FIT Pantanal

Na quinta (5.6), das 14h às 17h, a superintendente Keiko Okamura mediará o painel “Economia Criativa e Turismo – apresentação de cases”, no auditório Minerais do Centro de Eventos do Pantanal.

A presidente da Associação das Redeiras de Limpo Grande (TeceArte), Jilaine Maria, participa do painel, contando como o artesanato tradicional aliado ao turismo ajudou o desenvolvimento econômico e sustentável da comunidade.

Já as fundadoras da agência de turismo Afrotours, Poliana Queiroz e Bianca Rondon, compartilham informações sobre o impacto econômico e social nas comunidades quilombolas e tradicionais envolvidas nos roteiros turísticos.

O fundador e produtor da Feria de Vinil e Criatividades, Max Amorim, também integra o painel deste dia. O produtor apresenta o impacto econômico do modelo de feira de economia criativa, bem como as possibilidades como roteiro turístico urbano.

O debate terá ainda a participação da proprietária da Estância Recanto dos Sonhos, Dalva Cristina do Nascimento, de Tangará da Serra. Dalva abordará o turismo rural criativo, que une agroecologia, gastronomia afetiva e experiência imersiva na rotina do homem do campo

Completa o painel o coordenador da Vivência Umutina Balatiponé, Isaac Amajunepa, que apresentará o projeto de Etnoturismo na Terra Indígena Umutina, em Barra do Bugres, e os impactos no desenvolvimento do território.

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Neste dia, haverá também a palestra “Turismo Criativo – Cultura e Turismo cocriando experiências”.

Na sexta-feira (6.6), a formação acontece das 8h às 12h, no Piso Sol, sala 11, com a oficina “Economia Criativa e Turismo: inovando experiências e impulsionando o desenvolvimento regional”.

Ministrada pela turismóloga da equipe da superintendência de Desenvolvimento da Economia Criativa, Luciana Pinheiro Viegas, a oficina levará o participante a criar uma experiência estruturada de roteiro turístico e cultural.

Participam da atividade os representantes dos projetos Rota da Ancestralidade”, “Almoço na Roça e Roda de Prosa”, “Turismo de resistência” e “Turismo rural na agricultura familiar”.

A FIT Pantanal é realizada pelo Sistema Comércio de Mato Grosso, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), além de instituições parceiras e apoiadores do setor turístico nacional. Mais informações sobre a feira em www.fitpantanal.com/programacao

Serviço
MT Criativo na FIT Pantanal
5 de junho: painel e palestra, das 14h às 17h
6 de junho: oficina, das 8h às 12h
Inscrições: AQUI

Fonte: Governo MT – MT

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