VÁRZEA GRANDE
Equipe técnica prepara plano de trabalho e agenda de reuniões para novo Plano Municipal de Educação
VÁRZEA GRANDE
Profissionais da Educação de Várzea Grande realizaram, na semana passada, na sede da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), a primeira reunião da equipe técnica responsável pelo monitoramento, avaliação, revisão e atualização do Plano Municipal de Educação (PME).
De acordo com a coordenadora da equipe técnica, professora Eva de Paulo Vieira Santos, a nomeação dos membros que integrarão a comissão foi formalizada por meio de portaria da SMECEL. Todos os integrantes são servidores efetivos da rede municipal de ensino e darão início aos trabalhos de elaboração do novo Plano Municipal de Educação.
“O cronograma de reuniões será divulgado para garantir o acompanhamento e a participação de todos os segmentos da sociedade”, destacou a coordenadora.
A construção do novo PME contará com a participação de universidades públicas e privadas, organizações não governamentais, pais e responsáveis, comunidade escolar e sociedade civil organizada. A proposta também prevê a realização de audiências públicas para ampliar a participação popular no processo.
A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro deste ano, permitindo que o novo plano entre em vigor a partir de janeiro de 2027.
“O Plano Municipal de Educação é o principal documento de referência para todos os processos educacionais do município, abrangendo tanto as redes públicas municipal e estadual quanto as instituições privadas de ensino”, explicou a professora Eva.
O PNE
O Plano Municipal de Educação de Várzea Grande tem como referência o Plano Nacional de Educação (PNE). O plano decenal do Ministério da Educação (MEC), atualmente em vigor, foi instituído pela Lei nº 15.388, de 14 de abril de 2026, substituindo o ciclo anterior (2014-2025).
O novo texto apresenta mudanças significativas voltadas à qualidade, à equidade e à governança educacional. Entre as principais metas está o aumento gradual dos investimentos em educação, passando do atual patamar de aproximadamente 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7% até o sexto ano de vigência e alcançando 10% ao final do período.
Na educação em tempo integral, o plano estabelece jornada mínima de sete horas diárias ou 35 horas semanais, com a meta de atingir pelo menos 50% das escolas públicas nos primeiros cinco anos.
Na educação infantil, busca universalizar o atendimento às crianças de 4 e 5 anos e ampliar a oferta de vagas em creches para atender 60% das crianças de até 3 anos de idade.
Já na alfabetização, a meta é garantir que 80% dos estudantes estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, alcançando 100% ao término da vigência do plano.
Em relação à governança e ao monitoramento, o novo modelo prevê avaliações bienais de indicadores e resultados, exigindo que estados, Distrito Federal e municípios alinhem seus planos locais às diretrizes nacionais.
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Mulheres em situação de rua recebem Implanon e mais de mil são beneficiadas em menos de seis meses
A oferta do Implanon é inédita em Várzea Grande e teve início em dezembro de 2025, após demanda da atual gestão ser contemplada pelo Ministério da Saúde, que naquela ocasião enviou 1.074 dispositivos
As equipes médicas da Atenção Primária à Saúde de Várzea Grande concluíram, na semana passada, a oferta e a implantação do contraceptivo subdérmico – o Implanon – em 43 mulheres pacientes do Consultório de Rua. As mulheres atendidas são várzea-grandenses em situação de rua e ou de vulnerabilidade social e financeira. Mais de várzea-grandenses já contam com o método contraceptivo ofertado de forma totalmente gratuita na rede pública municipal.
A oferta do Implanon é inédita em Várzea Grande e teve início em dezembro do ano passado, após demanda da atual gestão ser contemplada pelo Ministério da Saúde, que naquela ocasião enviou 1.074 dispositivos. Nova solicitação de contraceptivos foi feita ao governo federal para continuidade do atendimento.
Para se ter uma ideia da importância do contraceptivo, ainda mais no modelo subdérmico, ele custa farmácias, cerca de R$ 800 a R$ 1 mil. Nesses estabelecimento é vendo apenas o contraceptivo, sem a aplicação.
Todas as equipes que fazem a colocação do Implanon passaram por treinamento e estão habilitadas ao atendimento das mulheres que buscam por esse método para evitar gravidez não planejada.
Desde janeiro, dez Unidades de Saúde do Município estão aptas a realizar o procedimento: Nossa senhora da Guia, Manga, Vila Arthur, Marajoara, Limpo Grande, Manaíra, Água Vermelha, Jardim Glória, Capão Grande e o SAE/CTA.
Mesmo que o procedimento esteja centralizado em dez unidades, todas as 25 unidades básicas de Saúde de Várzea Grande estão aptas a receber as demandas das mulheres e fazer o correto encaminhamento para os pontos de referência em relação ao Implanon.
“COMO UM CHIP” – O Implanon (Implante Contraceptivo Subdérmico) é inserido na parte interna do braço e libera o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e garante proteção contraceptiva por até três anos. É considerado um método altamente eficaz, com taxa de prevenção superior a 99%.
Podem utilizar o implante mulheres e adolescentes de 15 a 49 anos, desde que não estejam grávidas. Por isso, antes da inserção, é solicitado um exame de sangue Beta-hCG (teste rápido) para descarte de gestação. A aplicação pode ser feita por médicos ou enfermeiros capacitados, conforme protocolo do Ministério da Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, explica que Implanon é uma alternativa segura para mulheres que têm dificuldade com anticoncepcionais orais ou apresentam reações adversas. “Traz autonomia, facilita o planejamento reprodutivo e representa mais cuidado para quem busca um método de longa duração e Várzea Grande está disponibilizando um recurso eficiente e totalmente gratuito”.
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