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Cirurgia inédita marca nova fase da saúde em Várzea Grande

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Os maiores beneficiados são justamente os pacientes da traumatologia que, após acidentes graves, enfrentavam não só as fraturas e dores físicas, mas também a longa e incerta espera por uma cirurgia ortopédica. Trinta e dois procedimentos já foram realizados de sábado (31) à segunda-feira (2), esvaziando corredores

Mais um novo capítulo está sendo escrito na história da saúde pública de Várzea Grande. No último sábado, 31 de maio, a cidade deu um importante passo ao iniciar as primeiras cirurgias ortopédicas no Pronto-Socorro e Hospital Municipal, com a chegada da empresa especializada GoiasMed. E o início não poderia ter sido mais simbólico: a primeira cirurgia realizada foi uma delicada prótese de fêmur em uma paciente de 72 anos, um procedimento inédito na rede municipal de saúde.

Antes da contratação emergencial da empresa, vidas estavam em suspense. Em meio ao barulho dos passos apressados de profissionais da saúde e ao vai e vem das macas, histórias de dor, angústia e resistência se misturam. São pacientes que, após acidentes graves, enfrentavam não só as fraturas físicas, mas também a longa e incerta espera por uma cirurgia ortopédica. E mais, pacientes com fraturas e outras lesões ortopédicas complexas aguardavam por transferência para hospitais do Estado, enfrentando longas filas e, muitas vezes, meses de espera por uma cirurgia. Agora, esses casos estão sendo resolvidos com agilidade e dignidade dentro do próprio Município.

Somente no primeiro final de semana de atuação da GoiasMed, foram realizadas 32 cirurgias: 15 no sábado e 17 no domingo, das quais 14 foram ortopédicas e 3 de cirurgia geral. Já na segunda-feira, 2 de junho, a fila de espera havia sido praticamente zerada, restando apenas oito pacientes. Um cenário raro que também resultou na liberação dos corredores do PS, tradicionalmente ocupados por pacientes aguardando leito ou cirurgia.

Na segunda-feira, 2, a prefeita Flávia Moretti (PL), acompanhada da secretária de Saúde Deisi Bocalon, da subsecretária Érika Carvalho, do vereador Enfermeiro Emerson e de equipes da saúde municipal, estiveram no Pronto-Socorro para verificar in loco os atendimentos e conferir de perto a atuação da empresa contratada. Durante a visita, ficou constatado: não havia pacientes de trauma nos corredores.

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Durante a visita eles percorrerem os blocos de trauma e puderam conversar com pacientes que haviam feito a cirurgia e estavam aguardando alta e também, pacientes que iriam fazer no dia seguinte.

Um exemplo é o caso da paciente Jacqueline Leite de Souza, de 42 anos, que deu entrada no PS no dia 26 de maio para fazer a cirurgia no quadril e no domingo, 1º de junho, foi operada. Ela destacou que, antes, não havia clareza sobre o procedimento. “Antes a equipe não informava quando seria minha cirurgia. Agora, o médico já me visitou, disse quando seria operada, e fui muito bem recebida no centro cirúrgico. Entrar e ouvir música, sentir o ânimo da equipe, me deixou mais tranquila. Foi um alívio depois de tanta espera”, relatou.

“Eu fiquei surpresa de ver o corredor do hospital, onde tinham pacientes aguardando por cirurgia, vazio. A equipe está realizando o que nos prometeu”, comemorou a prefeita Flávia Moretti reforçando que ao assumir a gestão, o primeiro local visitado foi justamente o Pronto-Socorro, quando ficou indignada com a realidade que tinha visto: o verdadeiro caos.

A secretária municipal de saúde de Várzea Grande explica que a equipe médica tem uma ampla especialidade em procedimentos de alta complexidade o que muda o cenário do setor de trauma do Pronto-Socorro do Município. “Estamos felizes com a atuação da equipe médica e o melhor de tudo, os pacientes estão sendo assistidos em tempo oportuno para que não tenham sequelas, infecções hospitalares e que voltem as suas atividades habituais”, celebrou a secretária Deisi Bocalon.

PLANEJAMENTO – Outro ponto que vem sendo muito elogiado é a organização diária da agenda de cirurgias. Todos os dias, no fim da tarde, são divulgadas a lista de pacientes que serão operados no dia seguinte. A medida traz alívio, segurança e confiança para os pacientes e seus familiares, além de promover uma comunicação clara e acolhedora.

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Mais do que números, os resultados refletem vidas resgatadas do sofrimento, com agilidade no atendimento, redução de filas e o fim das macas pelos corredores. Para a gestão municipal, trata-se de um marco histórico que representa o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, humana e resolutiva. “Passamos a tratar, logo no primeiro dia dessa gestão, a saúde como prioridade e está aí o resultado”, pontuou a prefeita.

UMA RESPOSTA À URGÊNCIA – Para que os pacientes saíssem dos corredores e tivessem atendimento digno a secretaria municipal de saúde de Várzea Grande firmou contrato emergencial com a empresa Goiasmed Serviços Médicos Ltda. A contratação, no valor global de R$ 14,7 milhões tem vigência de 12 meses e foi autorizada com base no artigo 75, inciso VIII, da Lei nº 14.133/2021, e no Decreto Municipal nº 81/2023.

Com a adesão da empresa a capacidade atual de cirurgias passa de uma média de quatro procedimentos diários para, no mínimo, 12 cirurgias ortopédicas por dia, com cobertura integral 24 horas por dia, sete dias por semana. A nova equipe contará com dois médicos ortopedistas durante o dia, além de anestesista, médico visitador e ambulatorial, garantindo acompanhamento próximo do pré ao pós-cirúrgico. À noite, mais dois médicos e um anestesista estarão de plantão para atender urgências e emergências.

Além dos serviços médicos especializados, a empresa também vai fornecer as OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) e equipamentos necessários para os procedimentos cirúrgicos com valores referenciados pela tabela SIGTAP. O acompanhamento pré e pós-operatório, além de visitas médicas diárias aos pacientes internados, também estão inclusos.

A empresa Goiasmed foi escolhida após análise técnica e recebeu referências positivas de outros estados, onde contribuiu para zerar filas de espera em grandes hospitais de traumatologia. O contrato estabelece cláusulas de desempenho, incluindo a obrigatoriedade de realização de cirurgia em até 72 horas após a internação do paciente, sob pena de sanções. A iniciativa foi aprovada com parecer jurídico favorável da Procuradoria Municipal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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