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Secretária-executiva participa de painel da ONU Turismo na ABAV e reforça protagonismo do Brasil no cenário internacional

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O Brasil reafirmou seu protagonismo no cenário internacional do turismo durante o Painel da ONU Turismo nas Américas, realizado nesta quinta-feira (9) na ABAV Expo 2025, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu representantes de organismos internacionais, autoridades e lideranças do trade turístico para discutir os desafios e oportunidades do setor, com foco na sustentabilidade e na atração de investimentos.

Representando o Ministério do Turismo, a secretária-executiva Ana Carla Lopes destacou a importância de fortalecer a presença da ONU Turismo no país e de traduzir sua atuação global para o contexto brasileiro.

“É importante a gente trazer esse olhar internacional, mas precisamos reforçar a nossa potência. O Brasil é protagonista porque temos aqui o escritório da ONU Turismo, além das representações da ONU do Trabalho e da Saúde. Precisamos ter orgulho disso”, afirmou Ana Carla.

A secretária ressaltou que a presença do escritório da ONU Turismo no Brasil representa um passo importante para estruturar um ambiente mais organizado de investimentos e sustentabilidade no setor.

“A partir do momento em que temos um escritório com uma área de sustentabilidade e outra de investimentos, isso é muito relevante para o país. Ainda não temos uma cultura organizacional voltada a investimentos, e essa é uma oportunidade de avançar nesse sentido”, completou.

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Ainda durante sua participação, Ana Carla mencionou que o ministro do Turismo, Celso Sabino, que atualmente preside o Conselho Executivo da ONU Turismo, tem sido uma liderança fundamental no fortalecimento do diálogo do Brasil com o organismo internacional e na promoção de uma agenda global de sustentabilidade e investimento responsável no turismo.

Durante o painel, o diretor do Escritório Regional da ONU Turismo para as Américas, Heitor Kadri, explicou a missão da entidade e ressaltou a importância de aproximar o público especializado do turismo da sua atuação.

“A ONU Turismo é uma entidade global reconhecida, mas muitas vezes pouco compreendida em sua missão. Nosso papel é atuar em nível governamental, apoiando os países na criação de condições de investimento, na melhoria da legislação, nas práticas empresariais e na sustentabilidade do setor”, destacou.

Heitor anunciou ainda planos para a criação de um programa de apoio a projetos de turismo sustentável na Amazônia, ampliando o alcance do atual fundo de pequenos subsídios da organização, hoje voltado ao turismo rural.

“Queremos adaptar o programa para incentivar iniciativas na Amazônia, que é uma região com grande número de associações e organizações comunitárias atuando de forma responsável. Nosso objetivo é não apenas repassar recursos, mas acompanhar a execução e os resultados desses projetos”, explicou.

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O painel contou também com a participação do consultor de turismo Otávio Leite, que reforçou a importância de fortalecer a conectividade aérea e a infraestrutura turística do país.

ROTA  DO COMBÚ – Durante a ABAV Expo foi lançada a Rota Combú, iniciativa do Sebrae, com apoio da Raízes Desenvolvimento Sustentável. O projeto propõe um novo modelo de turismo ribeirinho sustentável na Ilha do Combú, a apenas 15 minutos de Belém (PA).

Composta por 14 empreendimentos locais, a rota oferece experiências imersivas que valorizam a cultura amazônica, a gastronomia, o artesanato e o modo de vida das comunidades da região. A iniciativa busca ampliar o tempo de permanência dos visitantes e fortalecer a economia local, com menor impacto ambiental.

A expectativa é que a Rota Combú se consolide como legado de turismo sustentável da Amazônia paraense. “Os empreendedores da Rota são os verdadeiros protagonistas dessa história. Eles mostram que é possível fazer turismo de forma responsável, com base comunitária e compromisso com o futuro da floresta”, afirmou Ana Carla Lopes.

Por  Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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