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Brasil encerra participação em encontro no Chile ampliando conexões do turismo gastronômico

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A participação do Ministério do Turismo do Brasil no Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores em Santiago (ENGATUSA), no Chile, consolidou o intercâmbio da culinária brasileira com as dos demais países participantes do evento. A programação terminou nesta quarta-feira (26.11), após uma intensa agenda de debates, premiações e de fortalecimento da cooperação regional no âmbito do turismo gastronômico.

O terceiro dia do encontro foi marcado por diversas experiências imersivas, sempre destacando a atuação brasileira como país convidado, além da projeção da Amazônia no cenário internacional. Destaque para o Fórum Regional de Turismo Gastronômico da ONU Turismo para as Américas, que terá a cidade de Santarém (PA), no Brasil, como sede em 2026.

Representando o ministro do Turismo, Celso Sabino, o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Turismo, Carlos Henrique Sobral, avaliou positivamente a presenças do governo brasileiro no evento, ressaltando a integração entre gastronomia, identidade cultural e desenvolvimento sustentável como estratégia central da política de turismo do Brasil.

“Encerramos essa participação com a certeza de que o Brasil saiu ainda mais fortalecido no cenário internacional do turismo gastronômico. Construímos pontes com outros países, ampliamos parcerias e mostramos que a nossa biodiversidade, aliada à cultura e à inovação, é um dos grandes diferenciais do turismo brasileiro. E isso se conecta diretamente com o que estamos construindo para Santarém, como sede do Fórum Regional de Turismo Gastronômico da ONU Turismo”, afirmou Sobral.

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Promovido pela Subsecretaria de Turismo do Chile, em parceria com a Embratur, o Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores reuniu autoridades, chefs, especialistas e membros do trade turístico da América Latina.

Para a subsecretária de Turismo do Chile, Verónica Pardo, a participação brasileira elevou o nível do encontro e reforçou a cooperação regional. “O Brasil trouxe uma contribuição fundamental para este ENGATUSA. A integração entre nossos países, por meio da gastronomia, do turismo e da identidade cultural, fortalece toda a região e projeta a América Latina como um destino cada vez mais relevante no mundo”, destacou Verónica.

Também presente, representando a culinária amazônica e brasileira, o chef paraense Saulo Jennings falou da importância da valorização das cadeias produtivas locais durante o encontro. “A gastronomia brasileira nasce do território, das comunidades e da nossa biodiversidade. Levar isso para o mundo é valorizar as pessoas e transformar cultura em desenvolvimento. Tudo que vimos aqui no Chile dialoga muito com o que construiremos em Santarém no Fórum da ONU Turismo”, declarou o chef, que é embaixador gastronômico da ONU Turismo.

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EXPERIÊNCIAS – A programação desta quarta-feira foi dedicada a atividades externas, com visitas técnicas a vinícolas, vinhedos, hortas de ingredientes e espaços de produção gastronômica. A agenda proporcionou uma imersão nas cadeias produtivas do Chile e no vínculo direto entre território, cultura alimentar, turismo de experiência e enoturismo.

Encerrando o dia, houve a premiação Enoturismo Chile 2025, que reconhece iniciativas de excelência no setor vitivinícola e turístico. Na noite de terça-feira (25.11), as delegações participaram de um jantar institucional no alto do SKY Costanera, edifício mais alto do Chile. O encontro reuniu autoridades, chefs e representantes dos países participantes do encontro em um ambiente de integração, intercâmbio cultural e valorização da gastronomia latino-americana.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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