VARIEDADES
Carnaval que transforma: Ministério do Turismo mostra impacto econômico e social da folia
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O Ministério do Turismo levará um olhar especial para o Carnaval 2026: de quem faz o setor acontecer na ponta e mantém a engrenagem da folia em movimento. A iniciativa vai mostrar de perto as histórias de personagens que muitas vezes passam despercebidos, mas que exercem papel essencial na cadeia do turismo. Guias de turismo, recepcionistas de hotel, camareiras e microempreendedores ganharão protagonismo na cobertura especial do MTur.
Para além das estatísticas positivas, a cobertura do Ministério do Turismo vai revelar o Brasil que trabalha, cria e cresce com a folia. Com equipes nas principais festas do país, a Pasta vai mostrar, de perto, como o turismo transforma vidas durante a Folia de Momo e impulsiona a economia e a geração de emprego.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o papel institucional da cobertura. “O Ministério quer mostrar que a festa é também uma poderosa ferramenta de inclusão social, promoção de destinos e valorização cultural. Vamos trazer um Carnaval do povo e para o povo, que gera oportunidades e mostra ao mundo que a folia também muda vidas”, afirmou.
Uma dessas histórias é a de Acácio Damasceno, artista plástico de 73 anos, cuja vida se confunde com a trajetória do Galo da Madrugada, em Recife. Desde 1986, quando começou no galpão de alegorias como serralheiro, Acácio construiu um caminho de reconhecimento. Hoje, ele figura entre os artistas plásticos à frente do maior bloco carnavalesco do mundo, coordenando equipes e levando sua arte a um evento que atrai multidões. O crescimento do Carnaval pernambucano como produto turístico garantiu a ele trabalho contínuo, visibilidade e a consolidação de um legado artístico que preserva a cultura pernambucana.
No Rio de Janeiro, a transformação é guiada por passos de samba e história. Tiago Gonçalves, nascido e criado na Baixada Fluminense, encontrou no setor uma virada decisiva. Ex-dançarino e coreógrafo de Carnaval, foi no contato com o turismo comunitário da Rocinha que descobriu um novo propósito. Atualmente, como guia de turismo credenciado, Tiago une identidade e território, liderando uma agência que valoriza a cultura negra, o samba e as comunidades cariocas.
Outro exemplo de quem faz o turismo acontecer é a camareira Jéssica Oliveira. Seu trabalho é essencial para o fortalecimento do setor: é ela quem garante conforto, acolhimento e qualidade na hospedagem, especialmente em períodos de alta demanda, como o Carnaval.
A ESTRATÉGIA – O Ministério trará uma cobertura institucional especial em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) das cidades de Recife e Olinda (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Todo o conteúdo produzido será veiculado nas redes sociais oficiais da Pasta (Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube) e no Canal Gov, ampliando o alcance das histórias, das manifestações culturais e dos destinos que fazem do Carnaval um espetáculo único no mundo.
NÚMEROS DA FOLIA – A expectativa para este ano é grandiosa: 65 milhões de foliões devem tomar as ruas, avenidas e sambódromos do país, movimentando R$ 18,6 bilhões na economia nacional. Hotéis cheios; voos, bares, restaurantes lotados; blocos, escolas de samba e manifestações populares pulsando — um ciclo virtuoso que gera emprego, renda e oportunidades em todas as regiões.
ATENÇÃO FOLIÃO – Para evitar golpes e curtir a folia com mais tranquilidade, o Ministério do Turismo orienta: antes de fechar qualquer serviço, o turista deve verificar se a empresa ou o profissional está cadastrado no Cadastro Nacional de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), que reúne e identifica os prestadores de serviços turísticos legalizados no Brasil. É por meio dele que o turista consegue confirmar se aquele meio de hospedagem, agência de turismo, guia ou transportadora turística atua de forma regular e reconhecida pelo MTur. Atualmente, em todo o Brasil, mais de 190 mil prestadores estão formalizados no país. (Confira o quantitativo por UF).
A consulta é simples, gratuita e pode ser feita online. Em poucos cliques, o viajante consegue saber se o serviço contratado está formalizado, um cuidado essencial em períodos de grande movimentação, como o Carnaval, quando cresce a oferta de serviços informais e, consequentemente, o risco de golpes ou contratações irregulares.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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