VARIEDADES
Brasil é destaque como país convidado do Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores, no Chile
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A valorização da gastronomia como estratégia de desenvolvimento sustentável e de fortalecimento do turismo marcou a abertura do Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores, realizada nesta segunda-feira (24.11), na cidade de Santiago (Chile). O Brasil é o país convidado do evento, promovido pela Embratur em parceria com o governo chileno e que tem na programação degustações, painéis e palestras, entre outras atividades.
Representando o ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, o secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos no Turismo, Carlos Henrique Menezes Sobral, apresentou políticas de fortalecimento do turismo gastronômico. Ele destacou ações como uma cartilha de roteirização de destinos, o Plano de Marketing Turístico Internacional (Plano Brasis), o reconhecimento de produtos e saberes tradicionais e a integração regional por meio da marca “Visit South America”.
Sobral afirmou que as iniciativas posicionam o Brasil como referência em turismo, com destaque para a gastronomia. “A gastronomia é uma das expressões mais potentes da identidade brasileira e um vetor estratégico para gerar renda, atrair visitantes e promover sustentabilidade. Quando mostramos ao mundo a diversidade dos nossos sabores, da Amazônia ao Sul, estamos fortalecendo territórios e abrindo portas para novos mercados”, destacou o secretário.
Carlos Henrique Sobral também lembrou, em nome do ministro Celso Sabino, da escolha de Santarém (PA) como sede do 1º Fórum Internacional de Turismo Gastronômico da ONU Turismo para as Américas, marcado para 2026, ressaltando que a decisão reconhece o papel da Amazônia como destino global e “hub” de experiências culturais e sustentáveis.
A subsecretária de Turismo do Chile, Verónica Pardo, anfitriã do evento e maior autoridade pública do setor no país, celebrou a participação do Brasil. “Ter o Brasil como país convidado é uma honra e um sinal claro da força que a gastronomia brasileira – reconhecida internacionalmente e com quatro cidades integrantes da Rede de Cidades Criativas da UNESCO – exerce na construção de um turismo mais diverso, inovador e sustentável. A parceria com o Brasil fortalece toda a região e inspira políticas que aproximam nossas culturas por meio dos sabores”, apontou Verónica.
A Embratur esteve representada no encontro pela gerente de Projetos Estruturantes, Ana Paula Jacques, e o chefe da Assessoria Internacional, Paulo Lins, que representou o presidente Marcelo Freixo. Lins recepcionou os diversos países que participam do evento apresentando suas políticas e resultados no turismo gastronômico, destacando a culinária como elemento de integração, inovação e desenvolvimento sustentável.
O Encontro Internacional de Gastronomia, Turismo e Sabores segue até 27 de novembro. Ao longo da agenda oficial, o Ministério do Turismo reforça o compromisso do Brasil com a valorização da gastronomia como patrimônio, experiência turística e oportunidade econômica.
SABOR AMAZÔNICO – Após conquistar chefs, especialistas, delegações internacionais e até a rainha da Dinamarca durante a COP30 deste ano, em Belém (PA), os sabores amazônicos seguem impulsionando a diplomacia gastronômica brasileira no cenário global. No encontro em Santiago, houve uma aula show do chef paraense Saulo Jennings. Primeiro embaixador gastronômico da ONU Turismo, Jennings foi o anfitrião gastronômico das delegações internacionais que participaram da Cúpula de Líderes da Conferência do Clima.
A apresentação do chef ocorreu no Mercado Gastronômico do Centro Cultural Gabriela Mistral, em Santiago, onde ele celebrou ingredientes, técnicas e tradições da Amazônia. “Como brasileiro e amazônida, defendo e invisto no uso de ingredientes regionais. A culinária da Amazônia, do Brasil e da América Latina pode, deve e merece estar ao lado das grandes gastronomias mundiais. Quando mostramos nossa autenticidade, mostramos também nossa força”, ressaltou Saulo, que preparou uma receita à base de peixe e farinha de mandioca.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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