VARIEDADES
Ministério do Turismo confirma apoio de R$ 2,6 milhões ao Festival Sairé 2025, em Alter do Chão
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O Ministério do Turismo apoiará, pelo terceiro ano consecutivo, a realização do Festival Sairé 2025, que acontecerá entre os dias 18 e 22 de setembro na vila balneária de Alter do Chão, em Santarém (PA). Em sua 52ª edição, o festival receberá patrocínio federal de R$ 2,6 milhões, reforçando seu papel como um dos mais importantes eventos culturais da Amazônia. A assinatura do patrocínio e do plano de trabalho foi realizada nesta terça-feira, 10.06, entre o ministro do Turismo, Celso Sabino, o prefeito de Santarém, José Maria Tapajós, e representantes dos botos Cor de Rosa e Tucuxi, que protagonizam a disputa folclórica central do festival.
O ministro Celso Sabino afirma que o investimento reforça a valorização da cultura amazônica e seu papel no desenvolvimento regional.
“O Sairé é uma das expressões mais autênticas da identidade amazônica. Apoiar esse festival é investir em turismo, cultura, geração de renda e autoestima do povo paraense e da Amazônia. Para o governo federal, e especialmente pelo apoio do presidente Lula, que conhece de perto o festival e a região, é um grande orgulho poder contribuir diretamente para que o Brasil também conheça e valorize ainda mais essa riqueza presente em Santarém e Alter do Chão”, afirmou o ministro.
O prefeito de Santarém, José Maria Tapajós, comemorou a confirmação dos recursos, destacando o impacto positivo na economia local. “O Sairé movimenta nossa cidade como nenhum outro evento. São milhares de visitantes, empregos temporários e uma vitrine incrível para Alter do Chão. O apoio federal por meio do Ministério é fundamental para que possamos crescer ainda mais e essa é a nossa expectativa para esse ano”, disse.
A secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, também ressaltou a relevância da parceria para o fortalecimento das manifestações culturais da região. “Estamos nesse apoio pelo segundo ano consecutivo, o que significa que deu certo, que a parceria deu resultados em prol de um festival que fomenta toda uma cadeia cultural e principalmente se reflete em geração de renda, qualidade de vida e valorização da cultura da Amazônia”, destacou.
APOIO AOS BOTOS – Representando o Boto Cor de Rosa, Tiago Sousa enfatizou o reconhecimento do valor cultural da festa: “Esse apoio mostra que o Sairé deixou de ser só nosso, passou a ser do Brasil. A disputa dos botos é arte, resistência e ancestralidade. A ajuda do Ministério nos deixa muito gratos e nos dá fôlego para fazer ainda mais bonito”, declarou.
Ana Maria Pinho, presidente do Boto Tucuxi, também celebrou o incentivo federal. “É um momento histórico. Estamos falando de cultura popular que gera impacto real em nossas comunidades. Apoiar os botos é apoiar nossa juventude, nossos artistas, nossos irmãos ribeirinhos que também se beneficiam do turismo com a nossa festividade”, declarou.
Presente na cerimônia de assinatura, o deputado federal Airton Faleiro (PT-PA) elogiou o trabalho em prol do Turismo. “O ministro Celso Sabino tem feito um trabalho pelo Turismo que orgulha o Pará e o Brasil, com grandes resultados para a economia e para a vida das pessoas”, afirmou.
Já o deputado Henderson Pinto (MDB-PA) destacou a importância do apoio na visibilidade do festival. “O Ministério tem sido um parceiro estratégico, dando apoio e visibilidade às nossas pautas, como essa do Sairé, e apoiar esse evento é valorizar nossa cultura e o turismo regional”, disse o deputado, também presente ao evento, junto com vereadora de Belém, Nay Barbalho.
FORMALIZAÇÃO – O apoio federal ao Sairé integra uma estratégia mais ampla do Ministério do Turismo para fomentar o setor no Pará, que registrou crescimento expressivo na formalização de serviços. Em 2024, o estado teve alta de 27% nas inscrições no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), somando 4,5 mil registros ativos, com destaque para restaurantes, meios de hospedagem e agências de turismo.
Belém concentra o maior número de inscritos (1.627), resultado também das ações de mobilização e fiscalização realizadas na preparação da COP30. Neste ano, o MTur intensificou vistorias em municípios como Bujaru, Inhangapi, Santa Isabel, Ponta de Pedras e Soure, alcançando a formalização de 47% dos 268 meios de hospedagem fiscalizados na capital paraense e região metropolitana.
CRÉDITO – Outra frente de incentivo ao setor é o Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que em 2025 já contratou R$ 18,6 milhões em financiamentos no Pará, de um total de R$ 20,7 milhões liberados até maio. Os recursos podem ser usados em obras, aquisição de equipamentos ou capital de giro, com condições atrativas — até R$ 15 milhões por operação, com juros de cerca de 8% ao ano e carência de cinco anos.
Para a COP30, que será realizada em Belém em novembro de 2025, o Ministério do Turismo destinou R$ 322 milhões via Fungetur. Até agora, o estado já contratou R$ 164,7 milhões em 52 operações, com R$ 210,8 milhões efetivamente repassados.
QUALIFICAÇÃO – Santarém também sedia a primeira Escola Nacional de Turismo, que já formou três turmas com 240 vagas ofertadas na sede do município, em Alter do Chão e na região da Floresta Nacional do Tapajós. A iniciativa busca ampliar a qualificação profissional em polos turísticos estratégicos da Amazônia.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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