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Roda de conversa aborda diagnóstico e tratamento do câncer

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A programação do Outubro Rosa promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), nesta sexta-feira (09), contou com uma roda de conversa que reuniu especialistas do Hospital de Câncer de Mato Grosso para discutir prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, direitos dos pacientes e combate à desinformação sobre o câncer de mama. O encontro foi mediado pela promotora de Justiça Gileade Maia, coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena.Ao abrir a atividade, a promotora destacou a importância de ampliar o acesso à informação e fortalecer a cultura do cuidado com a saúde da mulher. “Falar sobre câncer de mama não deve significar falar apenas sobre a doença; precisamos falar também sobre cuidado, acesso à informação, tratamento, saúde emocional e qualidade de vida”, afirmou Gileade Maia.A médica mastologista Melissa Gomes Lins explicou a diferença entre prevenção e rastreamento, ressaltando que hábitos saudáveis ajudam a reduzir fatores de risco, mas que o diagnóstico precoce continua sendo fundamental para aumentar as chances de cura. “Quanto mais inicial a doença, mais a gente aumenta a nossa taxa de cura e de sucesso”, destacou.A especialista também orientou as mulheres a observarem alterações no próprio corpo e buscarem atendimento médico diante de qualquer sinal suspeito. Segundo ela, “o autoconhecimento é a saída” para identificar mudanças precocemente.Durante a conversa, Melissa Gomes Lins ainda desmistificou a associação automática entre câncer de mama e retirada total das mamas. “Esse é um mito: que o diagnóstico de câncer de mama é igual a mastectomia”, afirmou, ao explicar que atualmente existem tratamentos mais conservadores e opções de reconstrução mamária.A oncologista e paliativista Gabriele Laura Galvão emocionou os participantes ao compartilhar a própria experiência como paciente oncológica. Ela relatou os desafios enfrentados desde a descoberta do nódulo, passando pela cirurgia, sessões de quimioterapia e radioterapia, além das complicações que exigiram internações em unidade de terapia intensiva. Apesar das dificuldades, a médica ressaltou a importância da esperança e do diagnóstico precoce. “Hoje posso dizer que estou em remissão da doença”, declarou.A experiência transformou sua atuação profissional. “Primeiro vejo a pessoa como um todo e depois vejo a doença”, afirmou Gabriele Laura Galvão, ao relatar que passou a dar ainda mais atenção aos aspectos emocionais, sociais e espirituais dos pacientes.A especialista também esclareceu que os cuidados paliativos não estão restritos ao fim da vida. “Nosso objetivo é cuidar do paciente e da família como um todo”, explicou, destacando que essa abordagem pode ser adotada desde o diagnóstico de doenças crônicas.O oncologista clínico Mateus Jung Perim abordou os avanços alcançados pela medicina nos últimos anos e destacou que o câncer de mama é composto por diferentes tipos de doença, que exigem tratamentos individualizados. “A oncologia avançou a passos largos nos últimos 20 anos”, afirmou.O especialista alertou ainda para os riscos da desinformação e das chamadas terapias milagrosas. “Falsas promessas fazem pacientes abandonarem o tratamento e perderem a chance de cura”, advertiu.Outro ponto enfatizado por Mateus Jung Perim foi a importância do tempo para o sucesso terapêutico. Segundo ele, “quanto mais precoce o diagnóstico, maior a taxa de sucesso e a possibilidade de cura”. O médico lembrou que a legislação brasileira garante a confirmação diagnóstica em até 30 dias nos casos suspeitos de câncer e o início do tratamento pelo Sistema Único de Saúde em até 60 dias. Ao final do evento, os especialistas reforçaram que o câncer de mama tem tratamento e possibilidade de cura, especialmente quando identificado nas fases iniciais, e incentivaram a população a adotar hábitos saudáveis, realizar exames preventivos e buscar informações em fontes confiáveis.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Escola de Saúde Pública promove curso de boas práticas no pré-natal, parto e nascimento

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A Escola de Saúde Pública (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou, entre terça e sexta-feira (6 a 9.10), a segunda edição do Curso de Boas Práticas na Atenção ao Pré-Natal de Risco Habitual, Assistência ao Parto e Nascimento Saudáveis para a Baixada Cuiabana. O curso tem o objetivo de fortalecer a Rede Alyne e a atenção à saúde das mulheres.

A qualificação, com carga horária de 30 horas, está sendo realizada em cinco turmas de 30 vagas cada uma, totalizando 150 profissionais, no período de setembro de 2026 a junho de 2027, na sede da ESP-MT, em Cuiabá.

Estão sendo capacitados profissionais de Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande.

O curso conta com parceria do Escritório Regional de Saúde (ERS) da Baixada Cuiabana, da Comissão de Integração Ensino-Serviço (CIES Baixada Cuiabana) e das Secretarias Municipais de Saúde.

De acordo com a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, a qualificação é direcionada, preferencialmente, a enfermeiros e gestores que atuam na Atenção Primária à Saúde nos 11 municípios que compõem a Regional Baixada Cuiabana.

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“Precisamos ofertar um pré-natal humanizado para alcançar partos normais e reduzir violências obstétricas. Essa qualificação é para que os enfermeiros da Atenção Primária à Saúde se sintam seguros para observar riscos, acolher e fortalecer o encaminhamento para o parto adequado”, avalia.

Ainda segundo a superintendente, com a realização da primeira turma, constatou-se o grande interesse e motivação dos profissionais, inclusive com outros escritórios regionais interessados, como o de Água Boa.

O curso tem metodologia teórico-prática, com simulação realística, rodas de conversa e estudo de casos clínicos, sendo organizado em grupos de até seis profissionais para melhor supervisão.

Foram abordados o histórico da Política de Saúde da Mulher e da Rede Alyne, os direitos na gestação, as boas práticas do pré-natal, o acolhimento e a classificação de risco, as transformações fisiológicas da gestação, exames, vacinas, o pré-natal da parceria, os sinais clínicos do trabalho de parto, o plano de parto, a caderneta da gestante nacional e cuiabana, e o planejamento sexual e reprodutivo com métodos contraceptivos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo MT – MT

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