MATO GROSSO
Promotores compartilham experiências com acadêmicos de Direito
MATO GROSSO
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (19), mais uma edição do projeto MP Sem Mistério, iniciativa do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, que busca aproximar estudantes de Direito da atuação ministerial. O encontro ocorreu na sede das Promotorias de Justiça da Capital e reuniu acadêmicos da Faculdade de Direito de Nova Mutum (Famutum), Uniasselvi, Unifacc, Fasip e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).Durante a programação, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais de perto a missão institucional do Ministério Público, suas atribuições constitucionais e os desafios enfrentados diariamente pelos membros da instituição na defesa da sociedade. As palestras foram ministradas pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, e pelo promotor de Justiça José Jonas Sguarezi Júnior.Durante o evento, o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, destacou a importância de os futuros profissionais do Direito compreenderem a dimensão humana presente em cada processo. “No Direito nós lidamos com vidas. O enfraquecimento da nossa atuação começa quando deixamos de enxergar que, por trás dos processos, existem pessoas. Cada estudante que hoje busca a graduação em Direito precisa ter consciência de que sua futura atuação impactará diretamente a vida de alguém”, afirmou.O promotor de Justiça Caio Márcio também ressaltou o papel constitucional do Ministério Público como representante dos interesses coletivos. “O Ministério Público é a voz da sociedade. Nós temos o dever de defender aquilo que é justo, independentemente de qualquer outro interesse. Para a sociedade, importa tanto que um inocente seja absolvido quanto que um culpado seja condenado. Essa busca pela justiça é o que torna a atuação ministerial tão relevante”, enfatizou.Ao compartilhar sua trajetória profissional, o promotor de Justiça José Jonas Sguarezi Júnior relatou que acumula 24 anos de experiência dentro do Ministério Público, tendo atuado como estagiário, analista e, posteriormente, promotor de Justiça.Segundo ele, a escolha pela carreira foi construída ao longo da graduação. “Muitas vezes o estudante ingressa na faculdade sem saber exatamente qual caminho seguir. Isso é natural. Foi conhecendo a atuação do Ministério Público na prática que eu compreendi sua importância e me identifiquei com a missão institucional de defender os interesses da sociedade”, disse.O promotor de Justiça José Jonas destacou ainda as transformações ocorridas na instituição após a Constituição Federal de 1988. “O perfil do Ministério Público mudou profundamente e passou a ser voltado para a defesa da sociedade. Hoje, nossa atuação está direcionada ao interesse público e à proteção dos direitos coletivos, muitas vezes inclusive em demandas em que o próprio Estado figura como parte contrária”, explicou.A promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach compartilhou experiências pessoais e profissionais para incentivar os acadêmicos a persistirem em seus objetivos. Ela lembrou sua trajetória desde os tempos de graduação na UFMT até a aprovação no concurso para o Ministério Público. “Não existe medida para as nossas infinitas possibilidades. Tudo acontece no tempo certo para cada pessoa. O importante é continuar estudando, se preparando e acreditando naquilo que se deseja alcançar”, afirmou.Ao falar sobre a atuação ministerial, Sasenazy ressaltou a abrangência das áreas atendidas pelo MPMT e o contato permanente com as demandas da população. “O Ministério Público está presente em inúmeras frentes, como infância, pessoa com deficiência, meio ambiente, família e tantas outras áreas. Todos os dias temos trabalho porque todos os dias existem direitos a serem protegidos e políticas públicas a serem aperfeiçoadas em benefício da sociedade”, destacou.O projeto MP Sem Mistério integra as ações desenvolvidas pelo Ceaf para fortalecer o diálogo com a comunidade acadêmica, proporcionando aos estudantes uma visão mais ampla sobre o papel constitucional do Ministério Público e as diferentes possibilidades de atuação na carreira jurídica.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Curso EaD sobre educação especial estará disponível em outubro
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) lançou oficialmente, na manhã desta quinta-feira (20), o curso de Educação a Distância (EaD) “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, durante evento de capacitação realizado na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. A formação gratuita, com mais de 40 horas de duração, foi desenvolvida para ampliar o acesso a conhecimentos e práticas voltadas à educação especial inclusiva e estará disponível às redes de ensino a partir de outubro.O lançamento foi conduzido pela coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do MPMT, promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, que destacou o potencial da iniciativa para alcançar profissionais de todo o estado e fortalecer a inclusão no ambiente escolar. “Tenho certeza de que esta será uma grande oportunidade para alcançarmos os profissionais dos 142 municípios de Mato Grosso e da rede estadual de ensino. Esperamos que este seja apenas o primeiro passo para muitas outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação especial inclusiva em nosso estado”, afirmou.O curso foi elaborado por meio do projeto estratégico institucional “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT; com o Centro de Apoio Operacional da Pessoa com Deficiência; o CAO Educação; a Fundação Escola Superior do Ministério Público (FESMP); e as instituições Turma do Jiló e Comunic@TEA.Segundo a promotora de Justiça, a iniciativa é resultado da união de esforços de diferentes instituições comprometidas com a inclusão educacional e da construção coletiva de uma formação voltada às demandas reais enfrentadas pelos profissionais da área. “Há algum tempo este curso EaD vem sendo pensado, na verdade, há alguns anos. Conseguimos, não sem muito esforço, não sem muitas reuniões, debates e desafios, viabilizar a realização desse curso e reunir docentes de altíssima qualidade para compor essa formação”, ressaltou.Patrícia Dower explicou que a capacitação realizada nesta quinta e sexta-feira apresenta uma prévia dos conteúdos que serão aprofundados posteriormente no ambiente virtual de aprendizagem. A programação reúne palestras sobre temas centrais da educação especial inclusiva, oferecendo aos participantes uma amostra da abordagem que será disponibilizada no curso.A coordenadora-adjunta do CAO Educação destacou ainda que o curso EaD integra uma estratégia institucional voltada ao fortalecimento de políticas públicas de qualidade. Segundo ela, a proposta busca ampliar a contribuição do MPMT para além das atividades de fiscalização e controle, disponibilizando conteúdos sobre práticas pedagógicas, comunicação aumentativa e alternativa e outros temas essenciais para a inclusão escolar.Conforme explicou, muitas das demandas acompanhadas pelo Ministério Público revelam dificuldades enfrentadas pelos municípios, especialmente os do interior, para encontrar profissionais capacitados e acessar informações qualificadas sobre educação especial inclusiva. Nesse contexto, o curso surge como ferramenta de apoio aos gestores e profissionais da área, estimulando a qualificação continuada. “Sabemos que uma formação de 40 horas está longe de ser definitiva, é apenas a ponta do iceberg. Nossa intenção é que esse curso funcione como uma porta de entrada para a construção de caminhos efetivos voltados à melhoria da educação especial inclusiva em Mato Grosso”, enfatizou.Ao encerrar a apresentação, Patrícia Dower reforçou o convite para que os profissionais participem da formação e contribuam para a disseminação do conhecimento em suas instituições e redes de ensino. “Convido todos vocês a participarem dessa formação com o mesmo entusiasmo e dedicação com que nós a desenvolvemos. Esperamos que este seja apenas o primeiro passo para muitas outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação especial inclusiva em nosso estado”, concluiu.As informações sobre carga horária, corpo docente, certificação e demais detalhes da formação serão divulgadas pelo CAO Educação nos próximos meses. A expectativa do Ministério Público é que a iniciativa alcance profissionais da educação, da assistência social, da saúde e integrantes do sistema de justiça, contribuindo para a construção de uma escola cada vez mais inclusiva e acessível para todos.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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