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Inclusão e respeito: servidora do TJMT relata desafios da fibromialgia no ambiente de trabalho

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Conviver diariamente com dores intensas, limitações físicas e impactos emocionais faz parte da rotina da servidora da Divisão de Serviço Social do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Graciela de Oliveira Meira, diagnosticada com fibromialgia.

No mês de Conscientização sobre Acessibilidade, celebrado em 21 de maio, a trajetória da servidora também reforça a importância do acolhimento institucional, da inclusão e da conscientização sobre deficiências não aparentes.

Há quase 26 anos no Poder Judiciário de Mato Grosso, Graciela iniciou a trajetória profissional atuando diretamente na área judiciária como assistente social em Comarcas do interior. Posteriormente, foi removida à sede do TJMT, onde passou a atuar na área administrativa.

Com o passar do tempo, começou a enfrentar dores constantes e limitações que afetaram tanto a vida profissional quanto pessoal. “Eu sentia dores o tempo todo, no corpo todo. Chegou ao ponto de causar limitação de locomoção e até entrar em processo de depressão, porque não tinha um diagnóstico preciso do que estava acontecendo”, relembra.

A servidora conta que percorreu diversos profissionais da saúde e passou por diferentes tratamentos até receber o diagnóstico de fibromialgia, doença crônica caracterizada por dores generalizadas, fadiga e outros sintomas físicos e emocionais. Em 2025, a condição passou a ser reconhecida como deficiência pela Lei nº 15.176, ampliando o debate sobre inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas diagnosticadas com a síndrome.

“Depois que tive o diagnóstico, comecei um tratamento mais direcionado. Mas não existe um dia sequer sem dor. Um dia dói o braço, outro as pernas. A gente aprende a conviver e a viver com isso”, relata.

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Rotina de adaptações

Segundo Graciela, além das dores constantes, a fibromialgia também trouxe impactos significativos na disposição física, na mobilidade e até na produtividade. “Ficar muitas horas sentada e fazendo movimentos repetitivos, potencializava ainda mais as dores. Eu saía destruída no final do expediente, sem conseguir fazer mais nada”, afirma.

Ela destaca que a implementação da condição especial de trabalho no âmbito do TJMT trouxe melhorias importantes para a qualidade de vida. A servidora passou a contar com redução de 25% da carga horária, medida prevista na Resolução TJMT/OE nº 7, de 22 de junho de 2023.

“Isso refletiu bastante na minha saúde. Hoje consigo fazer pilates, academia e seguir melhor as orientações médicas. Antes, eu não encontrava tempo nem disposição para cuidar da própria saúde”, pontua.

Ela ressalta ainda a importância do apoio recebido no ambiente de trabalho. “Eu considero que sou privilegiada por fazer parte da equipe do Serviço Social. Minha chefia e os colegas sempre foram muito compreensivos e incentivaram o tratamento e as adaptações necessárias”, destaca.

Conscientização sobre deficiências invisíveis

A servidora observa que um dos principais desafios enfrentados por pessoas com fibromialgia é justamente a falta de compreensão sobre uma condição que não apresenta sinais físicos aparentes.

“Como a fibromialgia não é visível, muitas pessoas acabam julgando, achando que é ‘qualquer dorzinha’ ou que a pessoa está fazendo corpo mole. Mas para quem convive com a doença, não é algo simples”, comenta.

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Ela também menciona dificuldades enfrentadas no cotidiano, como o uso de vagas destinadas a pessoas com deficiência. “Mesmo apresentando carteirinha e identificação, muitas vezes as pessoas ainda questionam porque não enxergam uma deficiência aparente”, acrescenta.

Apesar dos desafios, Graciela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acolhimento e qualidade de vida.

“Percebo um avanço muito grande nessa visão mais humanizada. O Tribunal tem buscado oferecer estrutura, terapias, atendimento psicológico e iniciativas voltadas ao bem-estar dos servidores. Isso faz diferença na nossa qualidade de vida”, avalia.

Para ela, ampliar a conscientização sobre inclusão e acessibilidade é fundamental para construir ambientes mais empáticos e respeitosos. “Cada pessoa tem suas limitações e dificuldades. O processo de conscientização ajuda a desenvolver mais solidariedade, compreensão e respeito com o outro”, conclui.

Pesquisa sobre acessibilidade

Cartaz digital com fundo branco e elementos verdes. Texto central: Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.

O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.

A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026.

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Autor: Emily Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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