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ESPECIAL – Gestão 2023-2025 incentivou participação feminina e promoveu acessibilidade aos serviços eleitorais

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Chegando ao final do biênio 2023-2025, a atual gestão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido neste período. A presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e a vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, vão concluir a gestão no próximo dia 28 de abril, com uma trajetória marcante.

A administração foi organizada a partir de cinco grandes eixos estratégicos, que, segundo a presidente, guiaram as decisões e ações com clareza de propósito e responsabilidade pública. “Chegamos ao fim de uma jornada. Uma trajetória de dois anos à frente da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso que me enche de orgulho, esperança e gratidão. Um período em que a dedicação, o planejamento e o trabalho em equipe nos permitiram deixar um legado sólido, humano e inovador para a Justiça Eleitoral mato-grossense”, avalia a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

Os cinco eixos foram: participação feminina na política, acessibilidade aos serviços eleitorais, inovação e tecnologia, gestão e integração, e Eleições Municipais de 2024. Todo este trabalho resultou no recebimento do Selo Diamante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhece os tribunais com excelência em governança, produtividade e transparência. “Nada disso seria possível sem o empenho incansável de cada juiz, servidora, servidor, estagiário e colaborador. Esta gestão foi construída com união, escuta ativa, responsabilidade social e compromisso com a democracia”, acrescenta.

Participação feminina

No eixo participação feminina na política, foram feitas ações concretas visando fortalecer a cidadania das mulheres. Um exemplo é a implantação da Ouvidoria da Mulher, um canal seguro para denúncias e demandas relacionadas à desigualdade de gênero e aos direitos políticos femininos. “É uma ferramenta para escuta ativa e resposta institucional qualificada. Também realizamos campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher e rodas de conversa sobre o assunto, com foco no combate ao assédio e a todas as formas de violência, seja ela moral, física, sexual, psicológica ou patrimonial, no ambiente de trabalho e na sociedade”, recorda a presidente.

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Além disso, o TRE-MT promoveu a palestra “Mulheres no Processo Democrático”, que teve como foco o debate e a conscientização sobre a importância da presença feminina na política e nas urnas.

 

Acessibilidade

 

Já no eixo acessibilidade aos serviços eleitorais, a gestão atual avançou para garantir que ninguém fosse deixado para trás, com a adesão ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, tornando os atos mais compreensíveis ao cidadão e à cidadã. Também foram implantados Pontos de Inclusão Digital (PID), com computadores e câmeras conectando pessoas em áreas remotas aos serviços do TRE-MT. A Justiça Eleitoral lançou, ainda, a Nova Carta de Serviços ao Cidadão, orientando o público sobre como acessar cada serviço oferecido pela instituição. Outro ponto que merece destaque é a ampliação de 12 mil para quase 17 mil eleitores eleitoras com deficiência cadastrados na Justiça Eleitoral, um aumento de 39% em apenas um ano.

Nas Eleições Municipais de 2024, o TRE-MT instalou uma Central de Interpretação de Libras (CIL) dentro do Tribunal, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), para atender o eleitorado surdo ou com deficiência auditiva. Dessa forma, foi possível viabilizar mais autonomia e compreensão a este público, facilitando o acesso ao voto. Ao todo, foram realizados 311 atendimentos, nos dois turnos das eleições. Outra novidade deste pleito foi a presença do coordenador de acessibilidade nos locais de votação, para atender melhor as pessoas com deficiência no dia da votação.

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Fruto de um trabalho realizado pela Corregedoria Regional Eleitoral, o projeto Democracia Multilíngue foi expandido, levando informações eleitorais em línguas indígenas a diversas regiões do estado de Mato Grosso. Outro programa continuado pela Corregedoria foi o SoleTRE, que promove a alfabetização de jovens, adultos e idosos. “São iniciativas que fortalecem a participação das pessoas no processo democrático do nosso país, de um lado temos a inclusão dos povos originários, e de outro, as pessoas que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e a escrever. Temos muito orgulho de proporcionar isso e ver o resultado desses projetos”, frisa a corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves.

#PraTodosVerem: Foto que mostra a sessão plenária, com alguns membros do Pleno de frente. De costas, aparecem alguns participantes da sessão.

Fonte: TRE – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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