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Feira em escola estadual quilombola valoriza cultura africana, educação inclusiva e promove igualdade racial

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Estudantes e professores da Escola Estadual Quilombola Tereza Conceição Arruda, em Nossa Senhora do Livramento, celebraram nessa sexta-feira (17.11), durante a 10ª Feira Cultural Quilombo de Mata Cavalo, a influência da cultura da Angola na comunidade e consolidaram a unidade educacional como referência na valorização da cultura africana e na promoção de reflexões sobre a questão racial.

Na quadra poliesportiva, com apresentações de danças como o Siriri, o Congo, além de manifestações afrobrasileiras executadas por estudantes e membros da comunidade. Nas salas de aula, o público pode conhecer um pouco do trabalho pedagógico que a escola faz tendo como matéria-prima elementos regionais como a palmeira babaçu, a mandioca e os frutos do cerrado.

A escola aborda com os alunos o estudo da história e da cultura africanas, além da promoção da igualdade racial.

“Os nossos estudantes sentem orgulho de mostrar que são quilombolas, que respeitam todas as culturas e sabem o quanto é importante manter as raízes africanas, seja na alimentação, na dança, nas crenças ou, simplesmente, numa alegria que é única”, disse a diretora da escola, professora Adrianny de Arruda Abreu.

Ela exaltou um dos projetos incentivados na comunidade pela escola, que é a confecção de Bonecas Negras.

“Essas bonecas são uma forma de resgatar a história e valorizar a representatividade de personalidades como os nossos maiores defensores da educação na comunidade, Antônio Mulato, e sua filha, a professora Tereza Conceição Arruda, que dá nome a nossa escola. As bonecas negras também ressaltam os ideais da consciência negra, que precisam de visualidade todos os dias”, enfatizou.

“Os nossos estudantes sentem orgulho de mostrar que são quilombolas”, disse a diretora

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A escola de Mata Cavalo já foi um rancho de palha no passado e, com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), hoje conta com uma moderna estrutura, tem quadra poliesportiva, internet de banda larga, Chromebooks, robótica educacional, entre outras tecnologias que dão uma nova dimensão de grandeza.

“Sinto orgulho de ter iniciado meus estudos aqui e, atualmente, ser a gestora educacional da unidade”, afirmou a diretora.

Ana Bell Souza de Jesus, de 17 anos, está no 2º ano do Ensino Médio e preside o grêmio da escola. Segundo ela, a união da educação com a tradição é o que fortalece o seu vínculo afetivo com a comunidade quilombola.

“Esse evento é uma forma de mostrar que estamos aqui, que temos direito sobre essa terra e que as nossas tradições devem ser respeitadas. Com isso, a nossa escola dá mais visibilidade ao Quilombo de Mata Cavalo e isso me faz sentir muito orgulho de estudar aqui”, pontuou.

Para o estudante Wemerson Ferreira dos Santos, 17 anos, do 2º ano do Ensino Médio, estudar na Escola Estadual Quilombola Tereza Conceição Arruda desde a primeira série representa muito na vida dele.

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“Aqui conheço a história dos meus antepassados e aprendo a mostrar isso às demais pessoas sem imposição e com respeito à cultura ancestral delas. Também me sinto bem, porque temos aqui todos os recursos que tem uma escola da cidade. Sem contar que me sinto em casa”.
Wemerson Ferreira diz que se sente bem, porque a escola tem todos os recursos de uma escola da cidade – Foto: Gabriel Aguiar

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, declarou que ações e projetos como esse buscam fortalecer a identidade quilombola e promover a igualdade racial, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva.

“Essa educação com base no respeito às tradições é a que estamos promovendo nas cinco escolas quilombolas da rede nos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Barra do Bugres, Chapada dos Guimarães, Vila Bela e Santo Antônio de Leverger”.

Além de ser um instrumento de integração da escola com a comunidade, a feira cultural também marca as comemorações do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrados no dia 20 de novembro.

Fonte: Governo MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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