ECONOMIA
MTE reforça diálogo social e articula pacto pelo trabalho decente na Paraíba
ECONOMIA
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu, ontem (6 ), o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Cassiano Pascoal Pereira Neto, que também preside a Nordeste Forte, grupo formado pelas nove federações das indústrias da região Nordeste. Ele esteve acompanhado do presidente do Sindicato da Construção Civil do Estado da Paraíba, Ozaes Mangueira.
Durante a reunião, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou a disposição do MTE em fortalecer o diálogo social entre trabalhadores, empregadores e governo como instrumento para a promoção do trabalho decente e da melhoria das condições de trabalho no país.
Entre os temas debatidos estiveram a construção de um pacto pelo trabalho decente na construção civil da Paraíba, a instalação de uma mesa tripartite de diálogo social para o setor em João Pessoa, além da integração da plataforma QualificaProBR e da adesão ao programa Escola do Trabalhador 4.0, voltado à qualificação e ampliação de oportunidades para os trabalhadores.
Durante o encontro, Cassiano Pascoal destacou a importância da criação do pacto e da instalação de uma mesa permanente de diálogo social tripartite para acompanhar o desenvolvimento do setor na capital paraibana. “É importante ter o pacto na construção civil e a instalação de uma mesa de diálogo social tripartite para o setor em João Pessoa”, afirmou.
O presidente do Sindicato da Construção Civil do Estado da Paraíba, Ozaes Mangueira, ressaltou que o crescimento econômico e imobiliário vivido pela capital paraibana deve estar aliado à promoção de condições dignas de trabalho. Segundo ele, João Pessoa vive um momento de grande crescimento e tem se tornado um novo destino de pessoas no Brasil. “O mercado imobiliário está em expansão e a cidade é hoje um grande canteiro de obras. Precisamos assegurar que esse crescimento econômico e da construção civil avance de forma sustentável, com geração de empregos de qualidade, segurança e garantia de trabalho decente para os trabalhadores”, destacou.
ECONOMIA
Semana do Trabalhador e da Trabalhadora mostra a força da economia solidária
Do artesanato ao hortifrúti, quem passou pela Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Esplanada dos Ministérios entre os dias 4 e 8 de maio, pôde conferir esses e muitos outros produtos expostos e comercializados na feira promovida pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).
Ao todo, foram 30 estandes que reuniram mais de 50 empreendimentos de economia solidária do Distrito Federal e do Entorno. Entre eles, estava a banca do José Roberto Machado, que atua no ramo da agricultura familiar e é conhecido como Zé do Coco, apelido que ganhou por ter sido um dos fundadores da Cooperativa de Coco do DF. A iniciativa recicla e dá nova utilidade às cascas de coco, que são transformadas em vasos, tapetes, estofamentos para carros, adubos e diversos outros produtos.
Na Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, a equipe de Zé, composta majoritariamente por assentados e agricultores familiares, expôs produtos produzidos de forma artesanal. “Aqui nós temos produtos caseiros, como flocão, café orgânico e broa de milho”, destacou. O feirante ressaltou a importância da economia solidária e da agricultura familiar para a preservação ambiental e para a produção de alimentos saudáveis.
Já o artesão Alex Magno, que trabalha com placas e imãs personalizados, destacou a possibilidade de alcançar diferentes públicos do Distrito Federal. “Aqui você tem um público muito diversificado, amplo. Isso permite expor o seu produto para uma variedade muito grande de pessoas”, ressaltou.
Economia solidária
A economia solidária é um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão e na solidariedade entre os participantes. Reúne práticas que envolvem produção, distribuição e consumo, priorizando o ser humano e o meio ambiente em detrimento do lucro individual.
Para a coordenadora de Monitoramento e Avaliação do Departamento de Parcerias e Fomento da Senaes, Claudia Machado, o modelo aponta para a construção de uma alternativa mais inclusiva. “A Economia Solidária tem esse olhar de um outro mundo possível, tem essa lógica de um universo de inclusão, com geração de trabalho e renda”, afirma.
Para a educadora aposentada Adenilce Maria, que expôs produtos ligados à cultura afro, a economia solidária é uma forma mais coletiva e humana de organizar o trabalho. “Quanto mais juntos, quanto mais próximos nós estamos, melhor nós produzimos, melhor nos compreendemos e nos aceitamos. Na economia solidária, todas somos donas dos nossos trabalhos e das nossas rendas. Compartilhamos tristezas, alegrias, gostos, vendas e produção”, destacou.
Sobre a Semana do Trabalhador e da Trabalhadora
A Semana do Trabalhador e da Trabalhadora é uma iniciativa do MTE que integra as celebrações do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. O evento ocorre entre os dias 4 e 8 de maio, no estacionamento do Bloco F, na Esplanada dos Ministérios. O objetivo é promover uma programação especial voltada à valorização do trabalho e à ampliação do acesso a serviços públicos.
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