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Semana do Trabalhador e da Trabalhadora mostra a força da economia solidária

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Do artesanato ao hortifrúti, quem passou pela Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Esplanada dos Ministérios entre os dias 4 e 8 de maio, pôde conferir esses e muitos outros produtos expostos e comercializados na feira promovida pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Ao todo, foram 30 estandes que reuniram mais de 50 empreendimentos de economia solidária do Distrito Federal e do Entorno. Entre eles, estava a banca do José Roberto Machado, que atua no ramo da agricultura familiar e é conhecido como Zé do Coco, apelido que ganhou por ter sido um dos fundadores da Cooperativa de Coco do DF. A iniciativa recicla e dá nova utilidade às cascas de coco, que são transformadas em vasos, tapetes, estofamentos para carros, adubos e diversos outros produtos.

Na Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, a equipe de Zé, composta majoritariamente por assentados e agricultores familiares, expôs produtos produzidos de forma artesanal. “Aqui nós temos produtos caseiros, como flocão, café orgânico e broa de milho”, destacou. O feirante ressaltou a importância da economia solidária e da agricultura familiar para a preservação ambiental e para a produção de alimentos saudáveis.

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Já o artesão Alex Magno, que trabalha com placas e imãs personalizados, destacou a possibilidade de alcançar diferentes públicos do Distrito Federal. “Aqui você tem um público muito diversificado, amplo. Isso permite expor o seu produto para uma variedade muito grande de pessoas”, ressaltou.

Economia solidária

A economia solidária é um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão e na solidariedade entre os participantes. Reúne práticas que envolvem produção, distribuição e consumo, priorizando o ser humano e o meio ambiente em detrimento do lucro individual.

Para a coordenadora de Monitoramento e Avaliação do Departamento de Parcerias e Fomento da Senaes, Claudia Machado, o modelo aponta para a construção de uma alternativa mais inclusiva. “A Economia Solidária tem esse olhar de um outro mundo possível, tem essa lógica de um universo de inclusão, com geração de trabalho e renda”, afirma.

Para a educadora aposentada Adenilce Maria, que expôs produtos ligados à cultura afro, a economia solidária é uma forma mais coletiva e humana de organizar o trabalho. “Quanto mais juntos, quanto mais próximos nós estamos, melhor nós produzimos, melhor nos compreendemos e nos aceitamos. Na economia solidária, todas somos donas dos nossos trabalhos e das nossas rendas. Compartilhamos tristezas, alegrias, gostos, vendas e produção”, destacou.

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Sobre a Semana do Trabalhador e da Trabalhadora

A Semana do Trabalhador e da Trabalhadora é uma iniciativa do MTE que integra as celebrações do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. O evento ocorre entre os dias 4 e 8 de maio, no estacionamento do Bloco F, na Esplanada dos Ministérios. O objetivo é promover uma programação especial voltada à valorização do trabalho e à ampliação do acesso a serviços públicos.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Em Audiência Pública na Paraíba, Luiz Marinho ratifica apoio à redução de jornada e o fim da escala 6×1

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa da Paraíba, de 1ª Audiência Pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados nos estados para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A partir de agora, acontecerão reuniões da Comissão em Brasília (terças e quartas) e audiências nos estados às quintas.

O ministro ratificou na Audiência, em João Pessoa, a posição do governo Lula em defesa da redução de jornada e o fim da escala 6×1, pedindo apoio dos congressistas à proposta encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, com urgência constitucional. O Projeto de Lei estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados, com implementação imediata.

A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata”.

Ele ressaltou que a discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor. “O Brasil está preparado, a economia brasileira especificou esse debate da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Nossa proposta é redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais imediatamente, sem redução de salário, e com duas folgas na semana. Porque isso é o clamor o povo trabalhador”, frisou.

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Luiz Marinho salientou que o Brasil precisa estar em sintonia com outros países, como o México, Chile e Colômbia.  “Há todo um processo de redução, porque há mundialmente um calor do povo trabalhador pela redução, que precisa de mais tempo para saúde, educação, família”.

Produtividade

As empresas, segundo frisou, talvez não estejam enxergando que vão eliminar custos. “São custos com adoecimento, com o acidentes de trabalho. Algumas empresas resolveram antecipar a redução de jornada, acabando com a escala 6×1 e implantando a 5×2 e o resultado é que zeraram as faltas e melhoraram a produtividade, melhoraram o ambiente, melhoram, portanto sua qualidade do serviço”.

Para o ministro, “o Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores, diminuir a rotatividade – que também é um custo. Hoje temos 66,8% das empresas que praticam a jornada 5×2 e 33,2% que pratica a jornada 6×1. É uma tendência já registrada pelas empresas no Brasil”, finalizou.

Comissão Especial

As audiências da Comissão Especial nos estados continuam por todo o mês de maio. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), participou da Audiência Pública em João Pessoa, assim como o relator Léo Prates (Republicanos-BA) e o presidente da Comissão Especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), juntamente com participantes do governo e das entidades de empregadores e trabalhadores.

São cinco audiências públicas na Cãmara com os temas Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho; Aspectos econômicos sobre a redução da jornada de trabalho; Aspectos sociais e a importância do diálogo social para a redução da jornada de trabalho no Brasil; Limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho – perspectiva dos empregadores; e limites e possibilidades para a redução da jornada de trabalho – perspectiva da classe trabalhadora, além das audiências nos estados.

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São duas as propostas em análise na Câmara, além do Projeto de Lei apresentado pelo governo, que, diferente de uma PEC, pois não altera a Constituição. As propostas são da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor e outra de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que garante dois dias de descanso remunerado, num modelo 5×2 (40 horas semanais). A Comissão Especial vai discutir o texto e, após análise pelo colegiado, o relatório será votado no dia 26, com previsão de votação no plenário ainda este mês.

Próximas datas das Audiências Públicas no mês de maio

 Dia 13 – na Câmara dos Deputados
 Dia 14 –  Minas Gerais
 Dia 18 – Confederações
 Dia 19 – Centrais Sindicais
 Dia 20 –  na Câmara dos Deputados
 Dia 21 –  São Paulo
Data a definir ainda no RS 

Prazos de Tramitação do PL
• 21/05 – Relatório
• 26/05 – Comissão
• 27/05 – Plenário

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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