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Segurança e Infraestrutura pública digital são destaques no 2º Workshop de Credenciais Verificáveis

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A construção de um ecossistema digital baseado em confiança, interoperabilidade e controle dos dados pelo cidadão marcou os debates do primeiro dia do 2º Workshop de Credenciais Verificáveis, realizado, em Brasília, nesta quarta e quinta-feira (17 e 18/6). O evento é fruto de parceria entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, do Banco Mundial e do Ceweb.br/NIC.br.

O primeiro dia do Workshop contou com sete painéis que trataram de temas como confiança digital, compartilhamento seguro de dados, interoperabilidade entre sistemas, verificação de atributos e os avanços da Carteira Digital Gov.br na adoção de credenciais verificáveis. No primeiro painel, o especialista em projetos web do CWEB.br, Henrique Xavier, apresentou os conceitos fundamentais das credenciais verificáveis e destacou seu potencial para ampliar a privacidade e o controle dos cidadãos sobre seus dados. Segundo ele, a tecnologia permite compartilhar apenas as informações necessárias para cada situação. “As credenciais verificáveis permitem a revelação seletiva de informações, como comprovar que uma pessoa é maior de idade sem revelar sua data de nascimento, idade ou identidade”, explicou.

Marcos Moreira, diretor de Infraestrutura Nacional de Dados da Secretaria de Governo Digital do MGI, destacou o potencial das credenciais verificáveis para ampliar o acesso a serviços digitais de forma segura, preservando a privacidade dos usuários. Segundo ele, a adoção de padrões abertos e interoperáveis permitirá que as soluções desenvolvidas pelo Brasil sejam reconhecidas e utilizadas em diferentes contextos, inclusive além das fronteiras nacionais. “Nós queremos atender não só as pessoas do Brasil, mas poder atender pessoas do Brasil que estão fora e pessoas que não são brasileiras, mas que precisam consumir nossos serviços”, afirmou.

A interoperabilidade internacional já faz parte da estratégia de transformação digital do governo brasileiro. Um exemplo é o compromisso de acelerar os trabalhos sobre o reconhecimento mútuo de meios de autenticação e identificação digital entre os países membros do Mercosul, definida no ano passado. Para Moreira, a adoção de padrões internacionais nas credenciais verificáveis permitirá ampliar essa integração, tornando mais simples e segura a comprovação de informações e direitos em diferentes países e plataformas digitais.

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A programação também contou com um painel dedicado à Identidade Digital GOV.BR, que apresentou os avanços da plataforma na incorporação de credenciais verificáveis. A coordenadora-geral de Plataformas de Identidade Digital da Secretaria de Governo Digital, Germana Gladys, destacou a ampla adoção da ferramenta pelos brasileiros. “Hoje, o aplicativo GOV.BR, que faz parte do ecossistema da conta GOV.BR, tem mais de 80 milhões de dispositivos instalados. Temos 42 milhões de acessos mensais ao aplicativo atualmente e, na nossa carteira, mais de 55 milhões de documentos digitais”, afirmou.

Segundo Germana, as credenciais verificáveis representam uma evolução desse ecossistema ao permitir o compartilhamento seletivo de informações, com mais privacidade e segurança para os usuários. “Eu posso compartilhar se sou maior de idade ou não, usando o que a gente conhece como prova de conhecimento zero. Isso acaba levando à minimização de dados, atendendo à LGPD e dando mais privacidade”, explicou.

O último painel do primeiro dia reuniu representantes de iniciativas de carteiras digitais em desenvolvimento ao redor do mundo, incluindo empresas como o Google e a Hovi ID, empresa de infraestrutura de identidade digital. Durante o debate, foram apresentados exemplos de implementação de credenciais verificáveis em países da Europa, Ásia e América Latina, além de discussões sobre interoperabilidade, privacidade e adoção de padrões globais.

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Fundador e CEO da Hovi, Omer Shafiq destacou que o avanço das credenciais verificáveis depende da capacidade de integração entre diferentes sistemas e jurisdições. Para ele, o cenário atual representa uma oportunidade única para governos e empresas desenvolverem soluções compatíveis em escala global. “A interoperabilidade global está próxima. E aqui no Brasil, por exemplo, eu acho que essa verificação, o que é usado aqui no Brasil vai ser utilizável na Europa em breve, especialmente com os padrões OpenID. É uma grande oportunidade. Eu acho que fazia tempo que nós não tínhamos uma oportunidade tão boa para os setores público e privado”, afirmou.

Sobre o evento

O wokshop reúne especialistas do governo do Brasil, organismos internacionais, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa discutiram os avanços, desafios e oportunidades para a implementação das credenciais verificáveis no Brasil. A abertura do evento contou com a presença da ministra Esther Dweck e de Yolanda Martínez, representante do Banco Mundial, que destacou a atuação do Brasil na promoção das infraestruturas de governo digital. “O Brasil é nosso aliado e cliente mais importante, e uma grande referência em matéria de transformação digital”, afirmou.  Confira como foi a abertura do evento clicando aqui.

O 2º Workshop de Credenciais Verificáveis segue sua programação nesta quinta-feira (18) com painéis que abordarão experiências latino-americanas, os possíveis impactos sociais negativos e outros exemplos de aplicações concretas. Você pode acompanhar os painéis pela transmissão ao vivo canal do NIC.br no YouTube.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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Senad e Capes selecionam 24 projetos para ações de prevenção, cuidado e inclusão social

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Brasília, 18/6/2026 – A articulação entre ciência, extensão universitária e políticas públicas será ampliada com a implementação da Rede dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social na Política sobre Drogas (Rede Cais) Acadêmicos, linha específica do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), reunirá 24 universidades e institutos federais para desenvolver ações de inclusão social, prevenção e promoção de direitos em comunidades em situação de vulnerabilidade.

Com investimento superior a R$ 25 milhões, o programa estrutura a Rede Cais Acadêmicos, com atuação em todo o País. As instituições contempladas estão distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, consolidando uma rede nacional voltada ao desenvolvimento de tecnologias sociais e à produção de conhecimento aplicado às realidades locais.

A ação integra a estratégia da Senad de impulsionar atividades de prevenção e cuidado, promovendo a articulação entre universidades, comunidades e serviços públicos para enfrentar desafios relacionados ao uso de álcool e outras drogas, à vulnerabilidade social e à garantia de direitos.

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Para a secretária nacional da Senad, Marta Machado, o programa representa mais um avanço na política sobre drogas no Brasil.

“Estamos falando de um investimento robusto de mais de R$ 25 milhões em ciência, pesquisa e extensão universitária. O objetivo é transformar conhecimento em novas tecnologias sociais e fortalecer a presença da política pública nos territórios mais vulnerabilizados”, ressalta.

Segundo a secretária, a rede selecionada terá alcance nacional inédito e contribuirá para ampliar o acesso a direitos fundamentais.

“Os centros vão atuar promovendo redução de riscos e danos, acolhimento, atenção psicossocial e, acima de tudo, o acesso aos direitos fundamentais. Essa é a materialização da nossa estratégia de prevenção ampliada”, afirma.

Rede nacional

Além de fomentar pesquisas e ações extensionistas, o programa busca produzir evidências e metodologias que possam subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção, ao cuidado e à garantia de direitos de populações em situação de vulnerabilidade.

A expectativa é que a Rede Cais Acadêmicos contribua para reforçar a presença territorial das ações da Senad e aprimorar a articulação entre Governo Federal, instituições de ensino e sociedade civil, promovendo respostas mais qualificadas e integradas aos desafios sociais relacionados à política sobre drogas.

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Os projetos selecionados receberão bolsas e recursos de custeio para desenvolver as atividades previstas ao longo dos próximos anos. O resultado do edital foi divulgado em 11 de junho e está disponível aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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