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MME estabelece diretrizes para realização dos Leilões de Energia Existente de 2026
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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta segunda-feira (1º/6), a Portaria nº 135, que trata das diretrizes para a realização dos Leilões de Energia Existente “A-1”, “A-2” e “A-3” de 2026. A medida estabelece novos parâmetros para contratação de energia elétrica, com foco na redução de custos ao consumidor e no fortalecimento da segurança energética do país, buscando aprimorar o funcionamento do setor, com mecanismos que ampliam a previsibilidade e reduzem pressões inflacionárias sobre as tarifas.
Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os leilões cumprem papel central na garantia do abastecimento energético e na proteção do consumidor. “Estamos aperfeiçoando a contratação de energia para garantir abastecimento com mais previsibilidade e menor impacto para o consumidor. Ao desindexar esses contratos, reduzimos pressões inflacionárias sobre as tarifas e tornamos o setor elétrico mais eficiente e aderente às condições de mercado”, disse.
A previsão é que os certames sejam realizados em novembro deste ano, com contratos com prazo de suprimento de dois anos com início para janeiro de 2027, no caso do “A-1”, janeiro de 2028, para o “A-2”, e janeiro de 2029, para o “A-3”. Os Leilões de Energia Existente viabilizam a contratação de energia gerada por usinas já em operação comercial, assegurando o atendimento da demanda das distribuidoras nos próximos anos com a energia disponível no sistema.
A quantidade de energia a ser contratada será definida a partir das Declarações de Necessidade apresentadas pelas distribuidoras ao longo do processo. Diferentemente de outros certames do setor elétrico, os Leilões de Energia Existente não envolvem a contratação de potência, mas sim de energia destinada à recomposição dos portfólios das distribuidoras por meio de novos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR), substituindo os contratos que estão próximos do vencimento. O volume financeiro a ser movimentado também dependerá diretamente da demanda declarada pelas distribuidoras durante as etapas do processo.
A publicação estabelece a negociação de produtos por quantidade, por meio de CCEAR, abertos a todas as fontes de geração. Com intuito de manter os preços compatíveis com as práticas de mercado para contratos de curto e médio prazo, uma das principais inovações é a manutenção dos preços sem atualização ao longo de sua vigência, prática já adotada em leilões anteriores.
Tal medida representa um passo importante no processo de desindexação das tarifas de energia elétrica no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), ou seja, não haverá atualização do preço da energia elétrica durante a vigência dos contratos dos leilões “A-1”, “A-2” e “A-3”. Atualmente, a maior parte dos contratos é reajustada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que contribui para a propagação da inflação ao longo do tempo. Com a retirada desse mecanismo de correção, reduz-se a chamada inércia inflacionária – fenômeno em que aumentos passados de preços são automaticamente repassados para os períodos seguintes, mesmo sem justificativa nos custos atuais – e os preços da energia passam a refletir de forma mais aderente as condições reais de mercado, especialmente nos contratos de curto e médio prazo.
Cronograma para as distribuidoras
Para participação nos Leilões de Energia Existente de 2026, os agentes de distribuição deverão apresentar suas Declarações de Necessidade entre os dias 11 e 21 de agosto, conforme orientações a serem divulgadas pelo MME. As declarações devem indicar os volumes de energia elétrica demandados para o atendimento à totalidade de seus mercados consumidores, considerando o início de suprimento em janeiro de cada ano (2027, 2028 e 2029).
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Serviços do GOV.BR e emissão da nova CIN são destaques da 19ª edição do Governo do Brasil na Rua, em Salvador
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) participou da 19ª edição do Governo do Brasil na Rua, realizada em Salvador (BA), iniciativa que aproximou os serviços públicos federais da população, especialmente das pessoas em situação de maior vulnerabilidade social. Durante os dias 29 e 30 de maio, das 8h às 17h, equipes de vários órgãos públicos estiveram no Centro Social Urbano Pernambués, localizado na Rua Thomaz Gonzaga, 150, no bairro Pernambués, oferecendo atendimento gratuito e orientação à população.
No espaço do MGI, os cidadãos acessaram diversos serviços relacionados à conta GOV.BR, considerada hoje a principal porta de entrada para os serviços públicos digitais do país. Entre os atendimentos oferecidos, destacam-se recuperação de senha, desativação da verificação em duas etapas, reconhecimento facial, vinculação de dispositivos móveis, assinatura eletrônica, suporte em suspeita de fraude e resolução de erros de acesso à conta. Ao longo dos dois dias de evento, foram realizados 54 atendimentos na capital baiana.
A participação do MGI reforçou a importância de garantir inclusão digital e acesso facilitado aos serviços públicos para quem mais precisa. Com a conta GOV.BR, a população passou a acessar serviços públicos federais, estaduais e municipais por meio de login único, ampliando o exercício da cidadania e o acesso a direitos e benefícios sociais. Atualmente, a plataforma reúne mais de 4,6 mil serviços digitais federais e outros 8,7 mil serviços estaduais e municipais integrados, consolidando-se como um dos principais ambientes digitais de atendimento público do país.
ProCIN ampliou acesso à nova carteira de identidade nacional
A Feira da Cidadania também contou com o serviço de emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A iniciativa é resultado da parceria entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o Governo da Bahia e a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa Nacional de Fomento à Gestão e Emissão da Carteira de Identidade Nacional (ProCIN).
Embora a emissão da CIN seja de responsabilidade dos órgãos estaduais de identificação civil, o ProCIN, lançado em março deste ano pelo MGI, fortalece a atuação dos estados por meio do repasse de recursos, suporte técnico e ampliação da capacidade operacional.
Na Bahia, o governo federal destinou R$ 13,4 milhões para fortalecer a estrutura de atendimento e ampliar a capacidade de emissão do documento. Com os recursos, o estado iniciou a implantação de pontos provisórios de emissão da CIN em municípios como Feira de Santana e Vitória da Conquista. Até o início de junho, novas unidades também deverão ser abertas em Barreiras, Juazeiro e Teixeira de Freitas.
Até o momento, a Bahia já emitiu cerca de 3,42 milhões de Carteiras de Identidade Nacional, o equivalente a 23,06% da população do estado. Em todo o país, mais de 54,7 milhões de CINs já foram emitidas.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou que a CIN é um instrumento fundamental para ampliar o acesso da população à cidadania digital e aos serviços públicos.
“A Carteira de Identidade Nacional é um documento único, seguro, físico e digital, alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados e que fortalece o combate a fraudes. Mais do que um documento, ela é uma porta de entrada para os serviços públicos e para o exercício da cidadania”, afirmou a ministra durante o lançamento da parceria do ProCIN na Bahia.
Segundo Esther Dweck, a expansão da cidadania digital só tem sido possível graças à cooperação entre o governo federal, os estados e os municípios. “O ProCIN é um exemplo concreto do pacto federativo em ação, permitindo ampliar o acesso da população em situação de vulnerabilidade, em áreas remotas e para pessoas sem documentação”, ressaltou.
A nova Carteira de Identidade Nacional utiliza o CPF como número único nacional e também possui versão digital integrada ao aplicativo GOV.BR. O documento facilita o acesso a serviços públicos, benefícios sociais e amplia a segurança da conta GOV.BR, além de permitir a inclusão de outros documentos e registros oficiais em formato digital.
Com iniciativas como o Governo do Brasil na Rua e o ProCIN, o Governo Federal reforçou o compromisso de levar cidadania, inclusão digital e acesso a direitos para mais perto da população, fortalecendo a presença do Estado onde ela é mais necessária.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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