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Ministério dos Transportes entrega viaduto em Barra Mansa (RJ) que amplia a integração entre rodovia e ferrovia
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Esperada há mais de uma década, a população de Barra Mansa (RJ) passa a contar, a partir desta terça-feira (30), com uma nova ligação viária sobre a linha férrea do município. Entregue pelo Ministério dos Transportes, o Viaduto Rodoviário Saint-Gobain recebeu investimento de R$ 38,6 milhões do Governo do Brasil e elimina um dos principais pontos de conflito entre o trânsito urbano e a operação ferroviária.
“A entrega deste viaduto representa muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos solucionando um conflito histórico entre a ferrovia e a cidade, ampliando a segurança, melhorando a mobilidade urbana e garantindo mais qualidade de vida para quem vive em Barra Mansa”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
A estrutura integra o projeto de adequação da linha férrea no perímetro urbano da cidade e melhora a mobilidade em uma das regiões de maior circulação do município. Além de aumentar a segurança viária para motoristas e pedestres, o viaduto também reduz os impactos da operação ferroviária sobre o trânsito e contribui para tornar mais eficiente a circulação de veículos e trens.
“Estamos comemorando uma entrega muito representativa, que tem relevância para o modal ferroviário, melhora a segurança das operações e, ao mesmo tempo, amplia a mobilidade urbana. Para o cidadão, esse conjunto de benefícios é fundamental e fortalece um modal estratégico para a matriz de transportes e para a economia do país”, destacou o diretor de Infraestrutura Ferroviária substituto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Eloi Palma Filho.
Iniciado em 2010, o projeto passou por diferentes fases de execução e revisões técnicas até alcançar sua conclusão no atual governo. A entrega do empreendimento encerra uma demanda histórica de Barra Mansa e representa mais um avanço na requalificação ferroviária do município, com soluções que conciliam a operação dos trens e a mobilidade urbana.
“Hoje é um dia histórico. A entrega do viaduto marca mais uma etapa de um conjunto de obras que está transformando a cidade. Esse resultado só foi possível graças à parceria entre a União e a prefeitura, que trabalharam juntos para atender uma demanda histórica da população”, afirmou o prefeito de Barra Mansa, Luiz Furlani Filho.
O servidor público Vicente Estevam da Mata, 63 anos, mora em Barra Mansa há 55 anos e também comemora a entrega. “Há 48 anos que eu ouço falar dessa obra e agora, de fato, ela está sendo concretizada. Ela é muito importante, vai desafogar o trânsito no fim da tarde e na hora do almoço. Vai adiantar a nossa vida.”
Modernização ferroviária
A inauguração do Viaduto Saint-Gobain faz parte de um conjunto de investimentos do Governo do Brasil para modernizar a infraestrutura ferroviária e urbana da região. Em abril de 2026, o ministro dos Transportes, George Santoro, e o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, assinaram a ordem de serviço que autorizou o início das obras de adequação do Pátio Anísio Brás, na Ferrovia EF-105, na cidade do Rio de Janeiro.
Com investimento de R$24,9 milhões, as intervenções ampliam a capacidade operacional da ferrovia, reforçam a segurança das operações e tornam mais eficiente o transporte de cargas entre Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto também transfere as manobras ferroviárias para uma área mais adequada, melhora a circulação de veículos e reduz os impactos da operação ferroviária sobre a rotina da população.
Mobilidade urbana
Além da entrega do viaduto e das obras do Pátio Anísio Brás, Barra Mansa também recebeu um projeto de requalificação ferroviária com investimentos de R$ 68,5 milhões do Governo do Brasil. A iniciativa melhora a integração entre a ferrovia e a cidade, amplia a eficiência da operação ferroviária e facilita o deslocamento diário da população.
Entre as ações previstas estão a construção de pontes, passarelas e viadutos, além da reorganização do sistema viário para eliminar interferências entre o tráfego urbano e a operação ferroviária.
Com isso, o projeto amplia a segurança dos moradores e cria condições para que áreas ocupadas pela operação ferroviária possam ser destinadas a novos usos pelo município, o que impulsiona o desenvolvimento urbano e econômico da região.
“Todas essas intervenções representam um antes e um depois para Barra Mansa. As obras melhoram a mobilidade, tornam a operação ferroviária mais eficiente e criam um ambiente mais seguro e preparado para o desenvolvimento econômico do município”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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Ministério dos Transportes firma acordos estratégicos para destinar trechos ferroviários no Sul e Sudeste do país
Nesta terça-feira (30), o ministro dos Transportes, George Santoro, assinou acordos de cooperação técnica que viabilizam a cessão de trechos ferroviários inoperantes nas regiões Sul e Sudeste. A ação marca mais uma etapa do aproveitamento da infraestrutura ferroviária ociosa em benefício da população do Paraná e do Espírito Santo.
“É muito importante para o Governo do Brasil reaproveitar os ativos hoje ociosos. É o início de uma série de chamamentos que vamos realizar para devolver essas áreas à sociedade. Quando não há viabilidade para a operação ferroviária de cargas, faz mais sentido permitir que estados e municípios desenvolvam projetos que atendam às necessidades das pessoas”, detalhou George Santoro.
O compromisso representa o início dos atos preparatórios para destinar aos estados as áreas nas quais não foram identificadas vantagens comerciais para a renovação de concessões voltadas ao escoamento de cargas. O ministro ressaltou que a iniciativa vem sendo realizada com sucesso nas demais unidades federativas.
“É um modelo inovador que já testamos com sucesso em Araraquara (SP) e que agora está sendo ampliado para outros estados. Trabalhamos ainda nos projetos de Aracaju (SE) e Campina Grande (PB), sempre com o objetivo de aproveitar a infraestrutura ferroviária existente para implantar soluções de transporte. Nossa expectativa é deixar um legado de projetos consolidados, aptos a serem levados ao mercado e a contribuir para o fortalecimento da mobilidade nacional”, completou.
FCA
No território capixaba, são cerca de 260 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela VLI, que, de acordo com o governo estadual, podem ser aproveitados para outros fins de interesse público, como turismo, lazer ou projetos de mobilidade urbana.
Ao todo, a iniciativa favorece os moradores de 11 municípios do Espírito Santo: Vila Velha, Cariacica, Viana, Domingos Martins, Marechal Floriano, Alfredo Chaves, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Atílio Vivácqua, Muqui e Mimoso do Sul.
“Estamos prontos para assumir esse patrimônio ferroviário e desenvolver um projeto capaz de integrar os municípios, fortalecer o turismo, o esporte, a economia e impulsionar novas vocações ao longo desse corredor. A ferrovia atravessa grande parte do território capixaba e representa uma oportunidade de promover desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida da população e dar uma nova destinação a uma infraestrutura que hoje está subutilizada”, destacou o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço.
Malha Sul
Já no Sul do país, a medida abre caminho para a destinação de trechos ferroviários que somam entre 50 e 80 quilômetros de extensão, atualmente sob concessão da Rumo, nos municípios paranaenses de Arapoti, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ponta Grossa e Ventania.
O prefeito de Piraí do Sul, Henrique de Oliveira, apresentou os planos de utilizar a futura área cedida para novos instrumentos culturais da cidade.
“Estruturamos o projeto de uma galeria de cultura e arte, juntamente com um parque urbano. Para nós, este documento representa a oportunidade de escrever uma nova história para o nosso município”, relatou.
A partir da assinatura dos documentos, serão contratados estudos para definir as diretrizes necessárias para o repasse dos trechos ferroviários.
“Nos últimos três anos, levantamos um diagnóstico de toda a nossa malha ferroviária, que permitiu identificar os ativos sem tanta relevância para o Ministério, mas que são de grande aproveitamento para as prefeituras e para os estados”, finalizou o ministro dos Transportes.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
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