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MGI inicia agenda na China com foco em soberania de dados e fortalecimento da nuvem de governo
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A ministra da Gestão, Esther Dweck, e uma equipe do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos iniciaram, nesta segunda-feira (20/4), uma agenda de reuniões na China, tendo como um dos focos os desafios para o fortalecimento da soberania de dados e da Nuvem de governo. Entre os interesses do MGI estão os avanços da computação em nuvem e da inteligência artificial como alavancas da transformação digital.
Nessa segunda-feira, a delegação manteve diferente reuniões com executivos e equipes da Huawei, empresa com a qual as estatais Dataprev e Serpro mantém contratos de servicos de computação em nuvem. Na nuvem de governo, os equipamentos são instalados fisicamente nos data centers das empresas estatais, em território nacional, com comunicação externa controlada e operação realizada pelas empresas estatais, garantindo maior controle de dados e autonomia de serviços.
“Ao concentrar dados governamentais e serviços em nuvem gerida exclusivamente por órgãos públicos e empresas públicas, fortalecemos a proteção contra ameaças cibernéticas e asseguramos que informações sensíveis permaneçam sob o controle nacional”, defendeu a ministra Esther Dweck.
Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev, integra a delegação e reforçou a importância de avançar na consolidação do Centro de Inteligência Artificial do Nordeste (CIAN), uma parceria estratégica entre a Dataprev, a Huawei Brasil, o Consórcio Interestadual do Nordeste e várias universidades federais da região, incluindo UFC, UFRN, UFPB e UFPI.
O centro visa promover o desenvolvimento social e econômico do Nordeste e funciona como um campo de testes prático para transferência de tecnologia e soberania digital, utilizando expertise global para desenvolver capacidades locais.
Ainda sobre Inteligência Artificial, a equipe do MGI conheceu o Centro de Cibersegurança com foco em transparência, soluções de segurança, desenvolvimento de padrões de segurança e proteção de dados. “Para termos inteligência artificial, precisamos ter dados, os nossos dados, e capacidade de usá-los com soberania”, acrescentou Esther Dweck.
Ao longo da semana, a delegação do MGI, que é composta também pela presidenta da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Betânia Lemos, e da assessora especial da pasta Miriam Chaves, manterá agenda com representantes do governo chinês, gestores de arquivos públicos, universidades e com Dilma Rousseff, ex-presidenta do Brasil e hoje presidente do New Development Bank (NDB).
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
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Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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