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Dados, inteligência artificial e qualificação profissional são apontados como pilares para enfrentar transformações do trabalho

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Reunidos na tarde desta segunda-feira (22/6), durante a quinta edição do seminário States in Transition – Mundo do Trabalho, especialistas destacaram a importância do uso estratégico de dados, inteligência artificial e qualificação profissional para que o Estado seja capaz de antecipar tendências, orientar trabalhadores e formular políticas públicas diante das transformações em curso no mercado de trabalho.

Realizado no Salão Multiuso da Dataprev, em Brasília, o evento reuniu representantes do governo federal, instituições de ensino profissional, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil para debater os desafios e as oportunidades trazidos pelas mudanças tecnológicas, produtivas e organizacionais que impactam o mundo do trabalho.

Durante o painel 2 “Como o Brasil usa sistemas digitais e ferramentas baseadas em IA para gerenciar transições de emprego”, o secretário nacional de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Henrique Queiroz, apresentou iniciativas que utilizam inteligência artificial para ampliar a intermediação de mão de obra e a qualificação profissional. Entre elas, destacou a Carteira de Trabalho Digital, que reúne cerca de 120 milhões de usuários ativos, o sistema Emprega AI, desenvolvido em parceria com a Dataprev, e programas de capacitação em larga escala, como a Escola do Trabalhador 4.0. Segundo ele, a atuação do Estado deve estar baseada na capacidade de antecipar mudanças, orientar trajetórias profissionais, qualificar trabalhadores e monitorar resultados.

“O futuro do trabalho não será definido apenas pela tecnologia, mas pela capacidade do Estado de organizar uma transição justa, inclusiva e orientada a resultados”, afirmou.

Representando o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Graziela da Silva apresentou dados sobre a adoção de inteligência artificial no país. Segundo a pesquisadora, 17% das empresas brasileiras já utilizam ferramentas de IA, percentual que chega a 50% entre as empresas de grande porte. Ela também destacou que 28% da população brasileira já utilizou alguma ferramenta de IA generativa, índice que alcança 77% entre estudantes do ensino superior. Os números, segundo ela, reforçam a importância de compreender os impactos dessas tecnologias sobre o mercado de trabalho e o desenvolvimento de competências profissionais.

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Adriana Marcolino, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), chamou atenção para os impactos da inteligência artificial sobre as relações de trabalho. Entre os desafios apontados estão a necessidade de atualização contínua das competências profissionais, o risco de reprodução de vieses em processos automatizados de recrutamento e seleção e os efeitos das novas tecnologias sobre a organização do trabalho. Para a especialista, a incorporação dessas ferramentas deve estar associada à promoção de trabalho decente e à redução das desigualdades.

Já Glória Guimarães, do Movimento Brasil Digital 30+, destacou o letramento digital como um dos principais desafios para o país e defendeu que a tecnologia seja utilizada para ampliar oportunidades. Segundo ela, a inteligência artificial pode contribuir para intermediar oportunidades de emprego, orientar trajetórias profissionais, antecipar demandas por competências e fortalecer políticas de proteção aos trabalhadores.

Preparando a força de trabalho para as transições do futuro

Já no painel 3 “Abordagens nacionais para mapeamento de habilidades e preparação da força de trabalho no contexto das transições do mercado de trabalho”, os debates foram orientados pela necessidade de preparar trabalhadores e instituições para um cenário de rápidas transformações. Na abertura da discussão, a moderadora Fabiane Santiago, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) apresentou estudos que apontam que cerca de 14% dos trabalhadores deverão migrar de ocupação até 2030, segundo estimativas da McKinsey & Company, consultoria norte americana; enquanto o Fórum Econômico Mundial projeta a criação de 170 milhões de novos empregos no mesmo período.

O tema foi aprofundado por Marcelo José Pio, do Senai, que apresentou a metodologia de prospectiva utilizada pela instituição para identificar tendências tecnológicas e organizacionais capazes de impactar a indústria nos próximos anos. O objetivo é reduzir a distância entre a velocidade das transformações do mercado e a atualização dos processos formativos. Na mesma linha, Paula Montagner, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostrou como o cruzamento de bases de dados e o uso de inteligência artificial têm permitido mapear o grau de exposição de diferentes ocupações às mudanças tecnológicas, contribuindo para orientar ações de qualificação profissional e políticas de emprego.

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Yuri Lima, do Senac, destacou a necessidade de alinhar a formação profissional às demandas emergentes do mercado de trabalho. Segundo ele, o uso de ferramentas de inteligência artificial e de grandes bases de dados tem permitido monitorar tendências, identificar lacunas de competências e subsidiar a atualização contínua dos currículos. Complementando essa visão, Joilson Cardoso, representante do Codefat, ressaltou a importância de ampliar investimentos em qualificação profissional e preparar trabalhadores para setores de maior complexidade tecnológica, reforçando o papel do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos mecanismos de governança tripartite nesse processo.

Ao longo dos debates, os participantes convergiram na avaliação de que a combinação entre inteligência artificial, produção de dados e qualificação profissional será fundamental para que o país consiga responder às transformações do mundo do trabalho de forma antecipada, ampliando oportunidades para trabalhadores e fortalecendo a capacidade de formulação de políticas públicas.

States in Transition

O seminário States in Transition – Mundo do Trabalho integra uma série de encontros voltados à reflexão sobre os impactos das grandes transformações contemporâneas na atuação do Estado. Nesta edição, o foco esteve nos desafios e oportunidades relacionados às mudanças no mercado de trabalho e nas estratégias necessárias para construir respostas mais sustentáveis, inclusivas e orientadas por evidências.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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MME apresenta versão preliminar do Plano de Ação Nacional para o garimpo de ouro e amplia diálogo para construção participativa

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na quarta-feira (28/5), da 1ª Reunião Extraordinária do Grupo de Trabalho (GT) da Convenção de Minamata, criado no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ). Durante o encontro, o Ministério apresentou a versão preliminar do Plano de Ação Nacional para a Mineração Artesanal e em Pequena Escala (PAN MAPE) de ouro, documento que estabelece estratégias, ações e metas para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil.

A iniciativa integra a estratégia do MME de ampliar a participação de representantes do Governo, da sociedade civil e de outras instituições envolvidas no tema na construção do plano. O GT constitui um importante espaço de articulação entre os diversos atores que acompanham a implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil. Entre suas atribuições está o acompanhamento das ações relacionadas à mineração artesanal e em pequena escala de ouro, atividade que tem no garimpo de ouro sua principal expressão no contexto brasileiro.

Representando o MME, a diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração, Julevânia Olegário, apresentou a versão preliminar do PAN MAPE, que visa estabelecer ações e diretrizes para eliminar, no menor tempo possível, o uso de mercúrio na mineração artesanal e em pequena escala de ouro no Brasil, promovendo práticas mais seguras e sustentáveis para a atividade.

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Segundo ela, o plano busca conciliar a importância socioeconômica do garimpo legal com a adoção de medidas que reduzam impactos ambientais e riscos à saúde das populações envolvidas.

“O papel do MME é promover políticas públicas que ofereçam alternativas viáveis para que essa atividade seja realizada de forma responsável, ambientalmente sustentável e socialmente justa. O PAN MAPE representa um importante avanço nesse processo e reforça o compromisso do Brasil com a eliminação do uso do mercúrio no garimpo de ouro”, destacou a diretora.

A próxima etapa prevê a disponibilização do documento para consulta pública, ampliando a participação da sociedade civil, do setor produtivo, da academia e dos demais interessados na construção das ações que irão compor a versão final do plano.

A iniciativa reforça o compromisso do MME com o desenvolvimento sustentável da atividade mineral, alinhando a produção de ouro às melhores práticas ambientais e às diretrizes internacionais de proteção à saúde e ao meio ambiente.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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