VÁRZEA GRANDE
Prefeitura de Várzea Grande concentra força-tarefa na retirada de árvores caídas e desobstrução de ruas e avenidas após vendaval
VÁRZEA GRANDE
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, intensificou nesta terça-feira (3), os trabalhos de limpeza em diversos pontos da cidade, com foco principal na retirada de árvores que caíram em ruas e avenidas após a forte chuva acompanhada de vendaval registrada na tarde de segunda-feira (2).
Equipes foram mobilizadas logo nas primeiras horas do dia para desobstruir vias, garantir a segurança de motoristas e pedestres e restabelecer a normalidade do tráfego. Além da remoção das árvores, os servidores também atuaram na verificação de possíveis danos na rede de iluminação pública causados pelos galhos e troncos derrubados pela força do vento.
Apesar dos transtornos provocados pelo temporal, a Secretaria esclareceu que não houve registro oficial de acidentes graves ou com vítimas.
O secretário Gerson Scarton destacou que a prioridade foi agir com rapidez para minimizar os impactos à população. “Assim que a chuva cessou, nossas equipes já estavam em campo para fazer o levantamento dos pontos mais críticos. Intensificamos principalmente a retirada das árvores que caíram sobre ruas e avenidas, liberando o tráfego e garantindo mais segurança. Felizmente, não tivemos registro oficial de acidentes graves ou vítimas, mas seguimos monitorando toda a cidade”, afirmou.
A força-tarefa também realizou serviços de limpeza na Biblioteca Municipal que atende a região do Grande Cristo Rei, com retirada de resíduos e roçagem.
Os trabalhos de limpeza urbana, capinação, roçagem, poda de árvores e retirada de resíduos continuam em diversos bairros e avenidas, entre eles: Alameda e Avenida Júlio Müller, Avenida Arthur Bernardes, Avenida Couto Magalhães, Avenida DNER, Avenida Doutor Paraná, Avenida Júlio Campos, Avenida Miguel Leite, Avenida Frei Coimbra, Avenida Prefeito Murilo Domingos, além dos bairros 24 de Dezembro, 7 de Maio, Centro Norte, Centro Sul, Dom Orlando Chaves, Jardim Aeroporto, Jardim das Oliveiras, Jardim Esmeralda, Jardim Glória I e II, Jardim Paula I e II, José Carlos Guimarães, Júlio Domingos de Campos, Mapim, Nova Fronteira, Nova Várzea Grande, Planalto Ipiranga, Santa Fé, São Matheus, São Simão, Vida Nova e Vila Ipase.
As equipes também atuam no Parque Tanque do Fancho, na Praça Nossa Senhora do Carmo, na Praça Sarita Baracat e na Rodovia Mário Andreazza.
A Secretaria reforça que os trabalhos seguem de forma contínua até que todos os pontos afetados sejam atendidos, garantindo mais segurança, mobilidade e qualidade de vida à população.
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Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG
Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.
A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.
Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.
Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.
A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.
“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.
Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.
“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.
Atenção aos sinais começa dentro de casa
Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.
Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.
Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.
“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.
Olhar atento pode ajudar a identificar sinais
A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.
“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.
Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.
Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.
A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.
“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.
Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.
A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.
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