VARIEDADES
Territórios em transformação: prefeitos paraenses apresentam experiências de turismo sustentável na COP30
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O estande do Ministério do Turismo na Green Zone da COP30, em Belém (PA), recebeu nessa segunda-feira (17.11) o painel “Territórios em Transformação: Diálogos com Gestores Públicos”. O encontro, que teve a participação do ministro do Turismo, Celso Sabino, e de prefeitos da região Norte do Brasil, abordou a adoção de ações para o desenvolvimento sustentável do setor.
Na abertura do evento, o ministro Celso Sabino reforçou o compromisso do Ministério do Turismo com o desenvolvimento regional. “Nunca investimos tanto no Norte e no Pará como agora. O turismo sustentável é uma prioridade, e os prefeitos aqui presentes mostram na prática como esse modelo gera emprego, renda e preservação”, afirmou Sabino.
O painel foi mediado por Thais Medeiros, turismóloga e integrante da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério do Turismo. Nas suas intervenções, os gestores municipais compartilharam como estão promovendo transformações reais em seus territórios.
Ao encerrar o painel dentro da COP30, Thais Medeiros ressaltou o significado do encontro. “Mediar um debate como este é mostrar ao Brasil e ao mundo que o turismo sustentável já está acontecendo na Amazônia, protagonizado por gestores que conhecem suas realidades e cuidam de seus territórios”, finalizou.
TURISMO COSTEIRO – O prefeito de Augusto Corrêa (PA), Estrela Nogueira, integrante da rede global Coastal 500, que busca fortalecer a gestão sustentável da pesca artesanal ao redor do mundo, destacou o trabalho voltado ao turismo costeiro sustentável, apoiado na força cultural de comunidades tradicionais e na beleza dos manguezais da Reserva Extrativista Marinha Araí-Peroba.
“Nosso compromisso é fortalecer a pesca artesanal e valorizar as comunidades extrativistas, fazendo do turismo um aliado da conservação e da cultura local”, explicou Estrela.
Já o prefeito de Mãe do Rio (PA), Bruno Rabelo, apresentou seu modelo de gestão baseado em parcerias. Ele citou iniciativas com a Amazon, a Microsoft e o Google que ajudaram a transformar uma antiga fazenda de gado em um viveiro com mais de 120 espécies de aves nativas e cerca de 5 milhões de árvores plantadas. “Acreditamos em parcerias que geram sustentabilidade real, com impacto ambiental positivo e oportunidades para nossa gente”, declarou Rabelo.
EDUCAÇÃO AMBIENTAL – A prefeita Kelly Destro, de Ulianópolis (PA), por sua vez, apontou projetos educacionais voltados à sustentabilidade e ações ambientais institucionais no município. Ela também celebrou a parceria com o Ministério do Turismo para a obra que irá recuperar a via de acesso ao Parque Ambiental de Ulianópolis.
“Estamos formando uma nova geração consciente e fortalecendo a infraestrutura para que nosso município cresça de forma sustentável”, afirmou Kelly.
EQUILÍBRIO – O prefeito Fabrício Batista, de São Félix do Xingu (PA), apresentou resultados de uma programa local de distribuição de sementes híbridas de cacau, que vem fortalecendo o turismo rural e gastronômico na cidade. Com uma paisagem marcada por cachoeiras, trilhas e praias do Rio Xingu, a região se destaca pelo equilíbrio entre produção e conservação. “Estamos mostrando que é possível produzir com responsabilidade, agregando valor ao cacau e criando oportunidades para nossa população sem abrir mão da floresta”, comentou o prefeito.
INFRAESTRUTURA – Representando Goianésia do Pará, o prefeito Eduardo Russinho citou dois projetos que serão apoiados pelo Ministério do Turismo: a urbanização da orla do lago da cidade e a melhoria do acesso à Vila de Porto Novo. As obras, segundo ele, terão impacto direto no aumento do fluxo turístico e na permanência dos visitantes. “Uma cidade só é boa para o turista se for boa para quem mora nela. Estamos preparando Goianésia para viver esse novo ciclo com infraestrutura e qualidade de vida”, destacou Russinho.
Ao encerrar o painel, Thais Medeiros enalteceu o significado do encontro. “Mediar um debate como este é mostrar ao Brasil e ao mundo que o turismo sustentável já está acontecendo na Amazônia, protagonizado por gestores que conhecem suas realidades e cuidam de seus territórios”, finalizou Thais.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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