Search
Close this search box.
CUIABÁ
Search
Close this search box.

VARIEDADES

Profissão em ascensão: Brasil ultrapassa 37 mil guias de turismo registrados no Cadastur

Publicados

VARIEDADES

“Não é a gente quem escolhe o turismo, é o turismo que nos escolhe. E quando você entra neste mundo, descobre o quanto ele é fascinante”, conta Marya Barreiros, guia de turismo em Igarassu (PE). Sua trajetória começou ainda jovem, na recepção do Centro de Atendimento ao Turista da cidade. Em 2021, com a chegada do primeiro curso de formação para guias no município, ela decidiu seguir essa vocação. Hoje, formada, faz parte de uma categoria que cresce no país e que neste sábado, 10 de maio, celebra o Dia Nacional do Guia de Turismo.

Sancionada em 2024, a lei que instituiu a data marca um avanço no reconhecimento legal da categoria. Segundo dados de maio do Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), o Brasil conta com 37.780 guias registrados — número que cresce de forma consistente, impulsionado por políticas públicas voltadas à qualificação, valorização e formalização desses profissionais.

“Ao conduzirem os visitantes por tantas regiões do país, os guias de turismo compartilham histórias, tradições e a identidade do povo brasileiro. São imprescindíveis para nosso setor. Por isso, o Ministério do Turismo atua firmemente valorizando essa categoria”, enfatiza o ministro do Turismo, Celso Sabino.

Entre as iniciativas da pasta, Sabino destaca a Nova Lei Geral do Turismo (Lei nº 14.978/2024), que trouxe mudanças significativas, como o fortalecimento do Cadastur e a permissão para que guias utilizem seus próprios veículos durante as atividades profissionais — uma antiga demanda da categoria. “Com uma legislação mais moderna, ampliamos a autonomia dos guias e fortalecemos sua capacidade de atender melhor o turista”, completou Sabino.

Após se formar, Marya Barreiros, guia de turismo, decidiu empreender. Criou a MB Guia de Turismo, agência que oferece roteiros pedagógicos em Igarassu, cidade histórica que completará 490 anos em setembro. Com um rico patrimônio tombado pelo Iphan — incluindo a Igreja dos Santos Cosme e Damião, a mais antiga do país em funcionamento —, o município atrai estudantes e pesquisadores interessados em arte, arquitetura e história.

Leia Também:  Portões abrem às 11h40: 10º Salão do Turismo encerra programação com última chance de conhecer o Brasil sem sair de Fortaleza

“O turismo me abriu portas! Sempre gostei do lúdico. Como recebo muitas escolas, é preciso inovar sempre. Faço roteiros personalizados, da educação infantil ao ensino superior, inclusive para professores que querem se aprofundar em história. Amo meu trabalho. A maior recompensa é ver o brilho no olhar de quem aprende com a história deste lugar”, afirma Marya.

Atualmente, ela cursa especialização em atrativos naturais e prepara novos projetos voltados ao turismo religioso e de romaria, vocações fortes do litoral norte pernambucano.

Para quem pensa em ingressar na profissão, deixa um conselho direto: “Vale a pena, mas entre com a mente aberta. É um mundo novo, cheio de aprendizado. E é essencial se profissionalizar e se cadastrar no Cadastur — isso faz toda a diferença na visibilidade e nas oportunidades”, aconselha.

Conheça AQUI o Cadastur.

Regularização – Segundo o Cadastur, a distribuição dos 37.780 guias de turismo cadastrados no país. O Sudeste é a região que mais tem guias cadastrado. São 21.286 profissionais atuantes. Em segundo lugar está o Nordeste (8.243), seguido do Sul (5.520) e Centro-Oeste (1.490). O Norte do Brasil aparece no ranking com 1.241 guias cadastrados conforme dados do sistema.

Para atuar como guia de turismo, é necessário ter mais de 18 anos, formação técnica específica e estar devidamente registrado.

Em franca expansão, o turismo brasileiro se firma como um dos grandes impulsionadores da economia nacional. Em 2024, o setor movimentou US$ 169,3 bilhões (cerca de R$ 881 bilhões), o que representa 7,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Também se destaca como um dos maiores empregadores do Brasil, com cerca de 8 milhões de postos de trabalho ocupados no último ano — o equivalente a 8,1% do total de empregos formais no país.

Leia Também:  Turismo doméstico movimenta R$ 22,8 bilhões em 2024 e viagens de lazer puxam crescimento

Confira as ações do MTur para a categoria:

Qualificação profissional: com a Política Nacional de Qualificação no Turismo (PNQT), o Ministério do Turismo oferece uma série de cursos on-line gratuitos, incluindo idiomas e capacitações em parceria com instituições como a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Senac.

Acesso a recursos públicos: a Portaria nº 06/2025 facilita a obtenção de recursos por meio de convênios e contratos de repasse. Entidades representativas da categoria podem apresentar projetos de capacitação, promoção turística e fortalecimento da atividade.

Inclusão e diversidade: o ministério lançou materiais com orientações para atendimento qualificado a diferentes perfis de turistas. Entre eles, os guias “Dicas para atender bem turistas idosos” e “Dicas para atender bem turistas LGBTQIA+”.

Incentivo ao empreendedorismo feminino: com a Portaria nº 05/2025, o Novo Fungetur prevê condições especiais de financiamento para mulheres empreendedoras no setor turístico, incluindo guias que desejam abrir ou ampliar seus negócios.

Tipos de guias reconhecidos no Brasil:

• Guia Regional: Habilitado para conduzir, orientar e prestar informações a turistas em roteiros locais e intermunicipais dentro de uma determinada unidade federativa.

• Guia de Excursão Nacional: Acompanha grupos de turistas em viagens por todo o território nacional, prestando assistência e informações durante o percurso.

• Guia de Excursão Internacional: Responsável por acompanhar grupos de turistas em viagens para o exterior, oferecendo suporte e informações ao longo da viagem.

• Guia Especializado em Atrativo Turístico: Atua em locais de interesse natural, cultural ou técnico-científico, fornecendo informações detalhadas e especializadas sobre o atrativo em questão.

Por Julia de Aguiar

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

VARIEDADES

Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

Publicados

em

Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Leia Também:  Prêmio Nacional do Turismo: saiba quais são as categorias e quem está apto a concorrer

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Leia Também:  Cunani com Arroz Branco e a riqueza cultural são atrativos do Amapá são no Salão do Turismo

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA