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Passeio do Macuco, no Parque do Iguaçu, terá serviços aprimorados com apoio do Ministério do Turismo
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O Governo do Brasil deu um passo decisivo para modernizar um dos destinos turísticos mais emblemáticos do país. Foi publicado na última sexta-feira (15), no Diário Oficial da União, o edital de concessão à iniciativa privada dos serviços de apoio à visitação no Passeio do Macuco, um dos principais atrativos do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.
A atividade leva turistas em um percurso pelas corredeiras próximas às Cataratas do Iguaçu, um dos cartões-postais do país. O edital resulta de um trabalho conjunto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que contou com uma importante parceria do Ministério do Turismo.
Confira o edital, aqui, na íntegra.
O processo, previsto no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, envolve o aporte de R$ 85 milhões, ao longo de 15 anos. Serão contempladas a reestruturação e a ampliação da infraestrutura do serviço, além da oferta de opções de trilhas e ciclovias, entre outros produtos; tudo em conformidade com diretrizes de conservação da biodiversidade.
O edital, cujo leilão está previsto para 12 de agosto, na B3 (bolsa de valores do Brasil), em São Paulo (SP), também estabelece nova política de preços, permitindo redução superior a 20% no valor do acesso ao atrativo. São definidos, ainda, descontos a moradores do entorno do parque e isenção a pessoas em situação de vulnerabilidade, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que a atuação da pasta na estruturação do edital, da realização de visitas técnicas à participação em audiências públicas, permitiu priorizar aprimoramentos da experiência disponibilizada aos frequentadores do passeio, responsável pela atração de milhares de visitantes ao local.
“A concessão do Passeio do Macuco é um marco do turismo sustentável. Vamos garantir que o visitante tenha à disposição um serviço de classe mundial, com um preço muito mais acessível. Além de modernizar a experiência de quem vem de fora, estamos olhando para a nossa gente, oferecendo descontos aos moradores e gerando recursos que serão reinvestidos diretamente na conservação do parque e em projetos para a comunidade local”, apontou Feliciano.
O edital, que teve suporte do Instituto Semeia – organização filantrópica voltada ao desenvolvimento sustentável de unidades de conservação –, e do consórcio Parques Brasileiros, formado por empresas da área, prevê ainda a modernização da frota empregada no transporte de visitantes e a ampliação do centro de apoio ao público, com a criação de sala expositiva e de espaços de alimentação e educação ambiental, além de área de descanso.
O contrato, que também envolve a responsabilidade de garantir ampla acessibilidade, aliada à busca pela redução de impactos ambientais da operação do passeio, estima uma arrecadação governamental de R$ 84 milhões durante a sua vigência, além de outros R$ 84 milhões destinados exclusivamente a ações de proteção, manejo de espécies e educação ambiental.
Impulso à visitação de parques
A concessão dos serviços de apoio à organização do Passeio do Macuco integra uma estratégia nacional de fortalecimento das unidades de conservação ambiental do Brasil, por meio da adoção de modelos de gestão que conciliem investimento privado, compromisso socioambiental e o fortalecimento da política pública de visitação a áreas protegidas.
No ano passado, esses locais bateram recordes de frequentadores, atingindo a marca de 28,5 milhões de pessoas. Somente os parques nacionais receberam mais de 11,8 milhões de turistas no período, um aumento de 8% na comparação com os 10,9 milhões de visitantes registrados em 2024.
O Parque Nacional do Iguaçu, palco do Passeio do Macuco, recebeu aproximadamente 2,216 milhões de pessoas em 2025, uma alta de 9,5% na comparação com 2024 (cerca de 2,023 milhões). O número fez do local a segunda unidade do tipo mais buscada no Brasil ano passado, atrás apenas do Parque Nacional da Tijuca (RJ), que somou 4,9 milhões de frequentadores.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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