VARIEDADES
Participação social marca consulta pública de plano que integra patrimônio cultural e turismo sustentável
VARIEDADES
Está aberta a consulta pública, realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sobre a minuta do Plano Nacional Setorial do Patrimônio Cultural (PNSPC). As contribuições da sociedade podem ser feitas até 17 de janeiro de 2026, por meio da plataforma Brasil Participativo.
Além de fortalecer a política de preservação cultural no país, o PNSPC tem papel estratégico para o desenvolvimento do turismo, ao valorizar bens materiais e imateriais que estruturam a identidade brasileira e impulsionam destinos culturais em todas as regiões. O plano contribui para a qualificação da oferta turística, a geração de emprego e renda e a promoção do Brasil como destino cultural no mercado nacional e internacional.
Este é o primeiro resultado do projeto Andanças do Patrimônio e servirá de base para o Sistema Nacional de Patrimônio Cultural (SNPC), em conjunto com o Marco Regulatório, que está em elaboração. O documento estabelece um plano de ação com vigência de 10 anos e orienta políticas públicas integradas de preservação, uso sustentável e valorização do patrimônio cultural, articuladas ao turismo e ao desenvolvimento regional.
A consulta pública tem como objetivos devolver à sociedade os resultados obtidos nos territórios — disponíveis na página do projeto Andanças do Patrimônio — e ampliar a participação social por meio de contribuições diretas à minuta. Esse processo fortalece o diálogo entre cultura, turismo e comunidades locais, garantindo que o patrimônio seja preservado e, ao mesmo tempo, vivenciado de forma responsável por moradores e visitantes.
O PNSPC está estruturado da seguinte forma:
• Princípios: valores que norteiam a implementação do Plano;
• Diretrizes: orientações gerais para a execução dos objetivos;
• Eixos: organização em grupos temáticos estratégicos;
• Objetivos: metas qualitativas para os 10 anos de vigência; e
• Estratégias: caminhos para alcançar os objetivos, com base nas ações práticas propostas.
Após a consulta pública, o cronograma de construção do SNPC prevê a realização do Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural, em março de 2026, quando será validado o Plano Nacional Setorial (PNC) e assinado o Marco Regulatório do Sistema.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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