VARIEDADES
Parnaíba (PI): o portal do Delta e um verão inesquecível no Nordeste
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Com sol o ano inteiro e ventos constantes que aliviam o calor, Parnaíba é um dos destinos mais fascinantes do litoral piauiense. Segunda maior cidade do estado, ela é uma ótima pedida para quem deseja conhecer um dos cenários mais impressionantes do Brasil: o encontro do Rio Parnaíba com o Oceano Atlântico. No verão, a cidade ganha ainda mais vida, atraindo turistas do mundo todo em busca de ecoturismo, história e aventura na famosa Rota das Emoções.
O verão em Parnaíba é a época ideal para navegar pelos igarapés, caminhar pelas dunas e vivenciar a cultura local. A cidade não é apenas um ponto de partida, ela possui um charme próprio, com um centro histórico preservado que remonta aos tempos áureos do comércio da charque e da cera de carnaúba, misturando o passado colonial com uma infraestrutura turística moderna e acolhedora.
Seja para observar a revoada dos guarás ao entardecer ou para curtir a brisa constante nas praias da região, Parnaíba oferece uma experiência completa. É o destino perfeito para quem quer fugir do óbvio e mergulhar em um Nordeste autêntico, onde a natureza dita o ritmo e a hospitalidade é a regra.
O DELTA DAS AMÉRICAS – A grande estrela da região é, sem dúvida, o Delta do Parnaíba. É o único o único delta em mar aberto das Américas e o terceiro maior do mundo. O santuário ecológico é formado por mais de 70 ilhas, dunas, lagoas de água doce e manguezais e abrange os estados do Piauí e Maranhão.
- Revoada dos Guarás: Ao final da tarde, milhares de pássaros de cor vermelha intenso cruzam o céu para dormir em uma ilha segura, criando um espetáculo visual inesquecível banhado pelo pôr do sol.
- Praia da Pedra do Sal: A praia oficial de Parnaíba, localizada na Ilha Grande de Santa Isabel. É famosa por suas formações rochosas e pelo visual imponente das usinas eólicas. De um lado, o mar é calmo, ideal para famílias, do outro, ondas fortes atraem surfistas e praticantes de kitesurf.
PORTO DAS BARCAS – No coração da cidade, o Porto das Barcas é o ponto de encontro da cultura e do lazer. Antigo entreposto comercial do século XVIII, o complexo foi revitalizado e hoje abriga lojas de artesanato, museus e restaurantes em seus galpões históricos de pedra e cal. Uma boa opção para um passeio no fim de tarde, comprar a famosa renda de bilro ou cerâmicas locais e curtir a música ao vivo que embala as noites do porto.
SABORES DO PIAUÍ – A gastronomia parnaibana é uma atração à parte, misturando influências do sertão e do mar.
- Caranguejo-uçá: Parnaíba é um dos maiores produtores de caranguejo do país. A iguaria é servida fresca, na tradicional “corda” ou em pratos elaborados como a casquinha de caranguejo.
- Cajuína: Patrimônio Cultural Brasileiro, essa bebida não alcoólica feita do caju é o acompanhamento ideal para qualquer refeição no Piauí.
- Maria Isabel e Creme de Galinha: Para quem prefere os sabores da terra, o arroz misturado com carne de sol (Maria Isabel) e o creme de galinha são clássicos que não podem faltar na mesa, muitas vezes acompanhados de paçoca de carne de sol.
COMO CHEGAR – A cidade conta com o Aeroporto Internacional de Parnaíba: Prefeito Dr. João Silva Filho, que recebe voos de diversas capitais brasileiras, facilitando o acesso direto ao litoral. Para quem vem de Teresina, a capital do estado, o trajeto pode ser feito de carro ou ônibus, em uma viagem de cerca de 4 horas que atravessa as belas paisagens dos carnaubais piauienses.
CONHEÇA O BRASIL – O Programa “Conheça o Brasil: Voando” tem como objetivo incentivar e facilitar viagens de brasileiros dentro do país. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e empresas aéreas, reúne esforços no sentido de democratizar o acesso à aviação civil e reduzir custos operacionais na área. As ações contribuem para aprimorar o ambiente de negócios e ampliar a competitividade do mercado aéreo nacional. Para saber mais sobre o programa, clique aqui.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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