VARIEDADES
No G20 Turismo África do Sul, Brasil defende o multilateralismo para avançar em um setor justo e sustentável
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O Brasil encerrou sua participação na Reunião de Ministros do G20 Turismo, que aconteceu nesta sexta-feira (12.09) em Mpumalanga, na África do Sul, consolidando sua posição de liderança na defesa do multilateralismo para o desenvolvimento de um turismo global justo e sustentável.
Representando o ministro Celso Sabino no encontro, que aconteceu nesta sexta-feira (12.09) em Mpumalanga, na África do Sul, a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, ressaltou a força do Bloco, que representa 85% do PIB global e 75% do comércio internacional.
“Acreditamos firmemente no multilateralismo como uma estratégia poderosa, que promove a cooperação e a prosperidade compartilhada. Desafios globais exigem soluções globais na busca por algo maior, além de nossas particularidades. É com este espírito que o Brasil tem trabalhado incansavelmente”, afirmou Ana Carla Lopes em seu discurso inicial.
A secretária do MTur ainda defendeu que o turismo, como uma das forças econômicas mais relevantes do planeta, deve ser um exemplo na “transição justa para uma economia verde”, garantindo que seus benefícios cheguem a todos e que “ninguém seja deixado para trás”.
A Declaração de Mpumalanga, resultado do consenso entre os países, formalizou o compromisso do G20 com princípios ativamente defendidos pelo Brasil durante a presidência do Grupo, no ano passado. No campo da sustentabilidade, o documento manteve o compromisso coletivo de acelerar a transição para um setor mais resiliente e de baixo carbono, em linha com a Agenda 2030 da ONU e o Acordo de Paris, além de proteger a biodiversidade. Também manteve como produto o fortalecimento do financiamento turístico como instrumento para o desenvolvimento socioeconômico. Outro ponto relevante presente na declaração foi a defesa da promoção ética e responsável do uso da Intigência Artificial no turismo.
Já no eixo da inclusão social e solidariedade, a declaração enfatizou a importância de garantir que os benefícios do turismo sejam ampla e equitativamente distribuídos, com foco no empoderamento de comunidades locais, mulheres, jovens e no apoio a micro, pequenas e médias empresas.
A secretária-executiva concluiu sua fala no fórum, que é um dos mais importantes do mundo, com um chamado à ação, reforçando o poder da união entre os países. “Acreditamos que, juntos, podemos fazer do turismo uma força para o bem, um motor para a regeneração de nosso planeta e para a prosperidade de nosso povo”, finalizou.
Como próximo passo concreto para essa agenda multilateral, Ana Carla Lopes reforçou o convite para a COP30, que acontecerá em Belém (PA). “Conclamo a todos a levarem o espírito de cooperação que construímos aqui para a COP30, no coração da Amazônia. Será uma oportunidade única para avançarmos na agenda climática e construirmos juntos um futuro mais sustentável”, finalizou.
BILATERAIS – Fortalecendo o multilateralismo, a secretária-executiva Ana Carla Lopes ainda realizou reuniões bilaterais com Emirados Árabes, Japão e Indonésia, com o foco na construção de ações para desenvolver o turismo entre os países.
Em reunião com Katsunori Takahashi, Ministro de Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, Ana Carla Lopes falou sobre a possibilidade da atualização do protocolo de intenção para ampliar o fluxo turístico com o país oriental. O Brasil recebeu 266 mil turistas do Japão desde 2018 – sendo 41 mil apenas em 2024.
Já com a vice-ministra da Indonésia, Ni Luh Puspa, o assunto foi a construção de um acordo para intercâmbio de informações e conhecimento, levando em conta o know-how da Indonésia para a atividade turística. O Brasil já recebeu até hoje 21.345 turistas da Indonésia.
No encontro com Shaikha Nasser Al Nowais, representante dos Emirados Árabes Unidos e eleita secretária-Geral da ONU Turismo, a secretária defendeu o fortalecimento de ações coletivas para ampliar as cooperações entre as Américas e o Caribe, além da visita de Shaikha ao escritório da ONU Turismo no Brasil, que acontecerá no final deste mês.
Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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