VARIEDADES
Mossoró (RN): ‘Chuva de Bala’ e turismo cultural são destaques de novo episódio da websérie do Ministério do Turismo
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Todos os anos, a história de Mossoró (RN) deixa os livros, ganha os palcos e ocupa as ruas da cidade durante o período junino. Com mais de 1,2 milhão de visitantes esperados e movimentação econômica estimada em R$ 360 milhões, o município potiguar transformou sua história e suas tradições em um dos principais atrativos do turismo cultural do Nordeste. Esse é o cenário retratado no terceiro episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).
O capítulo “O Som da Terra” acompanha os bastidores do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, visita os polos culturais da cidade e mostra como moradores e visitantes vivenciam uma história que atravessa gerações.
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Acesse o terceiro episódio da série nas redes oficiais do MTur: Youtube, Facebook, Instagram e Spotify.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade mostra como a cultura pode fortalecer o turismo e gerar oportunidades para a população. “Mossoró preserva sua história e a transforma em um atrativo que movimenta a cidade e desperta o interesse de quem visita a região. O episódio mostra como essa tradição ajuda a fortalecer o período junino e atrair muitos turistas”, afirma.
História em cena
O Chuva de Bala no País de Mossoró é um dos principais momentos dos festejos. Encenado ao ar livre, em frente à Capela de São Vicente, o espetáculo relembra a resistência da cidade à invasão do bando de Lampião, em 1927. Com cerca de 70 artistas em cena e público de até 4 mil pessoas por noite, a montagem mobiliza atores, músicos, figurinistas e equipes técnicas locais.
A diretora da produção, Joriana Pontes, destaca que a montagem vai além do entretenimento: “O espetáculo fala sobre identidade, resistência, sobre uma cidade aguerrida e um povo que luta pela sua história. É um exemplo de cidadania, de liberdade e de amor à sua terra, que o país inteiro deveria conhecer”, afirma.
Quem assiste ao Chuva de Bala também encontra essa história no Museu Histórico Lauro da Escóssia, antiga cadeia pública da cidade. Segundo o guia Fábio Vinícius, o turista conhece no museu a história da invasão de Lampião e, à noite, vê esses acontecimentos ganharem vida no espetáculo. “É a nossa história contada por diferentes expressões”, explica.
Turismo que movimenta
A experiência também marca quem visita Mossoró durante o período junino. Entre os visitantes, estão Aparecida Massa e Moisés Massa, de Minas Gerais. Eles percorrem o interior do Nordeste, de carro, para conhecer as festas da região.
“As imagens e as reportagens mostram um pouco, mas o sentimento é só estando aqui. É uma emoção de resgate da tradição. O Nordeste não é só litoral ou praia; o Nordeste é gente com história, que faz a gente se sentir parte da comunidade”, afirmam.
Destino: Festas Juninas
Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade às festividades em cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).
Por meio de 10 episódios de uma websérie disponível nas redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre os bastidores e as pessoas que fazem a festa acontecer, apresentando o tradicional São João por diferentes ângulos.
A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do país funciona como uma engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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