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Ministério do Turismo recebe Rede Kuywa Inare durante o Acampamento Terra Livre

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Brasília é palco, nesta semana, da Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil, conhecida como Acampamento Terra Livre (ATL). Pela primeira vez, o Ministério do Turismo (MTur) abriu suas portas para receber um coletivo indígena durante o evento: a Rede Kuywa Inare.

O encontro foi marcado por uma roda de conversa com lideranças indígenas que atuam diretamente no desenvolvimento do etnoturismo em seus territórios. Segundo a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do MTur, Carolina Fávero, foi o primeiro passo para o diálogo oficial entre o ministério e um coletivo inteiramente formado por representantes indígenas dedicados a atividade turística.

“Apesar da Rede Kuywa Inare ainda está em fase inicial de organização, é fundamental que as lideranças indígenas se apropriem desse coletivo, se organizem internamente, formem seu conselho administrativo e comecem a se estruturar nacionalmente. Isso permitirá que se fortaleçam e tenham sua voz potencializada dentro do setor do turismo, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Foi um momento histórico”, afirmou a coordenadora.

Para fortalecer a estruturação do setor nas comunidades indígenas e alcançar maior destaque no desenvolvimento do etnoturismo no Brasil, o Ministério do Turismo lançou o projeto “Brasil, Turismo Responsável”. A iniciativa é uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que está mapeando os locais que trabalham que já desenvolvem uma atividade ligada ao setor, para catalogar e disseminar as boas práticas. O mapeamento está em fase final e deve ser divulgado no segundo semestre de 2025.

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Outro apoio do Ministério é a autonomia dos indígenas, com a disponibilização, por exemplo, de capacitação. O objetivo é possibilitar que, de forma sustentável e responsável, a atividade turística potencialize a geração de renda, emprego e inclusão nesses locais, além de permitir o reconhecimento e a valorização das histórias, tradições e saberes indígenas, garantindo o protagonismo e o respeito aos povos originários.

O ENCONTRO – O Ministério do Turismo organizou a roda de conversa com as lideranças indígenas da Rede Kuywa Inare (Rede Nacional Indígena de Etnoturismo), por meio da Assessoria de Participação Social e Diversidade (ASPADI). “Aproveitamos a Assembleia dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil para dar luz as ações que o Ministério vem fazendo para fortalecer essas comunidades pelo país”, afirmou o coordenador de Apoio Administrativo da ASPADI, Rodrigo Moreles.

Maria Pimentel, indígena do território Potiguara Katu do Rio Grande do Norte, falou um pouco sobre a iniciativa. “A ideia é aumentar a representatividade e dar visibilidade aos povos originários no poder de governança. Isso é muito importante para nós, enquanto indígenas. O MTur está abrindo essa porta, pois vivemos em um processo de resistência”, disse. E completou: “Enquanto povos indígenas, nós somos os protetores da nossa mata nativa. Através do turismo, também é uma forma de resistir e mostrar que existimos”, finalizou.

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Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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