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Ministério do Turismo lança movimento “Turismo que Protege” contra a exploração sexual infanto-juvenil

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Com um apelo contundente à mobilização coletiva, o Ministério do Turismo lançou oficialmente, nesta terça-feira (03.06), o movimento “Turismo que Protege”, durante a abertura do Seminário Internacional sobre a Prevenção da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo. O evento, promovido em parceria junto à Itaipu Binacional, ocorreu no auditório da usina, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo representantes de instituições internacionais, da Polícia Federal, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e de organizações da sociedade civil.

A iniciativa representa um reforço do compromisso do governo federal de tornar o turismo uma ferramenta estratégica na defesa dos direitos da infância e da adolescência. Na cerimônia de abertura, a secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, ressaltou que o movimento marca “um novo momento de responsabilidade e ação efetiva” no setor. Lopes frisou que a exploração sexual de crianças e adolescentes “é uma chaga que macula o potencial transformador do turismo e exige vigilância e compromisso permanentes”.

Ana Carla enfatizou que o movimento “Turismo que Protege” vai além de campanhas simbólicas, constituindo um chamado à ação conjunta de governos, empresas e sociedade civil. A secretária executiva também destacou avanços legislativos recentes na área, como a nova Lei Geral do Turismo (LGT). A LGT inclui a prevenção da exploração sexual infanto-juvenil como diretriz obrigatória, além de prever punições a prestadores de serviços turísticos coniventes com crimes do tipo.

Na abertura do seminário, a Itaipu Binacional aderiu oficialmente à causa, sendo a primeira empresa brasileira a assinar a Carta de Apoio ao movimento. O diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri, apontou o compromisso institucional com a proteção da infância. “Itaipu não é apenas uma usina, é um símbolo de compromisso socioambiental”, afirmou, destacando o papel da instituição na proteção da juventude na região       da tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Outro momento marcante foi a assinatura do termo de adesão ao Código de Conduta Brasil contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo pelo Itaipu Parquetec (Parque Tecnológico de Itaipu), representado por Yuri Benites. O Código orienta a atuação ética de empresas e profissionais do setor, abordando desde a capacitação de equipes até o estímulo a denúncias de casos suspeitos.

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A secretária-executiva da ECPAT Brasil, Luciana Reis, emocionou o público ao relembrar os 25 anos da campanha “Faça Bonito” e o papel da sociedade civil no enfrentamento da violência sexual. “Mesmo sem recursos públicos, alcançamos mais de quatro milhões de visualizações. Isso mostra que a sociedade civil nunca se calou”, declarou. Ela também alertou quanto à diversidade de contextos em que a exploração sexual ocorre, incluindo o ambiente digital, o turismo e o tráfico de pessoas.

PAINÉIS – Logo após a cerimônia de abertura, tiveram início os painéis temáticos do Seminário, que trouxeram reflexões sobre territórios vulneráveis, estratégias de prevenção e práticas inovadoras de proteção.

O primeiro painel, “Marajó – Caminhos de Cuidado e Resistência”, abordou os desafios enfrentados por crianças e adolescentes em regiões marcadas por pobreza extrema, como o arquipélago do Marajó (PA). A Irmã Marie Henriqueta Cavalcanti, do Instituto Dom José Luis Azcona, compartilhou sua experiência na região e defendeu ações baseadas na escuta de vítimas, no respeito à cultura local e em compromissos duradouros de proteção.

Carolina Maciel, do Instituto Mondó, também participou do painel, reforçando a necessidade de superar desigualdades estruturais com o uso de dados qualificados, o fortalecimento dos vínculos comunitários e o estímulo ao turismo de base comunitária como estratégia de prevenção.

Na sequência, o painel “Infâncias Livres – Caminhos Inovadores na Prevenção da Exploração Sexual no Turismo” apresentou experiências e evidências sobre os riscos ampliados em contextos turísticos – especialmente durante grandes eventos e obras de infraestrutura. Representantes da sociedade civil, do setor público e da iniciativa privada discutiram como o turismo pode ser tanto um fator de risco quanto uma poderosa ferramenta de transformação.

Eva Dengler, da Childhood Brasil, sustentou que o turismo precisa assumir o seu papel na proteção da infância. Ela destacou um estudo da Universidade de Brunel, em Londres, que analisou as 10 edições da Copa do Mundo FIFA de Futebol antes de 2014 e constatou que nenhum país havia incluído ações de proteção à infância em seus planejamentos.

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“O Brasil foi o primeiro, nas Olimpíadas de 2016, a criar um comitê temático dedicado à proteção – uma prática que se tornou referência internacional”, explicou. Eva defendeu que ações como a capacitação da hotelaria, campanhas educativas, a articulação com a rede de proteção e a produção de evidências são fundamentais para tornar o turismo uma rede de cuidado.

Gorete Medeiros, da Rede de Enfrentamento à Violência Sexual de Pernambuco, fez um chamado incisivo por políticas públicas permanentes. “A Lei 13.431/2017 e o ECA apontam o caminho: rede de proteção, escuta protegida, vontade política e financiamento”, apontou.

Houve ainda o painel “Conexões que Protegem”, que abordou a experiência de Foz do Iguaçu (PR) na articulação local de redes de proteção. Em seguida, uma roda de conversa do Grupo de Ação Regional das Américas (GARA) trouxe práticas governamentais de países como Brasil, Colômbia e Costa Rica no enfrentamento da exploração sexual no turismo.

Encerrando a programação, o painel “Desafios e Avanços” reuniu representantes do sistema de Justiça, segurança pública e comitês estaduais, que relataram iniciativas integradas e os caminhos para fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no país.

MOBILIZAÇÃO – O lançamento do movimento “Turismo que Protege” integra a programação do II Encontro de Turismo Responsável, organizado pelo Ministério do Turismo e a Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu e que segue até esta quinta-feira (05.06). O evento marca uma importante articulação entre o governo federal, a iniciativa privada, estados, municípios e a sociedade civil para promover um turismo ético e comprometido com os direitos humanos.

O movimento busca fortalecer adesões ao Código de Conduta Brasil, incentivando o engajamento não apenas de atividades turísticos regularmente inscritas do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), mas também destinos, órgãos públicos, entidades do setor e a sociedade.

A programação do II Encontro de Turismo Responsável inclui, anda, a 18ª Reunião Anual do Grupo de Ação Regional das Américas (GARA), formado em 2005 por iniciativa do Brasil e que celebra duas décadas de trabalho em 2025

Por Lívia Albernaz

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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