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Ministério do Turismo lança Guia do Afroturismo no Brasil

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, lançou oficialmente, na manhã desta quinta-feira (10.07), o Guia do Afroturismo no Brasil – Roteiros e Experiências da Cultura Afro-Brasileira, durante cerimônia no auditório da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), em Belém (PA). A iniciativa fortalece o reconhecimento, a valorização e a promoção do patrimônio cultural afro-brasileiro por meio do turismo.

O documento, desenvolvido no âmbito do Projeto de Cooperação vigente com a UNESCO, é resultado de um amplo processo de escuta, levantamento de dados e articulação com afroempreendedores e comunidades tradicionais de todo o país.

Acesse AQUI o Guia.

A publicação traz um diagnóstico sobre o Afroturismo no Brasil, mapeando experiências e serviços turísticos protagonizados por pessoas negras, além de identificar boas práticas nacionais e internacionais e subsidiar políticas públicas voltadas ao setor.

“O Afroturismo é uma ferramenta potente para ampliar oportunidades econômicas e celebrar a contribuição essencial da população negra para a nossa identidade nacional. Este guia é um marco para que mais brasileiros e visitantes estrangeiros possam vivenciar, conhecer essa riqueza cultural que molda a história do nosso país”, destacou o ministro Celso Sabino durante o lançamento.

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Além do ministro, representando a ministra da Igualdade Racial, Anielle Francisco Da Silva, estava presenta na cerimônia, a ministra em exercício da pasta, Roberta Eugênio, que destacou a importância da publicação.

“O lançamento deste Guia é um passo fundamental para reconhecer e valorizar as contribuições históricas, culturais e econômicas da população negra no Brasil. O afroturismo é uma estratégia concreta de combate ao racismo estrutural, pois gera renda, fortalece identidades e promove o protagonismo negro em todas as regiões do país. É sobre justiça, memória e oportunidades reais para o nosso povo”, afirmou.

O segmento é uma das prioridades da atual gestão do Ministério do Turismo, por meio do Programa Rotas Negras, instituído pelo Decreto nº 12.277/2024, que visa fomentar o Afroturismo, fortalecer comunidades negras e posicionar a cultura afro-brasileira no cenário turístico nacional e internacional.

Para a elaboração do Guia foi aberto um formulário público onde empreendedores(as) negros(as), comunidades tradicionais e gestores puderam indicar experiências em seus territórios. A curadoria resultou na seleção de 43 iniciativas afrocentradas, com critérios como: presença no Mapa do Turismo Brasileiro, atuação de afroempreendedores e regularidade no Cadastur.

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EXPERIÊNCIAS – O Guia organiza as experiências por macrorregiões e por tipo de atividade, trazendo opções que vão de visitas a quilombos e terreiros até circuitos gastronômicos, museus e feiras culturais. O material reflete a diversidade da cultura afro-brasileira evidenciando o potencial do turismo como instrumento de geração de renda, fortalecimento da identidade cultural e valorização do patrimônio histórico material e imaterial.

O mapeamento revela, ainda, um setor em ascensão, que alia valorização cultural, fortalecimento da identidade negra e diminuição das desigualdades, dialogando diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 (Trabalho decente e crescimento econômico, e ODS 10 – redução das desigualdades. Ao todo, Nordeste e Sudeste contam 16 roteiros cada, seguidos do Norte, com cinco roteiros, Centro-Oeste com quatro e Sul com dois roteiros.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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