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Ministério do Turismo dá largada à expansão do PRT em Ação no Sudeste com mobilização histórica de municípios paulistas

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O Programa de Regionalização do Turismo (PRT) em Ação chegou ao Sudeste do Brasil, e o estado de São Paulo foi inaugura essa nova etapa. No primeiro dia do evento, realizado nesta terça-feira (21), a capital paulista recebeu representantes de cerca de 400 representantes de municípios, das 47 Regiões Turísticas, além de profissionais da iniciativa privada que atuam no setor.

A programação segue até a próxima sexta-feira (23), com foco no treinamento de gestores públicos e privados, na troca de experiências e na apresentação de boas práticas que podem ser replicadas em diferentes regiões do estado.

Durante o encontro, são debatidas políticas públicas para o fortalecimento do turismo regional, além de estratégias para atração de investimentos e promoção de destinos. Também foram destaques os temas relacionados ao Mapa do Turismo Brasileiro e ao Cadastur, ferramenta que reúne prestadores de serviços turísticos formalmente cadastrados no país.

Para a coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do MTur, Ana Carla Moura, o PRT em Ação reforça o compromisso da pasta com a descentralização das ações.

“Temos uma orientação do nosso ministro, Celso Sabino, para que a equipe do Ministério do Turismo esteja cada vez mais próxima de quem faz o turismo na ponta. O PRT em Ação é uma iniciativa que reforça a importância do Mapa do Turismo, das políticas federais de regionalização, da Lei Geral do Turismo e das governanças locais, que operam de forma descentralizada e compartilhada”, destacou.

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“O PRT em Ação é um projeto que reforça a importância do fortalecimento das governanças que junto ao Sistema Nacional do Turismo faz a Politica Nacional do Turismo ser cada vez mais importância para o desenvolvimento do setor em todo território nacional”, completou a secretária Nacional de Políticas de Turismo, Cristiane Sampaio.

CADASTUR – O estado de São Paulo lidera o número de prestadores de serviços turísticos registrados no Cadastur, com mais de 38 mil cadastros ativos, sendo 8 mil apenas de guias de turismo. Esse crescimento expressivo é reflexo direto do fortalecimento das políticas públicas de regionalização do setor.

“Tivemos um salto significativo: há quatro anos, eram apenas 13 cadastros; hoje, já passamos dos 38 mil. Isso demonstra que os municípios e regiões turísticas têm reconhecido a importância de manter-se atualizados no Cadastur. É um resultado do trabalho de interiorização e regionalização que vem sendo feito pela equipe do ministério. Já ultrapassamos 14 mil inscritos e temos potencial para crescer ainda mais”, afirmou Gregory Sampaio, coordenador do Cadastur em São Paulo.

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A relevância da regionalização também foi ressaltada por Marcia Azeredo, gerente de Relações Institucionais da Aprecesp – Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo, que reúne 70 municípios turísticos.

“Temos destinos variados: de interior, de sol e praia, de montanha. O programa de regionalização do Ministério do Turismo é essencial para aproximar gestores públicos e privados. Aqui, eles trocam experiências, compartilham boas práticas e enfrentam desafios juntos. O PRT não só oferece capacitação e orientação legal, mas também promove integração entre os municípios”, pontuou.

EXPANSÃO NACIONAL – Lançado em 2025, o PRT em Ação já passou por alguns estados das regiões Norte e Nordeste, como Maranhão, Amapá, Amazonas, Acre e Roraima, totalizando mais de 110 municípios atendidos nas edições anteriores. A realização do evento em São Paulo marca o início das ações no Sudeste, reforçando o compromisso do governo federal com o fortalecimento do turismo regional como vetor de desenvolvimento econômico e social em todo o país.

Por Júlia de Aguiar
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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