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Ministério do Turismo contrata instituição para apoiar o aprimoramento do modelo de gestão da RedeTrilhas

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O Ministério do Turismo, em parceria com a Unesco, selecionou a IBY Socioambiental para apresentar modelos de boas práticas de governança em redes internacionais de trilhas de longo curso. A iniciativa tem o objetivo de fortalecer e consolidar o turismo sustentável no Brasil, além de contribuir para o desenvolvimento de experiências turísticas em trilhas de longo curso e de novas estratégias de apoio à comercialização deste segmento.

Com a contratação, a empresa será responsável por elaborar um diagnóstico do sistema de governança atual da RedeTrilhas para, com isso, propor um novo sistema de governança da Rede Nacional de Trilhas e Conectividade – RedeTrilhas, de forma conjunta e participativa com seus atores chave do segmento. A seleção é resultado de edital lançado em dezembro de 2024 pela Pasta e faz parte de um projeto de cooperação internacional envolvendo o MTur, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e a UNESCO para promover o turismo sustentável nos Patrimônios Culturais e Naturais do país.

A partir do diagnóstico e dinâmicas participativas a se realizarem neste Projeto, será possível propor uma estrutura de gestão e governança que possa alavancar e potencializar os impactos socioambientais positivos das Trilhas em todo o território nacional.

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A Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade – RedeTrilhas, instituída em 2018 por meio da Portaria Conjunta MMA/MTur/ICMBio nº 407, de 19 de outubro de 2018, assim como o Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe, em 2019, e o Primeiro Congresso Brasileiro de Trilhas, em 2022, entre outros eventos e publicações internacionais, exortam o desenvolvimento de TLCs como elementos centrais da infraestrutura que possibilita o desenvolvimento da visitação em unidades de conservação e a serviço da conservação da biodiversidade e para a conectividade de paisagens e ecossistemas.

Atualmente o sistema de gestão e governança da RedeTrilhas é regido pelas Portarias Conjuntas entre o MMA, o MTur e o ICMBio, além das cartilhas e manuais de Sinalização, Implementação, Adesão, Estruturação e Promoção Turística publicados como resultados da política pública. O coordenador geral do projeto, Julio Itacaramby, enfatiza que o novo sistema vai modernizar a atuação das Pastas.

“Estes instrumentos, podem ser atualizados e fortalecidos para atendimento às melhores práticas de governança em prol do desenvolvimento do turismo sustentável e da conectividade de paisagens. A formulação de um novo sistema de governança irá contribuir também para atendimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 e 12, e também das metas 3, 11, 12, e 20 do acordo de Kunming-Montreal da Convenção de Diversidade Biológica (CDB)”, enfatizou.

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A equipe de trabalho em torno do projeto envolverá especialistas em políticas públicas, gestão de redes e governança, e estruturação de sistemas de governança multinível com atores dos setores ambiental, turístico, cultural e governamental.

REDE TRILHAS – Foi criada em 2018 por meio de uma portaria conjunta entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o MTur e o ICMBio, e já conta com 12 trilhas de longo curso cadastradas. A expectativa com a modernização da gestão é expandir significativamente esse número, ampliando o alcance e a diversidade de trilhas oferecidas para turistas, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento sustentável e a geração de emprego e renda para as comunidades locais.

Por Cléo Soares

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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