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Governo do Brasil investirá R$ 3,8 milhões na urbanização de orla às margens do Rio Tocantins

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O Governo do Brasil, por meio do Ministério do Turismo, anunciou um investimento de R$ 3,8 milhões para a pavimentação e urbanização da Orla da Praia de Cametá-Tapera, no município de Cametá (PA).

O anúncio foi feito nessa sexta-feira (17.10) na sede da Prefeitura da cidade, com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, do prefeito Victor Cassiano, autoridades locais e lideranças comunitárias. A iniciativa integra as ações do Ministério do Turismo voltadas à ampliação da infraestrutura turística e ao fortalecimento do desenvolvimento regional sustentável na Amazônia.

“Essa obra representa mais do que um investimento em infraestrutura. Ela simboliza o compromisso do Governo do Brasil com o desenvolvimento equilibrado das cidades amazônicas, garantindo oportunidades e qualidade de vida para quem vive do turismo. Cametá é um exemplo do potencial do Pará e da força do turismo na geração de emprego e renda”, destacou Celso Sabino.

Além de pavimentação, o projeto prevê drenagem, calçadas acessíveis, iluminação pública em LED, sinalização turística, paisagismo e áreas de convivência, bem como a implantação de mobiliário urbano e a melhoria do acesso viário que liga o centro urbano à praia.

A requalificação da orla tem como objetivo oferecer infraestrutura moderna, segura e sustentável, ampliando o potencial turístico do município e fortalecendo o fluxo de visitantes durante o veraneio e eventos culturais da região.

RECONHECIMENTO – O anúncio da urbanização da Orla da Praia de Cametá-Tapera foi recebido com entusiasmo pela população local, que há anos aguarda melhorias na infraestrutura da região. O sentimento predominante é de gratidão e esperança quanto aos impactos positivos que o investimento trará para o turismo e a qualidade de vida dos moradores.

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O líder comunitário Roque Lopes, o “Sr. Rock”, frisou a importância da obra ao desenvolvimento regional e o reconhecimento do local como patrimônio municipal.

“Essa obra aqui, para a gente, é muito importante. Ela vai trazer mais turistas, mais visibilidade para a nossa comunidade e para o nosso município. Eu moro aqui desde criança, nasci e vivi neste lugar. Meus pais sempre cuidaram dessa praia, e eu mantive essa tradição”, celebrou Lopes.

Quem também comemorou foi Marcela Medeiros, sócia-administradora de uma indústria de palmito em Cametá, que vê na obra um marco de valorização histórica e fortalecimento do turismo no município.

“Se você for pesquisar a história da cidade de Cametá, vai ver que ela começou lá, em Cametá-Tapera. Foi ali que tudo se originou, antes de a sede ser transferida para onde está hoje. Por isso, essa obra tem um significado enorme pra gente, é como valorizar o lugar onde a cidade nasceu”, explicou Marcela.

ESTRUTURAÇÃO – A urbanização da Orla de Cametá-Tapera integra ações do Ministério do Turismo para aprimorar a infraestrutura turística nacional. O órgão repassa recursos à realização das obras, como em orlas, praças, parques, acessos a atrativos e centros de visitação.

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A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento sustentável e de geração de oportunidades nas cinco regiões do território nacional.

“Estamos levando o turismo para onde ele faz a diferença: nas comunidades, nos municípios e nas regiões que guardam o verdadeiro patrimônio natural e cultural do Brasil. Cada obra como essa em Cametá representa um passo para tornar o turismo um vetor permanente de desenvolvimento sustentável”, concluiu o ministro do Turismo, Celso Sabino.

HISTÓRIA – Fundada em 1635, Cametá é uma das cidades mais antigas do Pará e teve papel fundamental na formação da identidade amazônica. Localizada às margens do Rio Tocantins, a cidade foi um dos primeiros núcleos de colonização da Região Norte do Brasil, consolidando-se como um importante centro econômico, político e cultural.

Conhecida por sua tradição ribeirinha, riqueza cultural e forte religiosidade popular, Cametá mantém viva a herança histórica por meio de festas tradicionais, do Círio Fluvial e de manifestações como o Carimbó e o Boi-bumbá. A cidade é reconhecida como um dos destinos mais autênticos da Amazônia Tocantina, pela hospitalidade e a beleza natural que encantam moradores e visitantes.

Por Cíntia Luna

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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