VARIEDADES
Gastronomia paraense ganha palco na grande conferência mundial do clima
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A COP30 chegou e Belém (PA) vai apresentar a todo o mundo a gastronomia que atrai turistas de todo o mundo? açaí, maniçoba, tucupi, tacacá, piracuí, filhote, tambaqui! Desde 2015, a cidade de Belém, capital do Pará, é reconhecida como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, reforçando que a gastronomia paraense transcende o regional e tem grande apelo turístico internacional.
Ao levar à mesa da conferência mundial do clima os sabores típicos do Pará, o governo do Brasil reafirma que a gastronomia é expressão cultural, identidade regional e conexão com a preservação ambiental.
“O açaí, o tucupi e a maniçoba contam a história do Pará e revelam ao mundo a força da nossa cultura. Valorizar essa gastronomia é reconhecer que ela impulsiona o turismo, fortalece a economia local e celebra a diversidade do nosso país”, destaca o ministro do Turismo, Celso Sabino.
Os pratos amazônicos, carregados de história e tradição, ganham agora os ambientes oficiais da COP30. Após interlocuções entre o Ministério do Turismo e operadores do evento, foram garantidos que esses alimentos fossem servidos durante o encontro global.
Os pratos paraenses representam o encontro entre povos indígenas, ribeirinhos e a miscigenação cultural da Amazônia. A maniçoba, por exemplo, é preparada há semanas com carnes defumadas, camarão seco e jambu, representando um ritual de partilha e pertencimento.
Já o famoso pato no tucupi mistura a ave cozida com o molho amarelo extraído da mandioca brava; jambu, que provoca uma leve sensação anestésica na boca; e temperos típicos da Amazônia. Servido com arroz ou farinha local, o preparo representa a riqueza da gastronomia regional e suas técnicas ancestrais.
O tacacá, o caruru e o piracuí também não ficam de fora das mesas paraenses. De sobremesa, doces de cupuaçu, bacuri e castanha-do-pará adoçam a boca de quem experimenta.
E não para por aí! O açaí, servido em sua forma mais pura, com farinha d’água, é um verdadeiro sucesso no Pará.
Enquanto os delegados discutem metas, emissões e florestas, uma panela de maniçoba borbulha à sombra da COP30, lembrando que turismo, cultura e meio ambiente caminham juntos, e que o sabor também tem voz no grande palco global.
Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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