VARIEDADES
Dia do Frevo celebra tradição e cultura de um dos maiores símbolos do carnaval pernambucano
VARIEDADES
Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, Pernambuco celebra o Dia do Frevo, data dedicada a exaltar a vitalidade e a história de uma das manifestações culturais mais vibrantes do Brasil. Nascido nas ruas de Recife, o ritmo contagiante vai muito além da dança: é a alma do carnaval pernambucano e um convite irrecusável para foliões de todo o mundo. Com suas cores vibrantes, a inconfundível sombrinha e uma música que acelera o coração, o frevo é a expressão máxima da alegria e da resistência cultural do Nordeste.
A importância da tradição ultrapassa as fronteiras nacionais. Em 2007, o frevo foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, no ano de 2012, conquistou o planeta ao integrar a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. Os títulos reconhecem a complexidade e a beleza de uma arte que possui mais de 120 passos catalogados e que continua a encantar e a influenciar gerações, fortalecendo a identidade cultural do país.
Para o turismo, o frevo constitui um verdadeiro motor de desenvolvimento. Especialmente em Pernambuco, o ritmo movimenta a economia criativa o ano inteiro, gerando emprego e renda por meio da música, dança, artesanato e da moda. A festa nas ladeiras de Olinda e nas pontes de Recife atrai milhares de visitantes que buscam não apenas assistir, mas vivenciar a energia frenética da manifestação, consolidando o estado como um dos destinos culturais mais importantes do Brasil.
PAÇO DO FREVO – Para garantir que tal história continue viva, Recife conta, desde 2014, com o Paço do Frevo, um centro de referência dedicado à preservação, pesquisa e à difusão dessa exuberante forma de expressão. Visitar o espaço é mergulhar na trajetória do ritmo, entender suas origens e ver de que forma ele se reinventa sem perder a essência.
O local destaca a importância de salvaguardar o frevo não apenas como uma lembrança do passado, mas como uma tradição pulsante que se projeta para o futuro. Neste dia 9 de fevereiro, celebrar o ritmo significa enaltecer a capacidade do brasileiro de transformar a vida em arte e movimento.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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