VARIEDADES
Celso Sabino destaca, na Cúpula do Clima em Belém, papel do Brasil na transição energética e no enfrentamento das mudanças climáticas
VARIEDADES
A Cúpula do Clima, realizada em Belém (PA), entrou nesta sexta-feira (07/11) no seu segundo e último dia reunindo chefes de Estado, ministros e representantes de mais de 70 países em torno de um debate central: a transição energética e os caminhos para enfrentar a crise climática. O evento, que antecede a 30ª Conferência das Partes (COP30) – marcada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro, também em Belém – tem como objetivo reforçar compromissos multilaterais.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou o simbolismo da discussão ocorrer no coração da Amazônia, ressaltando o papel do Brasil na construção de soluções sustentáveis.
“A gente está aqui na discussão da transição energética, em uma mesa redonda com a representante da União Europeia, da Suécia, do Chile, da Espanha e várias autoridades globais discutindo o futuro do planeta e o meio ambiente para as futuras gerações. Estamos no coração da Amazônia, com temas de grande importância não só para o Pará, não só para o Brasil, mas para todo o planeta”, afirmou o ministro.
Durante a Cúpula, Sabino ressaltou também a importância da liderança recém-anunciada do Brasil no grupo global de Turismo e Ação Climática da ONU Turismo, cuja presidência será exercida pelo país nos próximos dois anos. A decisão, aprovada por unanimidade em Riade, na Arábia Saudita, reforça o protagonismo brasileiro nas discussões internacionais sobre sustentabilidade.
“Assumir essa liderança justamente neste momento, em que Belém recepciona a COP30, é um reconhecimento ao compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e com a construção de soluções concretas para a crise climática”, disse.
Ainda na Cúpula, também foi apresentado o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, conhecido como “Belém 4x”, lançado na Pré-COP, em 14 de outubro. A iniciativa busca estimular a cooperação internacional para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, por meio da implementação de políticas já existentes ou recentemente anunciadas. Até o momento, 19 países endossaram o compromisso, que reforça o papel dda capital paraense como símbolo global nas discussões sobre energia limpa e desenvolvimento sustentável.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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