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Algodoal discute mobilidade sustentável e reforça protagonismo do Pará no turismo sustentável amazônico

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O Pará, que em 2025 será sede da COP 30, tem dado passos importantes para consolidar sua posição como referência em turismo sustentável na Amazônia. Neste sábado (30/08), a Ilha de Algodoal, em Maracanã (PA), recebeu representantes do Ministério do Turismo, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil e lideranças locais para debater alternativas de mobilidade e desenvolvimento comunitário.

A ACVA – Associação dos Carroceiros da Vila de Algodoal, presidida por Ailton Cézar Pinheiro, reúne atualmente 59 associados e 61 cavalos, responsáveis pelo transporte de turistas, cargas e moradores. A realidade da ilha, onde há mais animais do que pessoas, evidencia a urgência de discutir soluções que conciliem bem-estar animal, preservação ambiental e qualidade de vida para a comunidade.

Um dos principais pontos levantados é que a situação atual impede Algodoal de conquistar a certificação internacional Bandeira Azul, selo que reconhece a qualidade ambiental e que poderia alavancar o turismo da região.

Reconhecimento profissional e Cadastur

Durante a reunião, foi destacada a importância do cadastro dos carroceiros no Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo que reconhece prestadores de serviços turísticos em todo o país. A medida garante maior visibilidade, acesso a políticas públicas e inclusão social dos trabalhadores da ilha.

Declarações das autoridades

Ana Carla Machado Lopes, secretária-executiva do Ministério do Turismo: “Estamos trazendo um projeto piloto para substituir os veículos de tração animal por veículos elétricos em Algodoal. Queremos construir essa iniciativa em conjunto com a comunidade e com a Associação de Carroceiros. A COP 30 é uma oportunidade única para potencializar o turismo local, valorizar o que já está dando certo, corrigir os pontos de atenção e criar novas alternativas para melhorar a experiência de turistas e moradores. Também vamos investir em cursos de qualificação, como formações bilíngues, e fortalecer o sentimento de pertencimento da população à ilha. Além disso, o ministro Celso Sabino ressaltou a importância da nova lei que garante ao pescador rural o direito de se cadastrar no Cadastur sem perder seus benefícios sociais, o que amplia a inclusão de canoeiros e pescadores no turismo e fortalece ainda mais a economia do Pará.”

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Wagner, coordenador de Mobilidade do Ministério do Turismo: “É fundamental ouvir a comunidade. Realizamos uma pesquisa que apontou a necessidade de novas alternativas de transporte. Embora existam restrições quanto a veículos motorizados na ilha, os veículos elétricos não poluentes não entram na proibição federal. Qualquer implementação, no entanto, deve ser discutida com o Conselho Gestor local. Também será necessário avaliar a capacidade elétrica da ilha para viabilizar investimentos em placas solares.”

Yuri Benites, diretor de Turismo da Fundação Parque Tecnológico Itaipu-Brasil: “O veículo elétrico é silencioso e sustentável, preservando a tranquilidade de Algodoal. Além disso, para chegar à ilha é preciso passar por Marudá e seguir de barco, o que reforça a importância de pensarmos em soluções integradas de mobilidade.”

Voz da comunidade

Carlos André Teixeira de Lima, 46 anos, nativo da Ilha de Algodoal, pescador, condutor de visitantes e sobrinho do Mestre Chico Braga:
“Hoje eu trabalho como condutor de visitantes, mas também sou pescador. Desde 1990, quando Algodoal se tornou uma Área de Proteção Ambiental, o turismo começou a crescer e nossa comunidade foi se adaptando. O pescador virou canoeiro, barqueiro, carroceiro, dono de restaurante… tudo isso foi transformando a ilha. Agora, com esse projeto dos veículos elétricos, acreditamos que vai melhorar ainda mais, tanto para o transporte de mercadorias, como areia, cimento e tijolo, quanto para o turismo. É muito importante, porque precisamos de meios que não agridam a natureza, que funcionem com energia limpa e que respeitem nosso território, já que Algodoal é uma APA. A modernização vai trazer mais qualidade de vida para a comunidade e também para quem nos visita.”

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Curiosidade sobre Algodoal

O nome oficial da ilha é Maiandeua, que em tupi significa “Mãe da Terra”. Localizada no litoral nordeste do Pará, a região é popularmente conhecida como Ilha de Algodoal, devido à abundância da planta algodão-de-seda. Em julho, a ilha chega a receber mais de 20 mil visitantes, número que reforça seu potencial como destino estratégico da Amazônia.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

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Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

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Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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