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MCTI celebra conquista de estudantes medalhistas na Olimpíada Internacional Mendeleev de Química

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta sexta-feira (27), em Brasília, os oito estudantes brasileiros medalhistas de bronze na 59ª Olimpíada Internacional Mendeleev de Química. O encontro foi uma celebração não apenas das medalhas conquistadas, mas também do esforço, da dedicação e do talento dos jovens estudantes, que representam o futuro da ciência no Brasil. 

Os medalhistas brasileiros são: Vinicius Queiroz Dias, Ian Barreto, João Lucas Santos Vieira, Arthur Barroso Uchoa Hatushikano, Cristian Levi de Souza Silveira, Luís Cláudio de Sá Cavalcante Generoso e Paulo Vinícius de Azevedo, todos do Ceará, e Daniel Suda, de São Paulo.

Luiz Cláudio, estudante do Colégio Farias Brito, de Fortaleza, não escondeu o orgulho ao falar de sua conquista. “Participar dessa Olimpíada foi muito importante para mim. Ela mostra o fruto de todo o meu esforço. Eu venho estudando química há dois anos e meio, de forma intensa, todos os dias, noites, feriados e finais de semana. Conquistar a medalha foi uma grande realização, não só para mim, mas também para mostrar o potencial do Brasil no cenário mundial”, disse Luiz, com brilho nos olhos. 

A Olimpíada Internacional Mendeleev, que aconteceu pela primeira vez no Brasil, em Belo Horizonte, reuniu 200 estudantes de 40 países. O evento é um dos mais prestigiosos do mundo e homenageia Dmitri Mendeleev, o químico russo que desenvolveu a tabela periódica. Em um ambiente repleto de jovens talentos, Luiz e seus colegas não só competiram, mas brilharam, com 8 dos 15 estudantes brasileiros recebendo medalhas. 

A visita ao MCTI foi uma oportunidade para que a ministra Luciana Santos parabenizasse os estudantes pela dedicação e conquistas. 

“A nossa capacidade de intervir no ambiente em que vivemos e transformar a realidade é fundamental. A ciência, a tecnologia e a inovação são essenciais para isso, pois sem conhecimento, não conseguimos mudar o mundo. Precisamos de mais discernimento para não sermos manipulados e sempre lembrar que a ciência, com toda a sua experiência e observação, é crucial. Ela salva vidas. Parabéns a todos vocês”, completou. 

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Em sua fala, a ministra também destacou o papel essencial da juventude no avanço do país. Para ela, os jovens são os maiores agentes de transformação, e eventos como as Olimpíadas de Química são fundamentais para construir um Brasil mais inovador e competitivo no cenário global. “Investir no futuro da ciência é investir no futuro do Brasil”, disse. 

O papel das olimpíadas de química no desenvolvimento do país 

A coordenadora do Programa Nacional das Olimpíadas de Química, Nilce de Souza Brasil, enfatizou a importância do evento no desenvolvimento dos talentos científicos do país. “O programa visa identificar e selecionar os melhores estudantes de química do Brasil, passando por uma série de etapas que envolvem as Olimpíadas estaduais e a Olimpíada Brasileira de Química, até chegar à seletiva internacional”, explicou Nilce. 

Ela também destacou o significado de o Brasil ser escolhido para sediar a Olimpíada Internacional Mendeleev. “Este ano, 15 estudantes brasileiros participaram da competição, e 8 conquistaram medalhas. Sete desses estudantes são do Ceará e um de São Paulo. Isso mostra a qualidade do ensino e da formação científica que temos em nosso país. O Brasil já demonstrou seu potencial ao ser escolhido para sediar esse evento”, disse a coordenadora. 

Luiz, representando o grupo de estudantes, foi firme ao ressaltar a importância da formação científica no país. “Investir na formação de futuros cientistas é uma das maiores vantagens que o Brasil pode ter. Nós, alunos do ensino médio, estamos construindo o futuro da ciência do nosso país. Imagine quando entrarmos na faculdade e já tivermos uma bagagem de conhecimento. Isso faz toda a diferença”, disse ele. 

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O jovem estudante também mencionou os benefícios imediatos de sua medalha. “Com essa medalha, eu consigo aplicar para universidades de renome, como a USP e a Unicamp, através do programa de vagas olímpicas. Isso me dá uma vantagem para entrar nas áreas de química, pesquisa e até mesmo engenharia”, explicou Luiz, que já planeja seu futuro acadêmico com base no conhecimento adquirido. 

O reconhecimento da dedicação e o pedido de valorização 

Os alunos compartilharam com a ministra o que sentem sobre o esforço e a dedicação exigidos para competir em uma Olimpíada como a Mendeleev. Segundo eles, assim como os atletas se preparam durante anos para conquistar o pódio nas Olimpíadas de Paris, eles também estudam intensamente. Para eles, representar o Brasil com excelência exige muito. Os medalhistas também pediram para que o governo valorize esse tipo de competição. 

O Impacto Internacional e o potencial do Brasil 

Em 2025, a Olimpíada Mendeleev foi um marco para o Brasil, tanto pela oportunidade de sediar o evento quanto pelos resultados alcançados pelos estudantes. A ministra Luciana Santos, ao finalizar sua fala, expressou seu orgulho e a confiança de que o Brasil está no caminho certo. “O Brasil tem força e está pronto para mostrar ao mundo seu potencial”, afirmou a ministra, parabenizando todos os jovens cientistas pela dedicação e pelas vitórias que, na sua visão, inspiram as futuras gerações.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Por que esse alinhamento de planetas é um evento diferenciado? A ciência explica

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Nos dias 18 e 19 de junho, um fenômeno raro no céu será visível de diversas regiões. Os corpos celestes evidentes a olho nu (Mercúrio, Vênus e Júpiter) vão ficar alinhados e Vênus visualmente mais próximos da Lua crescente.

O alinhamento ocorre porque os planetas visíveis possuem seus planos de órbita quase no mesmo plano da órbita da Terra em torno do Sol. O mesmo para a Lua, cujo plano de órbita é inclinado em apenas 5 graus em relação ao da Terra. Por estarem nesse mesmo plano, os planetas e a Lua percorrem no céu quase o mesmo caminho aparente que o Sol faz, chamado de eclíptica. A forma exata como eles se posicionam visualmente torna esse fenômeno raro.

A astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento, explica que esse caminho que o satélite e os planetas percorrem é o mesmo caminho onde estão as constelações zodiacais. Por isso, no dia 19, Régulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão, poderá ser vista mais perto da Lua “Régulus fica mais visível, por fica mais perto da Lua e por isso fica mais fácil de achar. Não há mudança no brilho dela, mas sim maior evidência” disse.

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Devido à velocidade de órbita da Lua, a aproximação que vemos dos corpos celestes vai mudar. Nesta quinta-feira (18) a lua aparecerá mais alta que Vênus, uma mão aberta abaixo do satélite natural. Já na sexta-feira (19) a Lua estará ainda mais alta (equivalente a “duas mãos” acima de Vênus). Logo abaixo do satélite, será possível visualizar Regulus, a estrela alfa da constelação de Leão. Júpiter vai estar em uma posição mais elevada do céu e permanecerá visível por bastante tempo. Mercúrio aparece bem próximo ao horizonte e se põe mais rápido após o pôr do Sol.

O Observatório Nacional realizará a live “O Céu em sua Casa: observação remota” especial no canal do YouTube no próximo sábado, 20 de junho. Uma oportunidade para aqueles que não conseguiram observar o fenômeno ou desejam ver registros profissionais.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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