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Caça Asteroides promove encontro internacional nesta sexta-feira (19)

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Conectando ciência cidadã, astronomia, educação e inovação, o projeto Caça Asteroides promoverá, nesta sexta-feira (19), o II Encontro Internacional Caça Asteroides, no auditório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília (DF). As inscrições ainda estão abertas.

Segundo a diretora do Programa Caça Asteroides MCTI Brasil, Silvana Copceski, o evento representa um momento de integração, formação e valorização dos participantes, além de ampliar o acesso à astronomia, à tecnologia e à inovação. “É uma oportunidade de mostrar os resultados do Programa Caça Asteroides MCTI, apresentar novas iniciativas, como o lançamento de uma nova ferramenta do programa, e incentivar a participação de, principalmente, meninas e mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, explica.

O evento, que acontecerá em formato presencial e online, terá a participação do professor da Hardin-Simmons University, diretor da Colaboração Internacional de Pesquisa Astronômica (IASC, em inglês) e fundador do Programa Caça Asteroides, Prof. Dr. James Patrick Miller; da coordenadora da IASC, Cassidy Davis; e de Silvana Copceski.

Ainda de acordo com a diretora brasileira, a presença do Prof. Dr. Miller aproxima os estudantes de uma referência internacional na área e valoriza ainda mais o trabalho desenvolvido pelas equipes brasileiras. “A participação dele permite que os participantes tenham contato com orientações, experiências e conhecimentos diretamente ligados ao processo de descoberta e análise de asteroides, fortalecendo a formação científica dos estudantes e professores envolvidos”, afirma.

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No encontro, será ministrada palestra e oficina Caça Asteroides. No sábado (20), ainda acontecerá a observação noturna dos astros e caça asteroides na Praça do Cruzeiro (DF), aberta ao público.

“A atividade deverá funcionar como uma oficina, com orientações e demonstrações sobre o processo de análise das imagens, identificação de possíveis asteroides e participação nas campanhas. Também será um espaço para tirar dúvidas, trocar experiências e incentivar novas equipes a participarem do programa. A expectativa é que os participantes saiam mais preparados, motivados e conectados com a missão do Caça Asteroides”, diz Copceski.

Para se inscrever, é necessário se cadastrar na plataforma AEB Escola Virtual e responder a um questionário. O link para participação online será enviado depois do cadastro. Após o evento, será possível a emissão de certificado de participação.

Projeto Caça Asteroides

O projeto Caça Asteroides objetiva a popularização da ciência através da participação de jovens em experiências reais de investigação científica por meio da análise de imagens astronômicas utilizadas na busca e identificação de asteroides.

 A iniciativa reúne equipes de alunos, professores e entusiastas da ciência para capacitação em análise de dados astronômicos e participação na busca por novos asteroides. O projeto oferece aos participantes a oportunidade de colaborar com pesquisas reais e contribuir para a produção de conhecimento científico na área da astronomia.

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O programa é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada à pasta, e o IASC, programa ligado à NASA. A coordenação nacional é realizada pelo Observatório Nacional, unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Serviço

II Encontro Internacional Caça Asteroides

Data: 19 de junho de 2026

Horário: 9h

Local: Auditório do CNPq (Brasília, DF)

Inscrições: Plataforma AEB Escola Virtual

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Por que esse alinhamento de planetas é um evento diferenciado? A ciência explica

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Nos dias 18 e 19 de junho, um fenômeno raro no céu será visível de diversas regiões. Os corpos celestes evidentes a olho nu (Mercúrio, Vênus e Júpiter) vão ficar alinhados e Vênus visualmente mais próximos da Lua crescente.

O alinhamento ocorre porque os planetas visíveis possuem seus planos de órbita quase no mesmo plano da órbita da Terra em torno do Sol. O mesmo para a Lua, cujo plano de órbita é inclinado em apenas 5 graus em relação ao da Terra. Por estarem nesse mesmo plano, os planetas e a Lua percorrem no céu quase o mesmo caminho aparente que o Sol faz, chamado de eclíptica. A forma exata como eles se posicionam visualmente torna esse fenômeno raro.

A astrônoma do Observatório Nacional (ON), Josina Nascimento, explica que esse caminho que o satélite e os planetas percorrem é o mesmo caminho onde estão as constelações zodiacais. Por isso, no dia 19, Régulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão, poderá ser vista mais perto da Lua “Régulus fica mais visível, por fica mais perto da Lua e por isso fica mais fácil de achar. Não há mudança no brilho dela, mas sim maior evidência” disse.

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Devido à velocidade de órbita da Lua, a aproximação que vemos dos corpos celestes vai mudar. Nesta quinta-feira (18) a lua aparecerá mais alta que Vênus, uma mão aberta abaixo do satélite natural. Já na sexta-feira (19) a Lua estará ainda mais alta (equivalente a “duas mãos” acima de Vênus). Logo abaixo do satélite, será possível visualizar Regulus, a estrela alfa da constelação de Leão. Júpiter vai estar em uma posição mais elevada do céu e permanecerá visível por bastante tempo. Mercúrio aparece bem próximo ao horizonte e se põe mais rápido após o pôr do Sol.

O Observatório Nacional realizará a live “O Céu em sua Casa: observação remota” especial no canal do YouTube no próximo sábado, 20 de junho. Uma oportunidade para aqueles que não conseguiram observar o fenômeno ou desejam ver registros profissionais.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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