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SAÚDE

Propriedades com foco na agricultura familiar devem receber mais de 500 toneladas de calcário

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SAÚDE

Corrigir a acidez do solo e fornecer nutrientes essenciais como cálcio e magnésio, melhorando a produtividade das culturas. Essa é a principal função do uso de calcário na agricultura. E para isso a Patrulha Mecanizada da Secretaria Municipal Agricultura Familiar e Segurança Alimentar (Semasa) vem atuando nas propriedades rurais do Assentamento Jonas Pinhiero (Poranga), Projeto Casulo e Cinturão Verde. A iniciativa deve levar a aplicação de mais de 500 toneladas de calcário com foco na correção do solo e prepara para o plantio.

O serviço, destaca o gestor da Semasa, Lucas de Oliveira, integra um rol de ações da Prefeitura de Sorriso para fortalecer a agricultura familiar, ofertando suporte técnico e estrutural para impulsionar a produção. Ontem, 23, o trabalho foi executado em três propriedades. Somadas as ações dos últimos dias, dez propriedades já passaram pela correção do solo com a aplicação de mais de 150 toneladas somente no Assentamento Jonas Pinheiro. A meta, é chegar à distribuição das 500 somados os três pontos (Jonas Pinheiro, Projeto Casulo e Cinturão Verde).

Lucas destaca que todo produtor familiar que precisar dos serviços pode e deve procurar a Semasa para solicitação e agendamento. A equipe realiza o atendimento por sequência das ordens de serviços solicitadas

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A iniciativa, lembra o secretário, se soma a outras ações como o atendimento técnico aos produtores. “De modo geral, nosso objetivo é propiciar condições para que os pequenos produtores possam ampliar sua produtividade e garantir renda para suas famílias”, diz. “O serviço prestado pela Patrulha Mecanizada é uma ferramenta fundamental para isso, pois permite que os agricultores tenham acesso a máquinas e equipamentos que facilitam o trabalho no campo”, finaliza.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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SAÚDE

Ministério da Saúde reforça preparação do SUS em Roraima diante dos impactos da seca e do El Niño

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O Ministério da Saúde realiza, nos dias 15 e 16 de setembro, uma visita técnica a Roraima para avaliar a capacidade de resposta do estado aos impactos da seca e da estiagem na saúde da população e no funcionamento dos serviços de saúde. A missão será conduzida pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em articulação com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde (SAES), de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Saúde Indígena (SESAI), além da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima.

A iniciativa ocorre diante do agravamento das condições climáticas no estado. Em 2 de setembro, o Governo de Roraima decretou situação de emergência em razão da estiagem, classificada como desastre de nível 2, de média intensidade, pelo período de 180 dias. A atuação do El Niño, atualmente classificado como de intensidade muito forte, pode intensificar a seca nos próximos meses, aumentando o risco de incêndios florestais e os possíveis impactos sobre a população e a rede de saúde.

Os indicadores ambientais já apontam para o agravamento do cenário. Agosto de 2026 registrou o maior número de focos de calor da série histórica para o período em Roraima. Até 27 de agosto, foram contabilizadas 87 ocorrências, superando o recorde anterior, de 78 focos, registrado em 2023.

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Durante a visita, representantes do Ministério da Saúde e do estado vão apresentar o cenário da seca e da estiagem em Roraima, discutir as estratégias de preparação já existentes e avaliar as possibilidades de apoio federal. A programação prevê, ainda, a definição de uma estratégia de intervenção e a construção conjunta de um plano de ação para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. No segundo dia da agenda, o plano será apresentado e pactuado entre os participantes.

Preparação do SUS

A iniciativa em Roraima integra as ações de preparação e resposta do Ministério da Saúde diante de emergências relacionadas ao clima e ocorre em meio à mobilização nacional para preparar o SUS para os impactos do El Niño.

No início de setembro, gestores dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma nova etapa de construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao fenômeno, considerando os riscos, as necessidades e as vulnerabilidades de cada território. A atuação federal inclui o monitoramento de eventos como estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, baixa umidade, chuvas intensas e enchentes, com a produção de análises para orientar alertas, identificar áreas prioritárias, apoiar a preparação da rede de saúde e atualizar os planos de contingência.

Nesse trabalho, o Ministério da Saúde conta com oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros reúnem e analisam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos, apoiar a elaboração de planos de contingência e subsidiar a resposta do SUS diante de eventos extremos.

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A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. O país conta, atualmente, com três bases regionais em funcionamento — em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as estruturas podem deslocar apoio para localidades de suas regiões de referência em até 12 horas. Outras seis bases estão previstas até o fim de 2026.

As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas. Apresentado durante a COP30, o AdaptaSUS — Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas — estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, com previsão de R$ 9,8 bilhões em investimentos para a adaptação estrutural da rede de saúde.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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