SAÚDE
Médicos da rede pública passam por capacitação do método contraceptivo Implanon
SAÚDE
Nesta quarta-feira, 18, médicos da rede pública municipal passam por uma formação continuada sobre o Implante Subdérmico Liberador de Etonogestrel Implanon. O foco, de acordo com o médico Bruno Baltar, é disseminar informação sobre o método contraceptivo de alta eficiência disponibilizado gratuitamente no Município. A capacitação é realizada na UBS do Jardim Amazônia das 7 às 11 horas.
A atividade reforça a importância do tema para a saúde pública. Conforme o secretário de Saúde, Vanio Jordani, a ideia é que todos estejam aptos a realizar o procedimento nas próprias unidades de saúde, sem necessidade de encaminhamento para o especialista. “Esse é um grande avanço de uma política de ampliação do acesso a métodos contraceptivos, antes, disponibilizado somente na rede privada, com um custo alto”, frisa. . Vale lembrar que o Implanon vem sendo disponibilizado na rede pública desde o ano passado.
“O Implanon é um dos métodos mais inovadores e eficazes que temos hoje. É um implante hormonal colocado sob a pele do braço da mulher, que libera o hormônio aos poucos, protegendo contra a gravidez por até três anos. É pouco invasivo, simples de aplicar, e traz muito mais conforto e liberdade para quem deseja evitar uma gestação agora”, destaca Vanio.
Considerado um método de planejamento familiar de longa duração e alta eficácia, o Implanon é indicado para mulheres em idade fértil, com ou sem filhos. A mulher que tiver interesse em fazer uso deve procurar a UBS de sua área de cobertura e entrar em uma lista de agendamento, assim que liberado o procedimento é realizado na própria UBS.
Andressa Jungbeck, médica que atende na UBS Morada do Bosque, integra o grupo que passa pelo treinamento desta quarta-feira. “É um método seguro e eficaz no planejamento familiar”, detalha.
Com a chegada do Implanon, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer mais uma opção de planejamento reprodutivo com autonomia e segurança, somando-se aos métodos já disponíveis, como o DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia.
Como parte do plano de ações da Secretaria Municipal de Saúde, a formação conta com o apoio da Comissão de Integração Ensino-Serviço (CIES).
Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT
SAÚDE
Ministério da Saúde reforça orientações para proteger a população durante frio no Sul
Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Nesta sexta-feira (11), uma nota técnica será enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.
O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.
Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.
Sintomas persistentes? Vá até uma UBS
A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica.
Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.
Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.
Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:
- Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;
- Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;
- Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;
- Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;
- Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;
- Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.
Preparação e resposta a eventos climáticos
A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.
A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.
As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.
João Vitor Moura
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
POLÍCIA FEDERAL7 dias atrásPF deflagra operação para reprimir fraudes no registro de armas de CACs
-
POLÍTICA MT7 dias atrásRealidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásAprenda a fazer a tainha assada recheada com farofa de camarão
-
MATO GROSSO6 dias atrásLiminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
