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Silêncio Sagrado

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Sempre me disseram que eu precisava aprender a falar. Poucas vezes, que eu precisava aprender a ouvir. Simone Weil afirmou que a atenção, em sua forma mais pura, é oração. E eu pude ver isso em algumas pessoas. Um olhar profundo e desinteressado — aquele que se volta inteiramente para o outro, para o mundo, para a vida. Um momento que revela uma presença inteira, um silêncio interior, uma entrega sem ego. E, acima de tudo, uma abertura para o mistério. Porque, claro, atenção sem sentimento é apenas registro.Escutar é complicado, sutil e manso. Essa forma de atenção é rara e preciosa. É um gesto de humildade e reverência — por isso, tão difícil. Somos orgulhosos. E o orgulho é um aperto: uma rigidez interior, uma tensão que nos fecha ao outro e ao mistério da vida. Ao orgulhoso, falta a graça — em todos os sentidos. Vivemos como se fôssemos inteiros e isolados, cada um como um país fechado, imune ao tempo e às transformações. Mas essa certeza é um erro. Somos feitos de encontros, de perdas, de afetos que nos atravessam. O ego, que julgamos eterno, é apenas uma construção frágil, que se desfaz no silêncio, na dor, na escuta. Somos parte de um todo, e nossa verdadeira essência está na impermanência e na comunhão.A alma ora naturalmente, sem necessidade de palavras, rituais ou fórmulas. É expressão autêntica e espontânea do ser interior — uma conexão com o que há de mais elevado em nós. E é aí que reside a atenção. Por isso, Malebranche disse que a atenção é a prece natural da alma.Para sentir plenamente o curso da vida através de nós, é necessário sermos amigos da nossa própria atenção. Ouvir verdadeiramente é permitir que o outro exista em nós. É um estado de comunhão com a vida. Um silêncio cheio de sentidos. Um gesto de cuidado e compaixão. Lembre-se, Amigo Leitor, uma oração não serve para “convencer” Deus a fazer algo diferente, mas sim para transformar o coração e a consciência de quem ora.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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