MATO GROSSO
Poder Judiciário de Mato Grosso
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A Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, recebeu mais de seis mil pares de calçados, doados pela Studio Z, que farão a diferença na vida de muitos mato-grossenses que serão contemplados, em novembro, com a Expedição Araguaia-Xingu. As caixas foram descarregadas na manhã desta sexta-feira (26 de agosto) e todo trabalho foi acompanhado de perto pelo juiz-coordenador da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho.
A Studio Z é um dos parceiros que agregam na missão da Justiça Comunitária em levar dignidade àqueles que vivem nos locais mais distantes do Estado.
O gerente regional de Mato Grosso, das lojas Studio Z, Anisvaldo Alves dos Santos, assinala que uma das preocupações da empresa é fazer doações para instituições. “Como se trata de uma empresa genuinamente cuiabana, por mais que a sede hoje esteja em Florianópolis, os acionistas sempre fizeram trabalhos de parceria institucional para a população de Mato Grosso. Essa parceria veio através do Dr. Tony e abraçamos a causa. Esta é a segunda ação com o Tribunal de Justiça e vamos continuar”, afirma.
Segundo Anisvaldo dos Santos, ajudar a população que vive há quilômetros da capital é de suma importância. “A gente vê que pessoas não têm condições plenas para terem um calçado novo. A empresa tem esse olhar de ajudar e levar alegria para essas pessoas”, completa.O Instituto para Desenvolvimento Econômico, Ambiental, Esportivo e Social de Mato Grosso (IDEAES) é outro parceiro da Justiça Comunitária e atua com desenvolvimento de trabalhos sociais. O gestor do Instituto, Mário Márcio Pécora conta que conheceu o trabalho realizado pela Justiça Comunitária por meio do projeto Ribeirinho Cidadão e que a parceria começou há alguns anos.
“Conheci o trabalho do Dr. Tony no Ribeirinho Cidadão e nos colocamos à disposição para parceria e captarmos mantimentos, roupas, calçados para serem doados nessas ações. Entramos em contato com o Studio Z, através do Dr Tony, e a empresa se sensibilizou com a causa do Tribunal de Justiça e decidiu fazer a doação de calçados de primeira linha”, disse.
Esta é a segunda doação da empresa que, segundo Mário Márcio, vem a somar com uma iniciativa de suma importância, como é a Expedição Araguaia-Xingu. “Tem locais que o braço público não atinge e o terceiro setor ter esse olhar é importante para o acalento dessas famílias que muitas vezes não teriam condições de comprar tênis, sapato, sandália. E a gente consegue fazer esse tipo de ação para comunidades carentes desses municípios longínquos da capital”, completa.
O juiz José Antonio Bezerra Filho agradeceu a parceria tão importante da Studio Z e também da IDEAES, que une forças em mais esta iniciativa do Judiciário. “Estamos trabalhando incansavelmente para realizar a Expedição deste ano para servir o próximo. É mais um comprometimento de ações, credibilidade dos parceiros e amigos. E aqui a Studio Z acreditou na nossa proposta e tem nos acompanhado, assim como a IDEAES. Tudo isso se deve à confiança da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Póvoas que sabe a importância desse serviço prestado à população e tem nos apoiado. Sem esse apoio nada disso seria possível.”Ação – Esta será a 4ª Edição da Expedição Araguaia-Xingu, a partir do dia 3 de novembro, que vai percorrer os municípios de São José do Xingu, Luciara, Santa Cruz do Xingu, São Féliz do Araguaia.
Serão oferecidos aos moradores dos cinco municípios serviços de Justiça, saúde e cidadania, como registro tardio, resolução de conflitos sociais, consultas médicas, entre as quais oftalmológicas, tratamento odontológico, vacinas, documentação, além de estimular nos cidadãos a consciência ambiental.
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto retangular colorida do caminhão sendo descarregado. No interior estão várias caixas grandes. Um homem está no interior do veículo passando as caixas para outro que está no chão. Imagem 2: Voluntário da Justiça Comunitária e juiz José Antonio observam as caixas serem guardadas num depósito. Juiz José Antonio Bezerra em imagem fechada, da cintura para cima. Ele usa uma camisa branca e óculos escuros. Ao fundo é possível ver o caminhão e homens fazendo a descarga das caixas.
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Fonte: Tribunal de Justiça de MT
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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri
Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube. A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.
Autor: Celly Silva
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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