MATO GROSSO
Orquestra CirandaMundo abre temporada artística 2026 sob regência de ex-aluno do projeto social da instituição
MATO GROSSO
A Orquestra CirandaMundo abre a Temporada Artística 2026, em um concerto no Cine Teatro Cuiabá, nesta sexta-feira (29.5), às 20h. Com obras do compositor francês Georges Bizet e do alemão Johannes Brahms, o espetáculo estará sob regência de Leonnid Paniago, que fará sua estreia na condução do grupo formado por jovens instrumentistas do Instituto Ciranda.
O concerto terá um significado especial para o regente convidado. Professor de flauta transversal e prática em conjunto, Paniago iniciou os estudos musicais na instituição ainda na infância, em 2005, e é o primeiro flautista da Orquestra CirandaMundo há mais de dez anos.
“É muito gratificante lembrar que comecei os estudos no Instituto Ciranda ainda criança, e tive essa oportunidade pra construir uma carreira na música, hoje como professor, integrante da orquestra e agora como maestro também. É uma honra e um motivo de grande alegria conduzir essa orquestra, por tudo o que ela representa dentro do instituto”, conta o regente convidado.
Leonnid Paniago é ex-aluno do projeto social Instituto Ciranda, que proporciona ensino musical gratuito a centenas de crianças, e é mantido com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Para o regente, assim como para os demais integrantes da Orquestra, o concerto possui uma relevância muito grande, já que a orquestra é formada majoritariamente por alunos do instituto, contando com a participação de poucos professores.
“Esta oportunidade tem um papel que considero de suma importância, tanto pelo resultado artístico e pedagógico quanto pelo impacto que a música causa em cada aluno participante”, analisa.
De acordo com o presidente do Instituto Ciranda e maestro da Orquestra CirandaMundo, Murilo Alves, a partir desta temporada, a orquestra passa a ter uma atuação mais pedagógica, reduzindo a quantidade de concertos e ajustando o repertório para que seja algo mais funcional e assertivo para os alunos.
“Esse é o propósito da OCM a partir de agora, trabalhar um repertório mais adequado ao nível de cada integrante, com uma orquestra voltada totalmente para os jovens músicos, inclusive com muitos alunos nas chefias de naipes”, explica.
Os ingressos para o concerto são gratuitos, mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que devem ser entregues na entrada do Cine Teatro Cuiabá, no dia do espetáculo. Para retirar o ingresso, basta acessar o site sympla.com.br (link aqui).
Os concertos do Instituto Ciranda dispõem de acessibilidade para pessoas com deficiência (audiodescrição e intérprete de libras).
Sobre o Instituto Ciranda
O Instituto Ciranda atende atualmente cerca de 800 crianças, adolescentes e jovens oriundos de diversas classes sociais e regiões de cada cidade. A sede está localizada em Cuiabá, mas a instituição também atende nos polos de Chapada dos Guimarães, na comunidade de João Carro, e nos municípios de Rondonópolis e Poconé.
Com atividades focadas na escola social de música, método de ensino próprio e 20 modalidades educacionais em Mato Grosso, o Instituto Ciranda desenvolve suas ações desde o ano de 2003.
Serviço:
Orquestra CirandaMundo – Concerto de abertura da Temporada 2026
Quando: Sexta-feira (29), às 20h
Onde: Cine Teatro Cuiabá
Ingresso social: aqui + 2kg de alimentos não perecíveis (entregar na entrada do evento)
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
No Dia Nacional da Adoção, casal realiza sonho da paternidade
O sorriso largo e espontâneo de uma criança de pouco mais de 1 aninho foi o sinal que faltava para o casal Magnus Costa e Gustavo da Silva Carvalho entender que a vida deles nunca mais seria a mesma. O menino, que agora tem quase 3 anos, correu ao encontro dos dois, abriu os braços e sorriu como se já os conhecesse havia muito tempo. Pouco depois, veio a palavra que transformaria para sempre aquela família: “papai”.
A história do casal ganhou um novo capítulo no dia 25 de maio, durante audiência de ratificação realizada pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Rondonópolis. A data, que coincidentemente é o Dia Nacional da Adoção, marcou oficialmente a consolidação jurídica da família e garantiu ao menino o direito de carregar, também na certidão, o nome de seus pais.
“Foi um dia de vitória. Cada dia que passava era um dia a mais sem o nosso filho estar oficialmente no nosso nome. Apesar da guarda provisória, existia ansiedade e receio de algo dar errado. Quando chegou a audiência, sentimos um alívio imenso”, contou Magnus.
O sonho da paternidade começou antes mesmo da adoção entrar oficialmente nos planos. Magnus sempre teve o desejo de ser pai, já Gustavo passou a enxergar essa possibilidade após ouvir de amigos da família uma pergunta simples, mas transformadora: “Por que vocês não adotam?”. A partir dali o casal buscou informações, participou do curso preparatório promovido pelo Grupo de Apoio à Adoção de Rondonópolis (GAAR) e decidiu entrar para o Sistema Nacional de Adoção.
A espera, segundo eles, foi acompanhada de ansiedade, medo e esperança. Quando veio a ligação informando sobre a possibilidade de acolher a criança, a emoção tomou conta. “A notícia chega sem avisar. É uma decisão para o resto da vida. Tivemos medo, apreensão, mas também uma felicidade que palavras não conseguem explicar. Foi amor transbordando”, relembrou Magnus.
O momento mais marcante da trajetória aconteceu logo nos primeiros dias de convivência. “Ele ainda falava pouco. Um dia, entrando na garagem de casa, ele olhou para nós e disse ‘papai’. Nós nos olhamos e começamos a chorar. Foi ali que sentimos, de verdade, que éramos os pais dele”, recordam.
A chegada do menino transformou completamente a rotina da casa, que foi tomada por brincadeiras, cuidados e tempo de qualidade em família. O casal decidiu criar o filho longe das telas e com foco em valores como respeito, amor, gratidão e educação.
“Tudo hoje é pensando nele. Queremos ensinar valores cristãos, éticos e humanos. Que ele aprenda a respeitar as pessoas, ajudar o próximo e entender que o amor é a base de tudo”, afirmaram.
Apesar do receio inicial sobre possíveis preconceitos relacionados à adoção por um casal homoafetivo, Magnus e Gustavo dizem ter encontrado acolhimento e carinho por onde passaram. “Nós treinávamos na cabeça como reagiríamos caso enfrentássemos algum julgamento. Mas fomos surpreendidos positivamente. Recebemos respeito, admiração e muito amor das pessoas”, disseram.
Além da construção da nova família, Magnus e Gustavo também fizeram questão de preservar um vínculo importante na vida do filho. O irmão biológico do menino também foi adotado por outra família em Rondonópolis, e o contato entre eles continua sendo incentivado pelos pais. As duas famílias se aproximaram ao longo do processo e mantêm uma relação de amizade, com visitas frequentes para que os irmãos possam conviver, brincar e fortalecer os laços afetivos.
“Nós fazemos questão de manter esse vínculo entre eles. Viramos amigos dos pais e estamos sempre juntos para que os meninos cresçam sabendo da história e da conexão que têm”, relatou o casal.
O afeto venceu a burocracia
Para o juiz substituto da Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis, Antonio Bertalia Neto, histórias como essa ajudam a romper preconceitos e reforçam que o mais importante para uma criança é viver em um ambiente seguro e afetivo.
“O mais importante é a existência de um ambiente seguro, afetivo e estruturado. A felicidade e a segurança de uma criança não dependem do formato familiar, mas da qualidade do vínculo de amor, respeito e proteção oferecido no cotidiano”, destacou o magistrado.
Segundo ele, a legislação brasileira não faz qualquer distinção em relação à orientação sexual dos adotantes. “O Estatuto da Criança e do Adolescente não estabelece diferenciação entre famílias homoafetivas e heteroafetivas. O foco da Justiça é encontrar a família certa para atender às necessidades daquela criança”, explicou.
Antonio Bertalia também ressaltou o simbolismo da audiência realizada justamente no Dia Nacional da Adoção. “Ratificar uma adoção nesta data simbólica é a consolidação jurídica de que o afeto venceu a burocracia. Para a equipe do Tribunal, é a prestação jurisdicional em sua forma mais pura: transformar processos em famílias e garantir um recomeço seguro e definitivo para essas crianças”, afirmou.
Hoje, Magnus e Gustavo fazem questão de compartilhar a própria experiência para incentivar outras famílias a acreditarem na adoção.
“Tem muitas crianças esperando por amor e por um lar. Não desistam. Entrem na fila, façam o curso, confiem no processo. Nós somos prova de que dá certo”, disseram.
Autor: Ana Assumpção
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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