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Justiça pela Vida expõe a dor silenciosa dos órfãos do feminicídio em Mato Grosso

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Arte gráfica em fundo roxo apresenta a frase “Série Justiça pela Vida”. À esquerda, há a silhueta estilizada do perfil de uma mulher em branco. O layout moderno traz linhas diagonais e destaca o tema voltado à proteção da vida, com logomarca do TJMT no canto.

Na terceira reportagem da série “Justiça pela Vida”, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso lança luz sobre uma das faces mais dolorosas da violência de gênero: o impacto do feminicídio na vida de crianças e adolescentes que ficam órfãos. Mais do que um crime que encerra uma vida, o feminicídio deixa marcas profundas e duradouras naqueles que sobrevivem à tragédia.

Os dados reforçam a gravidade do cenário. De janeiro a dezembro de 2025, 53 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Em 83% dos casos, a violência ocorreu dentro de casa, frequentemente motivada por ciúmes, conflitos e, principalmente, pela não aceitação do fim de relacionamentos.

As consequências ultrapassam os números. No mesmo período, 89 crianças e adolescentes ficaram órfãos. São histórias interrompidas, e infâncias marcadas pela ausência e pelo trauma.

Uma dessas histórias é retratada na reportagem. A jovem, hoje acolhida e de volta à escola, relembra com dor os episódios de violência que presenciou dentro de casa. Em um dos relatos, descreve o momento em que encontrou a mãe já sem vida. Em outra lembrança, revive situações de agressão que tentava impedir, mesmo ainda sendo criança.

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Apesar das memórias dolorosas, também guarda lembranças de afeto. Recorda-se da mãe penteando seu cabelo antes de ir à escola e dos momentos simples compartilhados na rotina doméstica. O autor do crime foi condenado a 16 anos de prisão.

Mesmo diante da dor, a jovem carrega um aprendizado que ecoa como alerta: nenhuma mulher deve aceitar a violência. Segundo ela, o silêncio e o medo contribuíram para a permanência em um relacionamento abusivo. “Um homem não pode bater em uma mulher”, resume.

A série “Justiça pela Vida” apresenta, ao longo de cinco episódios, histórias reais, dados e orientações que evidenciam como a violência contra a mulher se manifesta e quais caminhos podem ajudar a interromper esse ciclo. Os vídeos são divulgados diariamente nos canais institucionais do Judiciário mato-grossense, ampliando o debate e promovendo a conscientização.

Confira o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=iuvj-HMPwNw

Acesse os outros vídeos da campanha:

Autor: Patrícia Neves

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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