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Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário inspeciona unidades em Rondonópolis

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Membros do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (GMF-MT), liderados pelo supervisor, desembargador Orlando Perri, realizaram inspeção no Centro de Atendimento Socioeducativo Masculino (CASE), segunda-feira, 20 de junho, em Rondonópolis (216 quilômetros de Cuiabá).
 
O desembargador Orlando Perri disse que esta é a primeira visita à nova unidade socioeducativa de Rondonópolis. “É importante conversar com esses jovens, conhecer a pessoa, o ser humano que se esconde de trás das grades. Queremos saber quem é esse menor, o que faz, qual seu nível de escolaridade, a profissionalização, os seus sonhos para nós podermos inseri-los no mercado de trabalho. Esse é o nosso propósito e vamos conversar com a Secretaria de Indústria e Comércio para que possa levar muito mais cursos para esses menores infratores” informou.
 
O magistrado avaliou que “a unidade está, de uma maneira geral, funcionando bem, estão sendo ministrados cursos para os menores infratores e vamos procurar levar mais cursos de profissionalização e quem sabe conseguirmos uma empregabilidade para eles”, ressaltou.
 
Para a secretária-adjunta de Justiça da Secretaria de Segurança Pública, Lenice Silva dos Santos, que também acompanhou a visita “é “extremamente importante o Judiciário estar com essa visão voltada para esses jovens, ouvindo os anseios deles e isso ajuda o Estado a desenvolver uma política pública com maior qualidade. Essa parceria, que envolve também o Ministério Público e a Defensoria, tem promovido grandes avanços na vida desses jovens”, enfatizou.
 
Após inspeção no Socioeducativo, os magistrados que compõem o GMF-MT, acompanhados de autoridades locais, seguiram para uma inspeção na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa- Mata Grande, a segunda maior do Estado. No local, o grupo visitou os raios 2 e 3 da unidade e conheceu os projetos sociais desenvolvidos com os reeducandos nas mais diversas áreas.
 
“Neste presídio o diretor Ailton faz um trabalho espetacular e cada vez me surpreende. Estamos conhecendo novos trabalhos realizados aqui nos últimos tempos, mas a padaria é a melhor do Estado de Mato Grosso. Costumo dizer que aqui tem os melhores salgados, doces e o melhor café, os nossos reeducandos estão de parabéns. Realmente são profissionais de mão cheia que podem sair daqui com aptidão para ensinar qualquer padeiro lá fora”, avaliou.
 
Reeducando Daniel de Souza, 23 anos, está preso há quase três anos e participa do curso de panificação. “Foi uma oportunidade muito grande na minha vida, porque foi uma porta de saída para mim e para todos nós que estamos aqui. Porque um lugar desse aqui beneficia a gente não só na remissão, mas com ajuda financeira também e, o melhor ainda, já pode sair daqui com uma profissão e entrar no mercado de trabalho, coisa que não é fácil para nós. Aprendi muito coisa, já trabalhava com isso na rua e consegui aperfeiçoar mais. Espero que nunca acabe esse projeto para voltarmos pessoas melhores para sociedade, pois todos merecem uma segunda chance”, observou.
 
Para o presidente da Fundação Nova Chance (Funac), Winkler Teles, essa aproximação da Justiça com a unidade penal é importante para o processo de ressocialização. “Para existir de fato e Direito a ressocialização ela precisa de quatro pilares: o trabalho, o estudo, a religião e a família. E hoje com o GMF verificamos que essa realidade existe aqui nessa unidade para reintegração das pessoas que aqui estão à sociedade”, avaliou.
 
Conforme o diretor da unidade, Ailton Ferreira, a penitenciária tem uma população carcerária de aproximadamente 1.200 reeducandos, sendo 300 provisórios e o restante condenados. “Recebemos inspeção mensalmente e hoje recebemos o GMF. Internamente temos vários trabalhos, a exemplo do desenvolvido com a parceria da Prefeitura Municipal com a Coder, trabalho remunerado, também com a Sema, Habitação e parceria com Morro da Mesa. Intramuros temos os trabalhos do ateliê, panificação, marcenaria, serralheria. E agora junto ao trabalho do Escritório Social vamos ajudar a reinserir o recuperando na sociedade com dignidade. E podemos observar que a reincidência criminal diminuiu muito com esses projetos e ações”, apontou.
 
A juíza Leilamar Aparecida Rodrigues, da Segunda Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, que também integra o GMF-MT, acompanhou o desembargador nas visitas às unidades prisionais.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1- foto colorida na horizontal, o desembargador Orlando Perri está de frente a uma cela conversando com menores infratores no socioeducativo. Foto 2: imagem da comitiva do GMF-MT em uma das salas da undiade prisional. Imagem 3: Orlando Perri visitada padaria da Mata Grande com diretor da penitenciária. Imagem 4- foto colorida na horizontal, o desembargador, a juíza Leilamar, diretor da penitenciária e policiais penais posam para uma foto em frente do presídio ao final da visita.
 
Eli Cristina Azevedo/ Fotos: Edinilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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