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Cesima: membros do Ministério Público elogiam união com Judiciário em prol do meio ambiente

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No início deste mês, diversas instituições de Mato Grosso aderiram à proposta da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e passaram a fazer parte do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), com o compromisso de atuação colaborativa e integrada entre todos os parceiros institucionais. Dentre elas, destaca-se o Ministério Público de Mato Grosso.

Idealizador do Cesima, o desembargador diretor-geral da Esmagis-MT, Márcio Vidal, registrou o papel extremamente relevante do MP quando o assunto é cuidado com o meio ambiente.

Foto colorida e horizontal. Des. Márcio Vidal, veste paletó preto e camisa azul clara. Ele tem cabelos grisalhos e curtos. Usa barba e bigode“É crucial a participação do Ministério Público neste projeto, tendo em vista que a instituição desenvolve papel importante na proteção de comunidades tradicionais, indígenas e ribeirinhas, cujos modos de vida estão diretamente ligados ao equilíbrio ambiental. O MP também é responsável por garantir que grandes empreendimentos respeitem os direitos dessas populações e que os impactos ambientais sejam devidamente avaliados. E o Cesima atua justamente em ações voltadas à tutela do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.”

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca, falou sobre essa união de instituições que ampliará o alcance das ações e promoverá soluções mais eficazes e sustentáveis. “O Ministério Público do Estado de Mato Grosso parabeniza a Esmagis pela importante iniciativa de criação do Cesima, um marco na cooperação interinstitucional em prol do meio ambiente. Para nós, é uma honra integrar esse esforço coletivo e estaremos presentes por meio da nossa Escola de Governo, representada pelo procurador de Justiça, doutor Antonio Sérgio Piedade.”

Para o procurador de Justiça Antonio Piedade, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – escola institucional do MPMT –, a criação do Cesima representa um avanço significativo na articulação interinstitucional em prol da defesa do meio ambiente.

“A iniciativa possibilita a reunião de diferentes saberes e práticas, fortalecendo a produção de conhecimento científico e aplicado sobre os grandes desafios ambientais de Mato Grosso e do país. Nossa expectativa é que, a partir de estudos, pesquisas e reflexões críticas desenvolvidas no âmbito do Centro, possamos subsidiar tanto a atuação institucional quanto a formulação de políticas públicas, garantindo uma atuação mais técnica, fundamentada e sensível às demandas sociais e ambientais.”

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Ainda de acordo com o procurador, o CEAF e a Esmagis-MT desempenham papel central na difusão do conhecimento e na formação continuada de membros do Ministério Público e magistrados. “A partir da qualificação técnico-científica e do estímulo à pesquisa aplicada, contribuímos para que a atuação no sistema de justiça se torne mais efetiva, coerente e sintonizada com a complexidade das questões ambientais. Essa contribuição, somada ao diálogo com a sociedade civil e com órgãos públicos, tende a gerar impactos concretos na construção de políticas públicas ambientais mais eficazes, duradouras e comprometidas com a sustentabilidade”, asseverou.

Também representando o Ministério Público, integra o grupo o diretor-geral da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP) – escola associativa do MP -, promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano. Ele assinalou que integrar o Cesima é motivo de orgulho para a Fundação Escola. “Iniciativa da Esmagis que parabenizamos pela visão acadêmica e institucional que a inspira”, pontuou.

Conforme o promotor, o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente constitui um espaço singular de produção científica, de cooperação técnica e de formação continuada, onde diferentes instituições podem somar esforços em torno do desafio maior da sustentabilidade. “Ao aproximar ciência, ensino e prática jurisdicional, o Cesima reafirma que a tutela ambiental exige diálogo interinstitucional, interdisciplinaridade e construção coletiva de soluções. A Escola Superior do Ministério Público se coloca, assim, à disposição para contribuir nesse processo, convicta de que a educação e a pesquisa são instrumentos indispensáveis para a proteção efetiva do meio ambiente.”

Segundo a promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, que atua na 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Cuiabá, as questões ambientais, normalmente, são complexas e multidisciplinares, e exigem uma resolução de conflitos que perpassa por questões jurídicas e técnicas de diversas áreas.

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“A colaboração de diversos entes e atores é fundamental para que possamos ser mais resolutivos na solução dos conflitos ambientais, buscando, com isso, reduzir a judicialização, que muitas vezes é excessiva. Então, quando há diálogo e espaço de debate, é possível construir consensos com muito mais facilidade. Esses consensos trazem segurança jurídica aos jurisdicionados e aos atores que atuam na área, reduzindo sensivelmente os conflitos. Trata-se, portanto, de uma atuação preventiva e resolutiva. Não tenho dúvida de que o Cesima demonstra a possibilidade dessa atuação colaborativa entre os órgãos e trará maior efetividade, resolutividade e redução da judicialização das questões ambientais”, asseverou.

Propósito – O intuito do Cesima é fomentar a cooperação técnico-científica, a formação continuada de magistrados e servidores, a promoção da pesquisa acadêmica e o fortalecimento das ações interinstitucionais voltadas à tutela do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

Idealizada pelo diretor-geral da Esmagis, desembargador Márcio Vidal, a iniciativa é coordenada pelo desembargador Rodrigo Curvo (responsável pelo eixo do Meio Ambiente da Escola) e conduzida pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima (coordenadora do Cesima). A assinatura do Termo de Adesão ao Cesima ocorreu em reunião realizada na Esmagis, em 5 de setembro.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Fotos: Chico Ferreira (MP)

Leia matéria correlata:

União pela Sustentabilidade: Esmagis cria Cesima e reúne instituições em defesa do meio ambiente

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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