Search
Close this search box.
CUIABÁ
Search
Close this search box.

JURÍDICO

ESA Nacional promove debate sobre filtro de relevância no recurso especial

Publicados

JURÍDICO

A Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA Nacional) realizou na noite desta segunda-feira (22/8) a live “Filtro de relevância no recurso especial”. O debate foi apresentado pelo diretor-geral da ESA Nacional, Ronnie Preuss Duarte, e teve como debatedores o professor da Universidade de São Paulo (USP), Heitor Sica, e o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Daniel Mitidiero. O pano de fundo do debate surge a partir da Emenda Constitucional 125, de 14 de julho, que altera o artigo 105º da Constituição Federal para instituir no recurso especial o requisito da relevância das questões de direito federal infraconstitucional.

“A Emenda Constitucional 125/2022 desafia a advocacia a se preparar para o filtro de relevância que foi por ela instituído. Há nova exigência formal que deve constar da petição de interposição dos recursos especiais e novas condicionantes que foram trazidas, limitando as perspectivas de apreciação de questões federais pelo STJ. A ESA Nacional reuniu aqui grandes nomes do Processo Civil para debater as importantes inovações”, disse o diretor-geral da ESA Nacional.

“É um prazer fazer parte dos eventos da ESA Nacional”, afirmou Sica, ao introduzir o assunto em pauta. “Temos um tema muito novo e muito relevante em mãos e que ainda está sendo desbravado. A Emenda Constitucional foi aprovada há cerca de um mês. Ainda não temos artigos de profundidade sobre o tema. A doutrina aguarda ansiosamente o livro escrito pelo professor Daniel que está perto de ser lançado”, afirmou ele em referência ao trabalho de autoria do colega de seminário.

Leia Também:  Mudanças no edital do 35º EOU definem novas regras para recurso na primeira fase

Sica fez um breve histórico dos eventos a partir da introdução do filtro da repercussão geral para o recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal (STF) para contextualizar como a questão poderia ser abordada agora. “Creio que os colegas que têm se debruçado sobre esse tema, tem tido uma percepção semelhante, de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pode se espelhar na experiência de 18 anos do STF a respeito da repercussão geral, pelo menos em diversos aspectos, para moldar este novo instituto, o filtro de relevância da questão federal infraconstitucional para o recurso especial”, declarou Sica.

Mitidiero propôs uma ponderação ao abordar o assunto. Segundo ele, é relevante pensar se desde logo se poderia implementar o filtro da relevância do recurso especial, a partir de quando e se a argumentação desenvolvida na repercussão geral e na transcendência poderia ser aproveitada na relevância.

Entre outros pontos que destacou como importantes na análise do tema, o professor da UFRGS destacou a questão da coerência. “Se estamos trabalhando com um filtro que se serve de uma linguagem propositadamente aberta justamente para viabilizar uma agenda possível para o STJ, parece-me que a contrapartida que a advocacia pode esperar é a manutenção da coerência na admissão dos recursos especiais. Ou seja, proponho a coerência como uma instância de controle das questões que devem ser consideradas doravante relevantes pelo STJ”, disse.

Leia Também:  Maio laranja: Colniza encerra atividades sobre combate ao abuso e exploração sexual infantil

O professor procurou expandir sua análise deste olhar. “Relevante no sentido formal, de evitar contradições, primar pela consistência, e coerência ainda no sentido formal, como uma necessidade de compreendermos de uma maneira completa as questões que serão analisada pelo STJ. Também coerência substancial, no sentido de perceber os laços de dependência a e afinidade e reciproco suporte que determinadas questões implicam com outras”, explicou Mitidiero.

Fonte: OAB Nacional

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

JURÍDICO

Presidente do STF Rosa Weber participa de encontro do Judiciário no TRF-4 e inaugura novas instalações do TRE-RS

Publicados

em

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Rosa Weber, encerrou, na sexta-feira (12), em Porto Alegre (RS), o III Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (Enam). No evento, realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ela recebeu uma placa pelo reconhecimento de sua atuação na defesa dos direitos humanos e na preservação, valorização e difusão da memória do Judiciário.

Em seu discurso, a presidente do STF e do CNJ enfatizou o papel fundamental do Judiciário no atual contexto do país. “Reafirma-se a ideia de um Judiciário unido e forte, ideia que há de ser amplamente difundida como contraponto à campanha de desinformação que alimentou a gênese dos atos criminosos do último dia 8 de janeiro”, afirmou.

Memória institucional

A ministra Rosa Weber ressaltou que o Judiciário deve preservar a memória institucional para que o episódio não seja esquecido e como uma condição para que não se repita. “E para que relembremos, sempre, a indispensabilidade do cultivo diuturno da nossa democracia e do aperfeiçoamento das instituições democráticas no Brasil. Uma sociedade sem história está condenada a repetir os seus erros”, ponderou.

Diretrizes

O III Enam, que reuniu mais de 350 magistradas, magistrados, servidoras e servidores do Judiciário de todo o Brasil, teve por objetivo traçar diretrizes para dar um tratamento adequado aos documentos relevantes, para preservação da sua história, demonstrando seu papel na construção da cidadania do povo brasileiro.

Leia Também:  Presidente do CNJ e do STF lança cartazes sobre audiência de custódia em quatro línguas indígenas

O evento teve por tema “Estruturando a memória” e foi promovido de forma conjunta pelo CNJ e cincos tribunais gaúchos: TRF-4, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4), Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (TJM-RS).

Medalha Moysés Vianna

Ainda na sexta-feira, a ministra Rosa Weber participou da instalação da nova sede do TRE-RS, no Centro Histórico de Porto Alegre. Na ocasião, ela recebeu a Medalha Moysés Vianna do Mérito Eleitoral, mais alta distinção da Justiça Eleitoral gaúcha, destinada a personalidades que tenham se destacado em matéria de Direito Eleitoral ou no aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral.

O presidente do TRE-RS, desembargador Francisco José Moesch, destacou a trajetória exemplar da ministra de dedicação ao serviço público e aos direitos humanos. Frisou ainda a importância do trabalho dela à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, quando impulsionou o cadastramento biométrico nacional.

Marco de resiliência, determinação e tenacidade

O ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, enviou mensagem alusiva à condecoração recebida pela ministra Rosa Weber. Ele destacou a firme e efetiva atuação dela na reconstrução do Supremo após a invasão do 8 de janeiro, ressaltando que sua “liderança construtiva é um marco de resiliência, determinação e tenacidade”.

Leia Também:  Maio laranja: Colniza encerra atividades sobre combate ao abuso e exploração sexual infantil

Veja a íntegra da mensagem do ministro Alexandre de Moraes
Foi o Rio Grande do Sul que produziu José Francisco de Assis Brasil, pai da nossa Justiça Eleitoral, e Moysés Antunes Vianna, juiz que, aqui mesmo, no Rio Grande, deu a vida pela correção eleitoral, já nos primeiros anos de vigência do Código Eleitoral Assis Brasil.

Por tudo isso, é muito significativo ver agraciada com a Medalha Moysés Vianna a Ministra Rosa Weber, cinco meses após o infame 08 de janeiro em que a sede do Supremo Tribunal Federal foi vilipendiada por vendilhões da democracia. Vossa Excelência, caríssima Ministra Rosa Weber, em menos de um mês promoveu a reconstituição do Supremo, retomando os trabalhos já no dia 1º de fevereiro seguinte. Assim, a liderança construtiva de Vossa Excelência é um marco de resiliência, determinação e tenacidade.

Em nome do Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Alexandre de Moraes, tenho a imensa satisfação de parabenizar Vossa Excelência, Ministra Rosa Weber, pela Medalha Moysés Vianna, concedida pela Corte Eleitoral gaúcha, cuja Escola recebe o nome de outro grande filho dos pampas, Paulo Brossard de Souza Pinto, assim como Vossa Excelência, antigo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Vossa Excelência honra o Rio Grande, a Justiça brasileira e o nosso País!

Com informações e fotos do CNJ, TRF-4 e TRE-RS.

Fonte: STF

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA